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terça-feira, 7 de junho de 2016

Ainda há tempo, coxa!





Email dos Senadores da República (das Bananas).

*o "das Bananas" vai ficar por tua conta...



acir@senador.leg.br

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Bandido bom é bandido morto




SOBRE A "PESQUISA DE OPINIÃO" QUE ESTÁ SENDO PUBLICADA HOJE NA MÍDIA COMERCIAL...


<< Jesus passou a vida arrumando treta por questões sociais. Defendeu assassino, ladrão, puta, pobre e leproso.
Juntou uma galera pra defender a causa. Começou a fazer barulho. Conquistou o desafeto da classe média e da elite (ponto pro cara).
Considerado subversivo, foi preso pelo Império.

 A classe média pedia pena de morte, mas o crime não a justificava. Pôncio Pilatos jogou o b.o. pra Herodes. Herodes se ligou na mesma coisa e devolveu o b.o..
Pilatos deixou pra galera decidir. Bem pensado, porque desde aquele tempo, o povo já tava cheio de dateninha linchador.
O cara foi executado ouvindo piadinha de justiceiro.
E não foi morto "entre" bandidos. Foi executado pelo Estado COMO bandido - subversivo, que de fato era.

Enfim, o messias cristão foi um sujeito engajado em questões sociais, executado como bandido pelo Estado sob os aplausos dos justiceiros.
Então, Jesus, se você estiver lendo isso e pensando em voltar, fica esperto:

Essa "gente de bem" de hoje em dia vai te matar de novo enquanto come bacalhau e ovo de Páscoa. >>


+ Sobre a tal "pesquisa": http://g1.globo.com/…/para-metade-do-pais-bandido-bom-e-ban…


**Imagem e texto da guerreira Beatriz Lobato

( Encontrado no feicebuque - imagem e texto originais)

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

O Papa petralha



O papa Francisco foi um dos principais intermediários do diálogo entre EUA e Cuba. Ele conversou com o presidente americano Barack Obama no Vaticano em março passado sobre a normalização das relações entre os dois países e ainda mandou cartas pedindo a liberação dos presos cubanos nos EUA e do americano Alan Gross em Cuba.

"Quero agradecer particularmente à Sua Santidade, o papa Francisco, por demonstrar com seu exemplo moral, a importância de se lutar por um mundo como ele deveria ser, não como ele é", disse Obama em pronunciamento nesta quarta (17).

O ditador cubano, Raúl Castro, também agradeceu "as gestões do Vaticano, especialmente do papa Francisco", em pronunciamento na TV estatal cubana.

O pontífice expressou nesta quarta-feira uma "viva satisfação" pela decisão histórica dos governos de Cuba e Estados Unidos de avançarem rumo à normalização de suas relações diplomáticas.

Segundo um comunicado da Secretaria de Estado do Vaticano, o papa elogiou a reaproximação entre os dois países, "com o objetivo de superar, em nome do interesse de seus respectivos cidadãos, as dificuldades que marcaram suas histórias recentes".

Segundo fontes da Casa Branca, as negociações começaram em junho de 2013. Foram feitas diversas reuniões entre delegações de EUA e Cuba no Canadá, e o último encontro foi no Vaticano.

Na mesma conversa da Casa Branca com jornalistas, um assessor presidencial revelou que várias medidas nos últimos anos já indicavam uma maior abertura do governo Obama em relação a Cuba, mas a prisão de Gross era um "impedimento" para maior diálogo.

A partir de sua libertação, ocorrida esta manhã, o governo americano decidiu reatar relações diplomáticas com Cuba e reabrir embaixada em Havana, na maior mudança diplomática com a ilha desde 1961.

do site "Tribuna do Norte"

http://tribunadonorte.com.br/noticia/papa-francisco-intermediou-aproximaa-a-o-entre-eua-e-cuba/301141

