quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

O semibolo do Kassab



 (O candidato a Ronald Reaggan brasileiro)


Há muito que este blog sofre de enorme preguiça intelectual (sempre digo isso), sobretudo por parte do pessoal de criação. Isso, nossos leitores (se é que ainda resta algum seguidor desta página semiabandonada) já perceberam há tempos. Aproveito para me desculpar.
Como já foi dito, ao contrário do que se pensa, este blog não é financiado por partido ou político algum. É uma página independente, que se custeia com seus próprios recursos – o tempo gasto em busca de recursos impede o funcionamento normal do editorial do MASTRANDEA – contrassenso infeliz, mas, a vida é assim. Quem dera Zé Cerra, experiente em ser alvejado por ovos, bolas de papel e similares, tivesse razão, e blogs como este tivessem recursos provindos de políticos de esquerda...
Entretanto, graças aos maus políticos, de esquerda ou de direita, nosso ânimo retoma-se. Nos fazem levantar, sacodir a poeira e nos manifestar. Hoje, o pau comeu solto na capital da província paulista, e quem apanhou foi o lado de lá, da massa limpa...Hoje, o povo venceu.
Na manhã deste 25/01, na saída da missa de aniversário de São Paulo (nazistas e religiões são irmãos, que nos diga a História do mundo) Herr Kassab, aquele, limpinho, o lobista do mercado especulador imobiliário de São Paulo, alegria de grandes empreiteiras, o que gosta de ofender manifestantes solitários, desta vez não conseguiu se defender, tampouco atacar, como fez com um trabalhador há alguns anos, aos gritos de “vagabundo”, e teve seu semibolo de aniversário, e este foi entregue em mãos.
O povo, que conta com uma sensibilidade sensacional, não deixou, apesar da enorme rejeição à gestão do ex-DEM, de presenteá-lo. Foram gastos muitos e muitos quilos de ovos, que foram diretamente arremessados contra o político e seus cães de guarda.
Apesar de já ter participado de manifestações violentas, como por exemplo, a contra a polícia do governador Mário Covas (que o diabo o tenha) em 2000, na avenida Paulista, quando ainda integrava o quadro da Rede Estadual de Ensino de São Paulo, este pseudoblogueiro queria ter estado presente na praça da Sé nesta manhã.
A cena que mais me deixou feliz e de alma lavada foi a de um dos rotweillers de Kassab que, depois de agredir um manifestante pelas costas, mesmo estando o tumulto terminando, apanhou feito uma galinha.
Foi um verdadeiro show de união e solidariedade. O careca referido, que aparentemente sem motivo atacou o garoto, imediatamente foi cercado, tomou uma capacetada cinematográfica na careca, umas três ou quatro voadoras no peito, vários socos e levantou com a gravata nas costas, sem saber nem seu próprio nome.
Essa cena, que a Globo certamente usará, mais uma vez, para solapar a moral do trabalhador honesto desta cidade, deve ser repetida e vista por todos os que se sentem violentados pela ineficiente atuação de Kassab na prefeitura.
UFC é passado – é porrada por dinheiro. Porrada por direitos é o que precisamos, para que se honrem nossos impostos, para que políticos como esse sejam exterminados da cena nacional. Com esse tipo de cena, aprenderemos que somos maioria, que podemos, sim, nos revoltar. Com pedras, paus, tiros ou ovos, é muito bom ver o povo deixar a inércia e agir.
É assim!!! Político de merda tem que levar merda – o problema logístico que demanda o uso desse armamento é o que livra a cara desses escroques, mas, tudo bem: Há os ovos!
E que seja esse o presente dado nas urnas no próximo ano a essa corja dos municípios, aos prefeitos e vereadores, que são a célula-mater da corrupção, os grandes oportunistas da falta de fiscalização e de ética que infecta “o DNA de alguns brasileiros”, como já disse a deputada carioca Cidinha Campos. Ovo e porrada, que são necessários, já foram dados. O voto, que não é necessário, mas sim fundamental, está sendo esperado com ansiedade para este 2012.
Parabéns, Kassab, e que o bolo de merda que é tua história pública e seu novo ‘partido’ sejam jogados na privada no fim do ano.
Por que semibolo? Aecinho, que deveria ter trazido a farinha, estava no PROJAC gravando uma minissérie global...

por Mastrandéa

domingo, 21 de agosto de 2011

A "faxina" e seus tentáculos

...e a mídia continua a arrebanhar



Há tempos, o pessoal do editorial do Mastrandea tem querido dizer umas coisinhas sobre essa armadilha que o conglomerado Direita/PIG vem armando contra Lula e sua história, através de Dilma e o que eles chamam "faxina" (referência às demissões em massa que tem havido em alguns ministérios da presidente). 
Esquecem-se (melhor, fazem esquecer) que quem indicou Dilma foi Lula, para começo de assunto...
E o texto de Eduardo Guimarães "tirou da nossa língua" algumas coisas de que se esquecem, até mesmo, os que apoiaram nosso eterno "barba".

PS: Esse texto também vem a ajudar a movimentar este blogue, dada a preguiça intelectual do pessoal da criação...

