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quinta-feira, 18 de setembro de 2014

PSOL, O TENOR DA ÓPERA BUFA DA NÃO POLÍTICA



O debate de ontem na CNBB foi emblemático. Um festival de horrores onde Dilma Rousseff destoou com sua forma cartesiana de expor as questões que envolvem a vida dos brasileiros. O resto, como diz o dito popular, se colocar uma lona vira circo e se cercar vira hospício.

A pior pra mim foi Luciana Genro!

Pior porque a gravidade de seu debate despolitizado é uma variante histriônica de uma colegial tardia com uma superintendente da ética, como é o próprio PSOL que se diz à esquerda do PT.

Luciana é a cara do PSOL, um partido que expõe contradições gritantes desde seu nascedouro até os dias atuais. A própria Luciana falou ontem da alta carga tributária que pesa nos ombros dos mais pobres, dizendo, e com razão, que acaba os pobres pagando praticamente sozinhos os impostos no Brasil. O que ela não disse é que o PSOL, junto com o PSDB e o DEM, deu como cortesia, aos mais ricos o fim da CPMF, um imposto que os pobres não pagavam nem um centavo e do qual eram injetados na saúde bilhões todos os anos para atender sobretudo os pobres. Mas não é só isso, o fim da CPMF devolveu aos endinheirados o sigilo bancário onde é facilitada a sua forma de sonegação. E por que fez isso? Para se vingar do PT, ou seja, derrotaram os pobres e acham que derrotaram o PT.

Ao mesmo tempo, assim como fez o PSOL nos seus 10 anos de existência, Luciana Genro se alia à banda pobre do STF como Mendes, Barbosa, Fux e cia, para vocalizar a moral udenista da mídia com a farsa do "mensalão."

O que Luciana não disse com sua régua moral é que até hoje o PSOL não liquidou suas pendengas internas de caixa 2 tendo como protagonista a deputada Janira Rocha.

No debate da CNT, Luciana, perguntada sobre o caixa-2 de Janira Rocha, disse cinicamente, a la Marina, que não tinha conhecimento do fato.

Eu poderia citar também a covardia de Chico Alencar (Psol) que, para não correr o risco de perder o pensionato de deputado federal, não disputa, por exemplo, com Garotinho, também deputado, a eleição para governador do Rio. Prefere colocar na parede de seu gabinete um quadrinho de "melhor deputado do Brasil" e, assim se transformar em um postulante automático de eterno deputado federal. Lembrando também que, quando Tarcisio Mota (Psol) diz que, fora ele, os outros quatro candidatos ao governo do Rio são farinha do mesmo saco, ele deveria se incluir como o quinto, pois quando o PT-RJ se coligou com Garotinho durante os oito anos de seu governo e de Rosinha, todos os que hoje estão no Psol estavam à época no PT e lá permaneceram, saindo somente uma década depois, por perderem espaço em disputas internas.

O próprio Randolfe Rodrigues, que era originalmente o candidato escolhido do PSOL para a disputa presidencial, correu da raia em plena disputa e anunciou ontem mesmo que pretende se unir à Marina na coligação Rede/PSB.

Por tudo isso, mas uma militância de "intelectuais" tão ou mais fisiologista que seus políticos, eu acho que o que se viu ontem no debate da CNBB, foi o PSOL representar um coquetel de baixaria, moralismo lacerdista, despolitização encarnado por Aécio, Marina, Pastor Everaldo, Eduardo Jorge, Fidelix, Luciana Genro e Eymael.

Isso me dá um motivo a mais para ir às ruas defender o governo e a reeleição de Dilma Rousseff, do PT.


por Carlos Henrique Machado Freitas em seu Facebook

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

O piloto não errou. Mas Eduardo Campos...




A BALADA DE EDUARDO CAMPOS

Por um momento, desses que enchem os incautos de certezas, o governador Eduardo Campos, de Pernambuco, achou que era, enfim, o escolhido.


Beneficiário singular da boa vontade dos governos do PT, de quem se colocou, desde o governo Lula, como aliado preferencial, Campos transformou sua perspectiva de poder em desespero eleitoral, no fim do ano passado.

Estimulado pelos cães de guarda da mídia, decidiu que era hora de se apresentar como candidato a presidente da República – sem projeto, sem conteúdo e, agora se sabe, sem compostura política.

O velho Miguel Arraes, avô de Eduardo Campos, faz bem em já não estar entre nós, porque, ainda estivesse, morreria de desgosto.

E não se trata sequer da questão ideológica, já que a travessia da esquerda para a direita é uma espécie de doença infantil entre certa categoria de políticos brasileiros, um sarampo do oportunismo nacional. Não é isso.

Ao descartar a aliança com o PT e vender a alma à oposição em troca de uma probabilidade distante – a de ser presidente da República –, Campos rifou não apenas sua credibilidade política, mas se mostrou, antes de tudo, um tolo.

Acreditou na mesma mídia que, até então, o tratava como um playboy mimado pelo “lulo-petismo”, essa expressão também infantilóide criada sob encomenda nas redações da imprensa brasileira.

Em meio ao entusiasmo, Campos foi levado a colocar dentro de seu ninho pernambucano o ovo da serpente chamado Marina Silva, este fenômeno da política nacional que, curiosamente, despreza a política fazendo o que de pior se faz em política: praticando o adesismo puro e simples.

Vaidosa e certa, como Campos, de que é a escolhida, Marina virou uma pedra no sapato do governador de Pernambuco, do PSB e da triste mídia reacionária que em torno da dupla pensou em montar uma cidadela.

Como até os tubarões de Boa Viagem sabem que o objetivo de Marina é se viabilizar como cabeça da chapa presidencial pretendia pelo PSB, é bem capaz que o governador esteja pensando com frequência na enrascada em que se meteu.

Eduardo Campos é o resultado de uma série de medidas que incluem a disposição de Lula em levar para Pernambuco a Refinaria Abreu e Lima, em parceria com a Venezuela, depois de uma luta de mais de 50 anos. Sem falar nas obras da transposição do Rio São Francisco e a Transnordestina. Ou do Estaleiro Atlântico Sul, fonte de empregos e prestígio que Campos usou tão bem em suas estratégias eleitorais

Pernambuco recebeu 30 bilhões de reais do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, do qual a presidenta Dilma Rousseff foi a principal idealizadora e gestora.

O estado também ganhou sete escolas técnicas federais, além de cinco campi da Universidade Federal Rural construídos para melhorar a vida do estudante do interior.

Eduardo Campos cresceu, politicamente, graças à expansão de programas como Projovem, Samu, Bolsa Família, Luz para Todos, Enem, ProUni e Sisu. Sem falar no Pronasci, que contribuiu para a diminuição da criminalidade no estado, por muito tempo um dos mais violentos do País.

Campos poderia ser grato a tudo isso e, mais à frente, com maturidade e honestidade política, tornar-se o sucessor de um projeto político voltado para o coletivo, e não para o próprio umbigo.

Arrisca-se, agora, a ser lembrado por ter mantido entre seus quadros um secretário de Segurança Pública, Wilson Damázio, que defendeu estupradores com o argumento de que as meninas pobres do Recife, obrigadas a fazer sexo oral com marginais da Polícia Militar, assim agiam por não resistirem ao charme da farda.

“Quem conhece Damázio, sabe que ele não tem esses valores”, lamentou Eduardo Campos.

Quem achava que conhecia o governador do PSB, ao que tudo indica, ainda vai ter muito o que lamentar.

do Partido dos Trabalhadores