Em Defesa de Lula

Só no Brasil mesmo para alguém ter que defender o autor de uma obra como a de Luiz Inácio Lula da Silva, o eterno presidente Lula. E o que mais espanta não é a mesquinhez dos inimigos, mas a ingratidão de parte dos que apoiaram seu governo e que agora apóiam o da sucessora que ele indicou e elegeu com a sua popularidade imensurável.
Em qualquer parte do mundo, sob qualquer avaliação séria, o que Lula logrou produzir no Brasil é considerado quase um milagre. Não deveria espantar, no entanto, a falta de memória popular eternamente cantada em verso e prosa, apesar de que a imensa maioria dos brasileiros ainda tem consciência da obra do ex-presidente.
Compreendo que os inimigos de Lula, essas amebas que sabotaram o Brasil durante os oito anos anteriores só para atingi-lo, tentem agora destruir a memória nacional sobre os prodígios que este país conseguiu ao fim da primeira década do século XXI.
Como, além de mesquinhos, os inimigos de Lula são covardes, não espanta que tentem se aproveitar do fato de ele não ter mais o púlpito da Presidência da República para se defender. Não compreendo, porém, quando o ataque parte daqueles que, ao apoiarem o governo eleito por mérito quase inteiro do ex-presidente, terminam por injustiçar Lula.
Ele vem sendo acusado, nos debates sobre a conjuntura política, de, pasmem, “não ter feito nada para democratizar a comunicação no Brasil” e de, no início de seu mandato, também ter sido considerado “traidor” de seus princípios ao adotar política econômica subserviente ao mercado.
Partindo da direita midiática, posso aceitar tal premissa. Mas é absurdo ver alguém que apóie de verdade o atual governo – e que, portanto, deve ter apoiado o anterior – dizer essas barbaridades sobre a era Lula.
O que primeiro chama a atenção é a falta de visão histórica em tal afirmação. Quem não consegue distinguir o estado em que Fernando Henrique Cardoso entregou o governo a Lula do estado em que o país estava quando o mesmo Lula passou a faixa presidencial a Dilma Rousseff, talvez não mereça resposta.
Ainda quero crer, porém, que essas pessoas estão meramente se deixando enganar. Não quererei crer que agem por má fé ao endossar a “faxina” do “lixo” da “herança maldita” que a direita midiática atribui a Lula. Portanto, quero refrescar memórias.
Lula recebeu um país arrasado, com inflação e desemprego nas alturas, estagnado economicamente, sem investimentos, sem reservas cambiais e sem crédito internacional, fosse financeiro ou conceitual. Entregou a Dilma um país pujante, internacionalmente reconhecido, crescendo fortemente, com quase pleno emprego e inflação sob controle.
Apesar disso, enfrentou a artilharia mais sórdida talvez desde Getúlio Vargas. Sua família, sua dignidade e até a sua sexualidade foram alvo de ataques incessantes. Tentou-se derrubá-lo com os mesmos “escândalos de corrupção” que a direita sempre usou para depor governos progressistas na América Latina.
Lula, com sua imensa inteligência política, soube enfrentar as críticas e os ataques com uma postura altaneira e com seus discursos sempre corajosos, por meio dos quais enfrentou os que diziam que não conseguiria governar. Fez isso desde que tomou posse pela primeira vez, em 2003.
Durante o processo eleitoral de 2002, em que se sagrou presidente da República, Lula deixou absolutamente claro, para quem nele quisesse votar, que não quebraria contratos e que não daria guinadas na convivência com o mercado financeiro internacional, infringindo as regras do jogo que, após a década anterior e o Consenso de Washington, tornaram-se compulsórias para as nações.
Este blogueiro jamais chamou Lula de traidor e entendeu perfeitamente sua postura relativamente contemporizadora até que, em 2005, eclodisse o escândalo do “mensalão”. Tinha, então, a consciência histórica da situação em que ele havia recebido o país e de que seria preciso pôr a casa em ordem antes de avançar em sua democratização, que passaria pela comunicação.
Após lograr o que se temeu que não ocorresse, reeleger-se em 2006, Lula estava livre para avançar na democratização da comunicação no Brasil. Em 2008, durante o Fórum Social Mundial, convocou a Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), que ocorreria cerca de um ano depois, ao final de 2009.
Lula delegou ao ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República Franklin Martins a missão de elaborar um projeto de regulação da comunicação no Brasil que se inspirou nas legislações mais avançadas do mundo, tais como as de Estados Unidos, Inglaterra, França e, também, nas deliberações da Confecom.
O projeto de regulação da comunicação foi deixado pelo ex-presidente Lula após um longo processo, com dezenas de conferências pelos Estados, regiões e cidades, e com fóruns e seminários com autoridades da comunicação de outros países. Fez isso suportando artilharia imensa da mídia desencadeada justamente por conta do processo que a fazia sentir-se ameaçada.
Foi duro para Lula suportar a artilharia que sofreu da mídia por ter erigido o projeto que deixou ao fim de seu governo para colocar ordem no prostíbulo que é a comunicação neste país, com oligopólios ilegais que se valem de ações criminosas iguais ou piores do que as que já se sabe que praticam os tablóides britânicos controlados por Rupert Murdoch, entre outros.
Também foi preciso coragem para enfrentar grandes interesses a fim de transformar o Brasil em um país muito mais justo e pujante, um país que assombra por ter se tornado um mar de estabilidade e progresso em meio a um mundo caótico. Lula fez isso graças aos milhares – eu disse milhares – de discursos políticos ao longo de seu governo de oito anos.
A cada frase que dizia – e que calava fundo no coração do povo – era fustigado pela direita midiática logo em seguida. Já em seu discurso de posse não deixou de mandar seus primeiros recados, lembrando o preconceito que teve que enfrentar para chegar aonde chegara. Dali em diante, nunca mais deixou de dizer sempre o que precisava ser dito.
Acompanhei, in loco, o processo de democratização da comunicação implantado em vários países da América do Sul, tais como Argentina, Bolívia, Equador ou Venezuela. Em todos esses países foi preciso muita coragem. Foram processos traumáticos, mas o povo fez a sua parte apoiando aqueles líderes e os países chegaram lá.
Entendi que os discursos de Lula não se traduzissem em ações tão intensas quanto as empreendidas nos países vizinhos. Queria processo menos traumático. Mas ele agiu, sim. O Conselho Federal de Jornalismo e a Ancinav foram tentativas frustradas porque não havia apoio no Congresso, mas pelo menos foram tentativas.
Quanto à “herança maldita” que a mídia diz que Lula deixou, sobretudo no que diz respeito a essa absurda herança de “corrupção”, é inaceitável. Toda administração pública pode conter corruptos. Acontece no governo federal, nos governos estaduais e municipais.
O fato de se colocar lente de aumento sobre problemas no governo federal não significa que sejam maiores ou menores nesse governo, nem o fato de que não se cobra “faxinas” em governos como o de São Paulo ou de Minas quer dizer que não exista corrupção neles. Apenas denota que a corrupção dos aliados da mídia é protegida por ela.
Este manifesto, portanto, é em defesa de Lula e de sua obra épica. Nele, peço respeito à memória de um governante que transformou este país para sempre. Uma memória que já se tornou um patrimônio nacional e que pessoas como este blogueiro lutarão para preservar enquanto tiverem um mísero sopro de vida dentro de si.

por Eduardo Guimarães



domingo, 5 de junho de 2011

Qual é o problema, afinal?




Todo mundo sabe que o "bullying" destrói a autoestima de suas vítimas.
E todo mundo sabe (?) que esse tipo de atitude, cultural na américa, é consequência das ditaduras estéticas modernas, da precocidade com que a sexualidade atinge as crianças, e da enorme incapacidade humana em conviver com os diferentes.
Coisas do capitalismo. Interesses...
Entretanto, há diferença nas reações e sequelas futuras dessas vítimas.
Essas reações estão diretamente ligadas aos estímulos e oportunidades oferecidas: falando-se pedagogicamente, educação digna e estrutura escolar, física e técnica, adequada, ou seja, oportunidades variadas.
Vimos o "assassino" (para mim, nada além de uma vítima) de realengo em ação, a cores e com detalhes, por meio, é claro, daquela que é a maior fábrica de "status quo", a maior fábrica de excluídos, que existe, chamada Rede Globo.
Essa mesma foi a primeira a crucificar e demonizar mais uma de suas vítimas, como sempre faz.
Para ela e seus fiéis seguidores, é preciso que se criem monstros que justifiquem e avalizem sua bondade, beleza, riqueza, bunda redonda, perfume e frescor... igualzinho à colônia que usa Ana Maria, seus cinquenta e quatro dentes e seu escudeiro-papagaio nas felizes e fartas manhãs brasileiras.
Contrassenso, não é?
Bem. Foda-se a Rede Globo...
Chega de falar de gente inútil.
Vamos ao que interessa.
Clique aqui para ver mais uma vítima de "bullying" se vingando do mundo todo e fazendo sua mãe chorar muito.


por Mastrandea






quinta-feira, 19 de maio de 2011

"É umas mula esses jornalista"

(imagem do imprescindível Latuff)

O PIG/GLOBO quer nos emburrecer de vez. Ou são uns bolhas, ou estão muito mal-intencionados. E eu aposto que é o caso dos dois. 
E não está fácil de se suportar as pessoas repetindo que 'os livros do MEC ensinam a escrever errado'. Não aguento mais. E quando não aguento mais, venho vomitar meu asco aqui no blog. 
Esclareça-se que me refiro aqui à classe média, cuja vida resume-se em obedecer à moda da novela, ir a Miami, querer carro novo e pensar no próximo implante de silicone. Estes, podiam deixar de fazer da emissora aqui referida sua única janela para a realidade e investir mais em livros, estudos, viagens além da Disney World... Mas, é mais fácil reproduzir baboseira, né?
Pois bem. Então, quem está errado nessa história, além dos acima citados?
Errados estão os professores que, ignorantes à Linguística (por preguiça), corrigem o falar de seus alunos, às vezes até os submetendo a humilhações e castigos por conta de falares e gírias.
Errados estão os que pensam que para falar, para comunicar-se, é preciso norma.
Os mesmos que afirmam que Lula é um burro porque fala "errado". Como assim? Ele tem seu estilo, comunica-se muito bem, por sinal. Ou sua força política vem de onde? De seus belos olhos? Política é comunicação!
Se um estudante grita ao outro mais apressado, na saída da aula, "peraí qu'eu já tô ino", ou o mecânico diz ao seu ajudante "os carro branco tão tudo sujo", não há rede de televisão que me prove que há erro. Muito menos a histérica-jornalista-"linguista" Mônica Waldvogel, que quis reinventar a ciência da linguagem no programa "Entre Aspas", da péssima Globonews.
Fala não tem regra. Tem adequação. As pessoas não conversam entre si numa mesa de bar usando a mesma linguagem que usariam se estivessem numa reunião de trabalho. Ninguém se comunica numa entrevista de emprego usando a linguagem que usaria se estivesse pedindo uma cerveja no botequim. Um bom falante é o que sabe colocar-se bem linguisticamente em todas as situações, comunicar-se bem com qualquer um.
Existe norma para a escrita. E ela é aprendida lendo livros. Simples. Uma pessoa apreenderá o falar culto se for bom e assíduo leitor, e pode, ou não, usá-lo para falar.  
A língua escrita sim, essa é mutilada pela mesma classe média que hoje desce a lenha no livro do MEC. É a classe média que coloca a língua em maus lençóis todo dia, a toda hora, seja com seus trabalhos acadêmicos, com seus anglicismos e gerundismos. Esses, quando resolvem escrever, o desastre é quase certo. Esses sim, têm que ajoelhar no milho, levar uns cascudos e ficar no canto com o chapéu (as orelhas já vêm de fábrica)...
Clique aqui para ver a jornalista, economista, cientista política, metereóloga, astróloga, taróloga, esotérica e agora linguista sendo motivo de chacota de quem estudou um pouco disso...


PS: Errado está o Governo de São Paulo, que diz porque diz que a América do Sul tem dois Paraguais.



por Mastrandea 

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Carteirada





(Surrupiado do excelente "Vento Na Cara")



Sempre que Alguém, ao dizer algo para Outro, quer que este lhe dê crédito, pode escolher entre duas estratégias.
Na primeira, Alguém apresenta ao Outro seus argumentos. O Outro então escuta os argumentos, refaz algumas conexões lógicas, confronta o que ouviu com as informações que tem sobre o assunto, confere tudo isso com seus valores pessoais e, ao fim do processo, o Outro decidirá se deve ou não dar crédito ao que Alguém diz.
Na segunda estratégia, Alguém apresenta ao Outro suas credenciais técnicas e sociais. Credenciais técnicas são títulos, certificados, habilidades, experiências profissionais. Credenciais sociais são as posições na sociedade, a quantidade e qualidade de amigos e contatos, as viagens que fez, os lugares em que morou, os consensos e palavras da moda utilizadas em sua fala. O Outro, ao reconhecer tais credenciais, se dará por convencido, e então não há necessidade de prolongar o assunto.
A esta segunda estratégia, dou o nome de carteirada.
Mais estranha que a frequência com que essa estratégia é usada é a frequência com que ela funciona.
Ela é mais rápida que a primeira, e traz “vantagens” para os dois lados. Nela, Alguém não tem o trabalho de selecionar e apresentar argumentos. Nela, o Outro não tem o trabalho de pensar se aquilo que está ouvindo faz sentido ou não, o que nem sempre é tarefa simples.
Com esta estratégia, não existe necessidade de o Outro ter informações e opiniões próprias sobre as coisas. Ele repetirá que Alguém é mesmo uma autoridade no assunto, afinal tem esta e aquela credencial. A discussão será dada como concluída, a interação social estará completa, ambos sairão sentindo que dialogaram.
Um bom observador irá constatar que a estratégia da carteirada é bastante comum, especialmente em alguns meios sociais.
É ela que explica, por exemplo, a necessidade de tanta informação curricular quando alguém é apresentado.
 
 
 
 
por Dionísio Bueno
 
 
 
 
 
 
 
 

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Casal real inspira reinauguração do Mastrandea

(britânica assiste a cerimônia em telão)


Clique aqui para ouvir a singela e perfumada homenagem que este blog, em sua reinauguração, faz ao acontecimento do ano - mais um casamento na respeitável família real inglesa. Apesar de ser em língua tupiniquim, a homenagem musical referida inspira-se em sutil e reverente tendência musical surgida na terra da Donzela nos anos 70.
Honra esta que nós, do "Mastrandea" e toda sua equipe, estendemos, especialmente, aos milhões de brasileiros que não deixaram de acompanhar o certame, igualmente inexorável às suas relevantes e igualmente glamurosas existências, seja através da televisão e suas Anas Marias Bragas, ou com seus inspirados e indispensáveis links, nas redes sociais, sites, blogs. Enfim, a todos os que fizeram de tal espetacular evento, o acontecimento mais importante também de suas próprias vidas...God save the Queen!!!
Parabéns a todos, e aumentem o som!!!


por Mastrandea



sábado, 4 de dezembro de 2010

Serra concorrerá a prefeito de SP em 2012

(reprodução da crível personagem do folclore brasileiro)


Abaixo, reproduzo notícia desta semana d'O Estado de São Paulo.

"Serra nega candidatura à sucessão de Kassab em 2012
O candidato derrotado à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, descartou ontem a possibilidade de concorrer à Prefeitura de São Paulo na eleição municipal de 2012. Em reunião com cerca de 200 sindicalistas, num hotel na zona norte da capital paulista, o tucano disse que não pretende concorrer ao cargo que disputou em 2004. Afirmou, no entanto, que pretende continuar na política, mas não deu pistas se entrará na corrida presidencial de 2014.
"Não sou candidato em 2012, mas continuo na política, que faço com prazer há muitos anos", declarou o tucano, segundo relato de sindicalistas que estiveram presentes ao encontro. O ex-governador paulista deu a declaração após ouvir da plateia manifestações sobre seu futuro político e a disputa pela prefeitura.
Recluso desde que perdeu a eleição presidencial deste ano, Serra aceitou convite para participar de uma reunião da Executiva Nacional da UGT (União Geral dos Trabalhadores).
Integrantes da entidade manifestaram apoio ao tucano durante a corrida eleitoral deste ano. Em julho, o então candidato compareceu a um encontro da UGT em São Paulo, onde recebeu carta de apoio à sua candidatura, assinada por 12 das 20 representações da entidade. Todas as regionais que na ocasião declararam o apoio a Serra eram das regiões Norte e Nordeste. As informações são do jornal o Estado de S. Paulo."


por Mastrandea






quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Tráfico, drinks e marijuana


(será que ela "fumou droga"?)


Gostaria de advertir aos incautos que este post é uma apologia ao pensamento, e que isto será uma proposição de fatos cujo intuito consiste numa discussão que deveríamos ter feito, "ontem", nós da sociedade e os governos.
A solução para o tráfico sempre esteve em frente de nossos narizes, e temos que acordar rapidamente. Religiosos, moralistas e desconhecedores precisam ouvir mais. Nunca houve momento melhor na história brasileira.
A proibição da maconha, que começou nos EUA, é emblemática e essencial a nossa discussão. 
El Paso, cidade americana fronteiriça com o México, recebia hordas de imigrantes que, nos anos 20, chegavam para trabalhar nas lavouras, e consigo levavam sementes e mudas de uma certa planta. Ao fim do dia, os mexicanos fumavam a verdura (que também crescia na beira das estradas), para relaxar após as muitas horas de trabalho semi-escravo a que eram submetidos.
"Denúncias" de mexicanos "descontrolados" praticando assassinatos "sob o efeito da droga" eram corriqueiras, o que fizeram com que o Czar americano contra as drogas, J. R. Aslinger (o governo dos EUA passou um problema de saúde pública ao departamento do tesouro nacional), criasse uma lei para controlar o uso da planta, o que era, na verdade, um motivo para controlar os mexicanos: o que nos faz concluir que a proibição tem raízes racistas e pseudo-moralistas, e não científicas.
Aslinger conseguiu, depois de anos, que a proibição se estendesse a todos os estados, mesmo sob a contestação do prefeito de Nova Yorque, La Guardia, que afirmava que, proibindo a maconha, as leis estariam criando, efetivamente, uma grande quantidade de novos criminosos ao invés de resolver o "problema" (mais tarde, esse provaria que fumar maconha não era um problema). 
Daí para o mundo, foi um passo de pombo: o "czar" Aslinger levou o assunto à ONU, e todos os países ocidentais e alguns orientais, hipnotizados e ignorantes, adotam a criminalização, sem sequer discutir ou pesquisar antes.
La Guardia encomendara, antes, um estudo científico detalhado que foi boicotado e até apreendido e queimado por Aslinger, cujo resultado foi o que alguns de nós sabem, e contrariou a todos os que, desde a época em questão, acham sobre a marijuana -  que a maconha não causava potencialização de instintos violentos (muito ao contrário), não causava tesão desenfreado, não nos atrapalhava a personalidade e, principalmente, não era, como se costuma dizer, uma "escada" para outras drogas.
Ou seja, bilhões foram gastos na "luta contra a marijuana", e as pessoas continuam fumando.
Hoje, sabe-se que usuários da erva não usam outras drogas, necessariamente.
Não preciso expor aqui os benefícios dela. Já se sabe deles, mas há uma curiosa vontade de não se admitir.
É a tal hipocrisia. É mais fácil apontar o dedo.
Sabe-se que é usada em tratamentos para dependentes de crack, e para combater a inapetência em doentes de AIDS.
Diante disso, o que fazer, então, quanto a uma droga que se vende em supermercados, bares e até em festas de debutantes?
Por que a bebida, muito mais destrutiva, tanto fisica como socialmente, é legal?
Não há tráfico de bebidas. Houve, nos Estados Unidos, quando essa droga foi proibida.
O problema não são as drogas, seja ela bebida, maconha, cocaína.  É o que cada indivíduo faz consigo e com a sociedade, e os males que esse uso pode causar ao coletivo (o crack merece mais atenção, hoje, pelo seu poder de destruição moral, perda de parâmetros e capacidade de vício).
No Brasil, um primeiro passo parece estar sendo dado, que é devolver ao morador da periferia uma vida sem o jugo da arma. O território, que é importante para um traficante-gerente armado (os donos estão no asfalto), parece estar sendo conquistado.
Falta discutir o que é realmente problema, e o que é apenas moralismo sem sentido, pirraça, burrice e interesse.
É isso.
Agora, pensar mais sobre isso, eu deixo para o leitor.
Volto já.
Vou dar uma volta...


por Mastrandea


segunda-feira, 29 de novembro de 2010

São Paulo tem a paz que queria



(o dono de São Paulo, digo, do PCC)


Dois mil e seiscentos homens, dentre Marinha, Polícias Civil e Militar do Rio, realizaram, ontem, o que se dizia impossível: tomar o Complexo do Alemão, um amontoado de favelas de mais de um milhão de metros quadrados, criado e "engordado" por décadas de abandono e total omissão, tanto do poder público como da classe média (ela "não tem nada a ver com isso", salvo quando tem "festa do prato quente" no apartamento do Leblon...).
As UPP´s incomodaram demais. A contabilidade monetária do tráfico foi atingida, causando reações de seus gerentes. Quiseram retaliar, incendiando carros e matando gente. Mas a contrapartida, para tristeza da freguesia e da mídia, dos governos estadual e federal, como se viu, foi rápida e eficiente. O complexo do alemão, agora dominado por tempo indeterminado, terá UPP´s a partir do primeiro semestre de 2011, e o povo dessa comunidade, agora em parceria com a força pública, terá uma chance, finalmente. Sabe-se que muitos fugitivos devem ter migrado para outras favelas, como Vidigal e Rocinha, entretanto, não parece que o poder público se deterá. Mais guerra está por vir.
Mas essa é a guerra que o povo pobre quer. A guerra definitiva, com final sinalizando investimento maciço em saneamento, educação e esporte.
Mas, e São Paulo? Será que a terra dos superiores "não tem disso"?
É claro que tem, e muito. Não é diferente, salvo geograficamente e gerencialmente.
Aqui, em São Paulo, quem controla o tráfico é a polícia; mal-paga, corrupta e desorganizada.
A política de segurança (?) pública paulista fez com que os policiais se associassem financeiramente aos traficantes, que pagam os "impostos" às delegacias para que a boca continue funcionando. 
Nos bairros ricos, a violência não é menor, só é mais pontual, não há bandos, arrastões, o que faz com que uma sensação de tranquilidade se instale na cidade, provocando um curioso sentimento de superioridade da classe média paulista em relação à fluminense.
A cidade é muito maior que a capital carioca, o que mantém a violência da periferia longe do complexo Jardins/Vila Olímpia.
Talvez o mais emblemático modelo de como o Governo de São Paulo trata a violência, e a diferença com o momento que se vive no Rio, tenha se dado em 2005, quando dos ataques do PCC, reação à trasnferência de alguns detentos: o governador Xuxu chamou o seu chefe, Marcola, ajoelhou,  implorou, fez um "acórdão",  e a "paz" para os paulistas apavorados foi reestabelecida. As últimas eleições mostram o apoio a essa política. Serão mais quatro anos, no mínimo, de "paz".
Essa é a paz que o paulista rico e seu governo querem, assim como queria a classe média carioca, a da violência invisível, da sujeira debaixo do tapete. Ele gosta de "achar" que aqui é muito diferente.
Ainda quer a paz que engorda o mercado da segurança particular, da blindagem automobilística, do auto-encarceramento em condomínios e isolamento.
A periferia que se auto-extermine. 
O Rio sai na frente. Copa? Aqui também terá jogo, querem até a "abertura"! Antes de pensar em construir estádio, deviam ter brigado pelos que aqui há, e melhorá-los. 
Agora, cabe a nós, militantes, trabalhar para que o povo paulista um dia faça como os soldados de ontem no Rio: unir-se e expulsar, no voto, os bandidos peessedebistas do poder, definitivamente.
Mas que seja sem chances de rendição.


por Mastrandea


sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Nada de novo na cidade maravilhosa



(ele poderia estar estudando, mas alguns preferem assim)




Toda mudança histórica tem sangue, e o que há no Rio é grande.
Secular abandono e desigualdade intensa sob a vista grossa conveniente de parte da sociedade e do poder criaram o gigante adormecido que agora tira a máscara e desce o morro.
Neste país, foram quinhentos anos de lados opostos, ricos e pobres, portanto, não há nada de surpreendente ou assustador no que acontece agora na capital fluminense. Sempre houve muita violência e muita morte, assim como em São Paulo (na "terra da garoa, a bolha ainda não estourou por questão meramente geográfica). 
O intenso repúdio por parte da elite e (setores?) da classe média à distribuição de renda e o não reconhecimento de que o benefício não é só aos atingidos diretamente por ela é o que vem alimentando esse exército que os causa tanto medo.
Esses meninos que estão levando tiros da polícia, para deleite de alguns imbecis favoráveis à pulverização do problema, são produto dessa visão estreita e tacanha. Programas Sociais são ridicularizados pela mídia e ecoados pelas vozes da Zona Sul carioca (o "Bolsa-Esmola" é a prova). E a consequência dessa recusa pela divisão de riqueza está aí.
Inocentes morrerão. Guerra é assim.
Essa guerra é produto de um estilo de vida vazio e covarde, e de uma ideologia inescrupulosa. Da aparência antes de qualquer coisa. Da vista grossa. Nunca quiseram atitudes contundentes para prevenir a exclusão e a miséria, e nem mesmo queriam agora, nas últimas eleições. Os Jardins de São Paulo queria Serra presidente, assim como a Zona Sul do Rio de Janeiro.
Criaram, sustentaram e enriqueceram o tráfico. Mas ele era cômodo lá em cima, separado.
Conheço muitos cariocas, também da zona sul, e sei que irão concordar comigo. Eles são inteligentes, estão lá, e sabem da verdade, e aposto que não estão chocados com o fato de a bolha ter estourado agora. As UPP´s acabaram com alguns pontos. Geograficamente, o morro se espremeu, desceu, e como os habitantes do asfalto não haviam ainda pensado na "possibilidade" de isso acontecer um dia, o choque aconteceu.
Agora, querem providências. Talvez algumas que foram tomadas recentemente tenham desencadeado tudo isso, ainda não se sabe. Entretanto, é inútil e errado querer culpar somente os atuais governantes pelo estouro dessa bolha.
Isso, como já foi dito, é histórico!
Agora, o Frankeinstein tem que ser enfrentado, e não só pela polícia. A sociedade tem que deixar de ser omissa o olhar para os pobres.
E isso se faz no voto, com pensamento não somente em si próprio e uma visão mais ampla que a da cobertura de Ipanema.

por Mastrandea

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Kassab e a Constituição



(Prefeito de São Paulo é recebido pela população)

E São Paulo continua se limpando.
Kassab, o prefeito mais limpinho da história da cidade, volta com força total. O homem que acaba com a pobreza expulsando os pobres, volta a limpar.
Que o DEMOcrático prefeito considera todos os que não usam terno e gravata vagabundos (Mayara, a aprendiz, também adora homens de terno - quanta coincidência!), todos já sabem. O episódio no hospital, onde o "político" chamou um trabalhador, prejudicado pela "Lei Cidade Limpa", de vagabundo, revelou a face DEMOcrata do nosso líder.
Durante sua (indi)gestão, diversas restrições e proibições começaram a vigorar nas ruas da capital paulista, como a de gritos em feiras livres, a retirada de bancas de jornal no centro e, no trânsito, foi proibida a circulação de caminhões na marginal Tietê e o tráfego de motos na avenida 23 de Maio, esta última revogada pouco tempo depois.
Sem falar em rampas anti-mendigo e a política da paulada de uma polícia municipal truculenta e ridícula contra os pobres.
Hoje, modernizado tecnologicamente, não dá mais paulada em mendigos, somente. Também joga-lhes água fria.
E agora, o canalha resolveu, de repente, elevar o status de estátuas vivas, palhaços, saxofonistas, guitarristas e malabaristas: não são mais "vagabundos". São criminosos! 
Todos eles estão sujeitos à ação policial, cujo objetivo principal é coibir e enquadrar o "comércio ambulante ilegal" (!) nas principais vias do município.
Ora, se a proibição é para atividades comerciais e esses artistas de rua não cobram entrada nem "couvert", pois o fazem, como já disse, na rua, onde está a atividade comercial?
A remuneração dessas pessoas não é cobrada, e sim, doada. Pode-se assistir a qualquer exibição sem precisar pagar nada.
Como a direita é mesquinha e hipócrita! Tudo pela aparência. O lema é: "jogue a sujeira para debaixo do tapete!".
Querem esconder gente que trabalha dignamente, e isso é uma afronta aos direitos do homem. Prendem gente por estar tocando guitarra!
Kassab se esquece que existe uma carta maior de leis, que não pode ser sobreposta. As pessoas são livres para estar onde quiserem, em espaços públicos. 
Se um mendigo resolve que a calçada é sua casa, não há força legal que o possa remover.  
Certa vez, no Centro, deparei-me com três trogloditas da guarda municipal de SP, acompanhados do motorista do caminhão e um imbecil que dava as ordens. Sob o argumento de que ele estava em frente a prédio público (desativado?), desciam o pau num senhor que parecia ter a idade de meu pai, uns 67 ou 70 anos!
Fazendo o idoso rolar pela calçada, chorando por suas coisas (eram umas canecas, uns sacos e umas garrafas, mas eram DELE), foram por mim e mais um cidadão, interpelados e impedidos, à força, igualmente.
O que houve, foi o de sempre. Truculência por parte da policinha metida a SWAT, xingamentos, alguns empurrões, e é claro, saldo negativo para o blogueiro aqui:
Além de uma bela dose de gás pimenta na cara, um ovo estourado nas costas, vindo da janela de um manifestante ruim de mira.

por Mastrandea

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Serra é do DEM!




("Vote num careca e leve outro de presente" José Serra)


"AÇÃO DE PROMOTORES NO MENSALÃO DO DEM FOI 'SÓRDIDA', AFIRMA DENÚNCIA"

Procuradoria da República detalha como cúpula do Ministério Público do DF cobrava propina em troca de proteção a esquema no governo Arruda
São Paulo, 18 de novembro de 2010

Não é sempre que se tem o privilégio de ver uma matéria de uma das engrenagens do PIG revelando o quanto é "do bem" nosso querido bi-perdedor de eleições presidenciais.
É momento raro e de até certa desconfiança, se abrir o portal do "Estado", e ver matéria desbaratando o esquema de Arruda e seus ratos do DF. O primeiro, amigo do peito e de careca de Serra.
Não é sempre que se pode ver tão claramente o perigo que corríamos diante da eventual vitória de Serra para presidente da república (vale lembrar que o ex-governador, atual detento foi cogitado para figurar como vice na chapa do PSDB/DEM/PIG. Índio "Merenda" era a madre Teresa perto desse).
Também não é sempre que se pode mostrar que o PT não inventou o "mensalão", muito menos a corrupção na política brasileira. E que nosso Judiciário é corrompido e sujo (vide Protógenes/Dantas...quanta inversão de valor!).
Somos nós a matéria prima dos políticos. Políticos são, antes de tudo, brasileiros!
Quando se coloca uma nota de cem entre documentos vencidos ou recibos de multa, devolvendo ao guarda que nos está punindo, se está corrompendo.
Quando se rasga um currículo de alguém capacitado para favorecer a vaga a um amigo, se está sendo corrupto.
Como disse ótima deputada estadual pelo Rio: "parece que está no DNA do brasileiro..."
Só os brasileiros podem mudar a política em seu país.
E pensar mais seriamente no que disse Lula: " O problema de quem não gosta de política é que está condenado a ser governado por quem gosta".
Bem...voltemos à realidade atual:
O PIG usa a tática do "bate-e-sopra". E acha que engana. Tá!
E como aquela merda de portal do "Estado" [de sítio] não me deixa copiar e colar o texto na íntegra, trago aqui o link, ao amigo fiel.
Espero com meu novo layout, não fazer vocês forçarem tanto a visão para me ler como antes.
Blogueiro iniciante é isso. Vou fuçando!
Obrigado, sempre, pela presença.


Para você repassar por e-mail para seus amigos reacionários e chatos (todo mundo tem ao menos um).
E (tentar) mostrar que não há santo na política. Se tem que acabar é com a hipocrisia!
E a luta continua. Contra o PIG e a direita. E pelas Reformas políticas.

por Mastrandea

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Análise do Discurso: Janaína Conceição Pereira

(A Themis brasileira tudo vê!)


Em defesa da estudante Mayara


É o fim dos tempos! Uma professora resolveu descriminalizar o crime de Mayara. Com um texto de retórica pobre e óbvia, no portal da "insuspeita" UOL, veio a público defender a nazi-mirim. E não pára por aí. Exculpa a ex-estagiária utilizando, como argumento, o óbvio entre as "pessoas de bem": Culpar Lula!Diante da impossibilidade de calar-me diante de tal desvario escrito, resolvi "fichar" o texto da tal professora de Direito (!).
Vamos, item a item, desconstruir esse discursinho batido, de retórica fraca e falaciosa. Realmente, a Verdade está em maus lençóis!

"Sou neta de nordestinos, que vieram para São Paulo e trabalharam muito para que, hoje, eu e outros familiares da mesma geração sejamos profissionais felizes com sua vida neste grande Estado brasileiro."
. No título do texto, a advogada usa o adjetivo "estudante" para tirar a carga criminosa do ato de Mayara. Mas, sabemos que  ser estudante não impede a aspirante a advogada de fazer cagadas. Isso não lhe dá imunidade ou lhe tira a culpa. A defensora usa, com oportunismo barato e ralo, o fato de ser neta de nordestinos para poder ter um crédito em seu texto, para dar um ar de que é igual. Mas não percebe, a incauta, que isso é um contra-senso, pois à frente, defende que "somos todos um só", portanto, poderia ter ocultado essa parte, se não quisesse ser prolixa.

"Igualmente triste a rejeição sofrida pelo candidato da oposição à Presidência da República, muito em função de ele ser paulista. Todos ouvimos manifestações no sentido de que, tivesse sido Aécio Neves o candidato, Dilma teria tido mais trabalho para se eleger."
. Aqui, confessa ser eleitora do PSDB/Serra, e revela aos sete ventos toda sua dor. Mas, Serra não foi rejeitado por ser paulista. Foi rejeitado porque é mau político. Desagregador, egoísta, burro e sem carisma. Chorou por tomar uma bolota de papel no coco, o que foi até por seus eleitores percebido como farsa. Foi rejeitado porque os programas sociais do governo federal atingiram fortemente a região Nordeste sobretudo (é sempre bom lembrar que Serra perdeu também em São Paulo), historicamente esquecida e renegada pelas elites políticas brasileiras, além do carisma de Lula e sua aprovação, recorde histórico (84%). Sobre ser Aécio o adversário dificultar a vida do PT, a advogada parece ter desejado tal escolha do seu partido do coração. Entretanto, além de uma decisão isolada e egocêntrica de Serra, que rachou o Partido, essa condição não é uma verdade, pelo que já disse acima. O país é outro sob Lula. Não fosse a mídia, e sua ira, mais os crimes eleitorais, não haveria onda-verde, nem segundo turno, e Serra teria, no máximo, 20 e poucos por cento de votos.

"Independentemente da tristeza que as manifestações ofensivas suscitam, e mais do que tentar verificar se a frase da jovem se "enquadraria" em qualquer crime, parece ser urgente denunciar que Mayara é um resultado da política separatista há anos incentivada pelo governo federal."
. Ela ainda precisa "tentar verificar" se Mayara cometeu um crime! Professora de Direito Penal! (Ser da São Francisco de hoje lhe dá a justificativa para ser uma reacionária). Escuto xenofobia contra nordestinos desde que me conheço por gente, e não me venham com discursinho.
Muita gente aqui tem o insuportável costume de colocar a culpa nos outros.
O paulista não consegue enxergar que a culpa por seu estado estar um lixo é de quem os governa.
O PSDB instalou-se aqui há duas décadas. Já é uma monarquia! Agora, Lula fomentou isso? Onde ela viu? Agora essa senhora vem colocar a culpa por uma atitude ridícula, de quem não conhece a história do próprio país, em Lula? Onde está o argumento dela?
Por que será que não há citação de fala do presidente no texto? Porque isso é uma mentira.

"É o nosso presidente quem faz questão de separar o Brasil em Norte e Sul. É ele quem faz questão de cindir o povo brasileiro em pobres e ricos. Infelizmente, é o líder máximo da nação que continua utilizando o factoide elite, devendo-se destacar que faz parte da estigmatizada elite apenas quem está contra o governo.
Ultrapassado o processo eleitoral, que, infelizmente, aceitou todo tipo de promessas, muitas das quais, pelo que já se anuncia, não serão cumpridas, é hora de chamar o Brasil para uma reflexão.
Talvez o caso Mayara seja o catalisador para tanto(...)Por mais popular que seja um líder político, não é possível permitir que essa união, que a União, seja maculada sob o pretexto de se criarem falsos inimigos, falsas elites, pretensos descontentes com as benesses conferidas aos pobres e aos necessitados."
. Lula foi quem justamente começou a mudar esse quadro por ela desenhado, brigando em meio a uma politica de egoístas e latifundiários. O Brasil sempre foi dividido entre pobres e ricos. Esse governo foi o único na história a ter essas diferenças como foco a ser combatido. 
"Elite" não é factóide! Elite existe, escravizou, escraviza, e quer continuar escravizando. Sempre quis o país assim, dividido. Vimos agora, nas eleições. As pessoas se revelaram totalmente.
Existe uma Elite e as classes média que não quer se misturar! A pessoa aqui "defendida" somente cagou uma ideologia separatista que o senso-comum alimentou por décadas -  o problema de segregação, especialmente sócio-econômica, existente no país. O Sul sempre se achou melhor que o Norte. 
Ou a Janaína queria que o presidente maquiasse os problemas, como fez seu antecessor, que engavetou TUDO, inclusive a compra de votos (mensalão) para a sua reeleição? Não há pretensos descontentes com a distribuição de renda. Há reais descontentes. Mayara carimbou essa máxima fascistóide em seu micro-blog.

"Apesar das dimensões continentais, falamos a mesma língua."
. Descobriu a pólvora!

"São Paulo, é fato, é fonte de grande parte dos benefícios distribuídos no restante do país."
. Isso era há muitas décadas atrás. Hoje, é mais um mito burguês. Hoje não é mais assim. São Paulo está quebrado. Todas suas estatais foram vendidas a preço de banana pelos tucanos. 
Janaína ignora que o terceiro estado que mais recebe recursos do Bolsa-Família é São Paulo. Sim. Como disse Dilma, "Quem cuida de pobre em SP, é o governo federal. O Bolsa-Família só não atinge mais famílias porque o PSDB não cadastra".
A advogada não só se engana, como ELA, agora, sim, ajuda a fomentar esse ódio.
Paulista reclama porque pensa que divide com pobre. Mas não hesita em dividir com ricos, como é o caso de donos de concessionárias que ganharam de presente as rodovias do estado.

"Tal desunião finda por fomentar o populismo, tão deletério às instituições no país."
. Aqui, além de uma frase de prolixidade imensa, é um contra-senso, já que, acima, a doutora classificou Lula de 'popular', o que é diferente de 'populista'. O populista fica com a bunda na cadeira carimbando e assinando privataria, mandando dizer que é bom. Lula sempre esteve junto de suas bases, sempre junto do povo, que é de onde veio.

"Não há que se falar em governo para pobres ou para ricos".
. Quem fala nisso é ela. Lula governou para todos.

"Quanto a Mayara, entendo que errou, mas não parece justo que seja demonizada como paulista racista, quando o mote dado na campanha eleitoral foi justamente o da oposição entre as regiões.
Se não dermos um basta a esse estratagema para manutenção no poder, várias Mayaras surgirão, em São Paulo, em Pernambuco, por todo o Brasil, e corremos o risco de perder o que temos de mais característico, a tolerância. Em nome de meu saudoso avô pernambucano, peço aos brasileiros que se mantenham unidos e fortes!"
. Mayara não é demonizada como paulista racista. Ela É uma paulista racista. Falar em não se generalizar, eu concordo, como paulista, nascido na capital, que sou. O mote da campanha foi a oposição entre regiões, ou como quer classificar o paulista, entre "essa gente" e "nós"?
Pode ser, mas, inventada, fomentada e aperfeiçoada pela direita, pelo candidato derrotado e gente como Índio da Costa, Herr Jorge "Essa Raça" Bornhausen, pelo PIG, todos sob a supervisão límpida da Justiça. Não é, Gilmar Mendes?
Isso não foi estratagema nenhum. A ESTRATÉGIA do governo foi a de diminuir a pobreza e reduzir diferenças. 
Seu avô pernambucano deve estar gritando dentro do caixão, isso sim é "fato". 
Surgirão mais Mayaras enquanto pessoas insistirem em vir defender esse tipo de atitude em jornalões e portais "insuspeitos", como faz a caríssima advogada. Defender Mayara é assinar em cartório a concordância com suas ideias. Isso sim, é fomentar o ódio. Como professora de Direito Penal, haveria a senhora advogada de vir a público repudiar veementemente a atitude de sua futura(?) colega, e não, como faz a classe média, CULPAR O LULA!
Enfim. Para não surgir mais Mayaras, é preciso, além de outras coisas, que não surjam mais Janaínas.

por Mastrandea