domingo, 2 de novembro de 2014

Mais uma agressão fascista a eleitor de Dilma




Aproveitava o sábado em Brasília, onde estou morando desde o início do ano. Estava com a família, e resolvemos dar um passeio  após o almoço. 
Quando estávamos na Esplanada dos Ministérios (ao lado do ministério do Planejamento, aproximadamente) passamos ao lado de uma manifestação Pró-Aécio, Fora PT, Fora Dilma ou qualquer outra "causa", que não me interessa saber. 
Quando estávamos ao lado do trio elétrico, já começamos a ouvir os tradicionais elogios: "ladrão, petralha, mensaleiro", e ver as diversas madames que lá também estavam, aplaudindo o escândalo bizarro. Meu carro tem adesivos da Dima e do PT.
Nosso carro foi então cercado por uma turba de vândalos que começaram a bater com bandeiras, tapas e chutes na lataria e nos vidros. Minha filha, de apenas seis anos de idade, minha esposa e sogra, que me acompanhavam, já começavam a ficar desesperadas. De repente, algo rígido foi lançado violentamente no vidro, que estourou com o impacto, estilhaçou, e cortou o braço de minha esposa.
Isso tudo acompanhado de perto por PMs, que faziam a "proteção" dos manifestantes e que, mesmo após os meus pedidos de ajuda, não só ignoraram-no solenemente, como apenas me mostraram um papelzinho dizendo que eles, os manifestantes, pediram autorização para o "evento", e que a eles, policiais, só cabia fazer a proteção. Nem ao menos falaram ao rádio sobre as características dos marginais que fizeram isso no meu veículo e, principalmente e mais revoltante, com a minha família.
Sai do local e dirigi-me à 5º DP (ao lado do Estádio Mané Garrincha), onde fiz a ocorrência. Nesse domingo, levarei meu carro para a perícia. 
Tratava-se de um evento com organizadores conhecidos que, do alto do trio, estimulavam o ódio. Por exemplo, segundo o Correio Braziliense


o candidato derrotado a deputado Matheus Sathler.
No local também havia representantes da imprensa que inclusive tiraram fotos quando o carro foi cercado e depois quando foi vandalizado. 

Não podemos deixar que isso continue assim.
Esses fascistas não passarão.

Antonio Felipe Gonçalves, usuário do Facebook, agora amigo do blog Mastrandea

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

O Coxildo



COLUNA ZERO, por Rodrigo Maldonado.

"S.O.S.

Meu nome é Coxildo. Venho por meio deste pedir ajuda aos nossos militares e aos governos dos países democráticos do Primeiro Mundo contra a ditadura comunista que se instaurou no Brasil. Viramos a Cuba do Sul!


Estamos sob um forte regime de repressão ideológica praticado pelo PT, sob a tutela de seu mentor estrangeiro, o ditador cubano Fidel Castro, que, todo mundo sabe, menos esses idiotas que não estudaram a História, matou mais que Hitler. Eu falei mal do PT ontem, hoje e falarei amanhã, em uma rede social pública, e nada me aconteceu, mas, ainda assim, tenho a forte crença e intuição (sempre fui intuitivo, sabe?) de que estou sendo vigiado e coagido. Paranoia minha? Longe disso, tenho provas.

Outro dia o Danilo Gentili (sim, aquele da TV), após falar mal da ditadora eleita pela corja nordestina (não sou preconceituoso, mas que essa raça subdesenvolvida não sabe votar é um fato) por oito minutos ininterruptos, teve o seu espetáculo de stand up interrompido por uma mulher, pasmem, QUESTIONANDO-O. Ser questionado politicamente no meio de um espetáculo humorístico sobre política? Um homem não pode mais trabalhar em paz? Isso tem nome: censura! Sim, CENSURA! O PT instaurou a censura no Brasil.

O mesmo Gentili acaba de anunciar que está oficialmente na lista negra de Lula e seus petralhas. Até hoje eu nunca tinha ouvido falar dessa lista, e não sei exatamente o que acontece com quem está nela, mas é assustador, não? E é exatamente através do medo que o PT nos coage. Você, que está lendo, está sentindo medo? Então, é o PT quem está fazendo isso com você! E sabem como eu sei? Oras, porque eu TAMBÉM sinto!

Eu tenho a firme crença, como cidadão de valores e princípios, que só vamos nos livrar dessa ditadura, de toda a repressão e censura, com uma intervenção militar. Eu não vivi, mas sei que nos tempos do Regime havia ORDEM. Na escola, criança cantava o hino (hoje todos cheiram drogas na frente do professor), hospital não tinha fila e só vagabundo apanhava. Cidadão de bem não tem que ter medo do exército, tem que ter medo é do PCC, que tomou São Paulo com a ajuda do PT, numa clara artimanha pra denegrir o PSDB. Só não vê quem não quer.

Inclusive, tudo isso que a corja de corruptos do PT diz que inventou na verdade surgiu durante o regime militar ou nas gestões do PSDB. Bolsa Família!? Tinha no regime! Criado por Ruth Cardoso, esposa do General Fernando Henrique Cardoso. Mas na época funcionava, pra ganhar Bolsa Família você tinha que trabalhar, e não se entupir de filhos. Inflação? Itamar Franco acabou com ela quando inventou o Plano Real. Na época era ele, o Covas, o Fleury e o Médici (eu gosto de usar aleatoriamente os nomes dos políticos que conheço, confesso), e vagabundo não se criava em presídio. Era uma mão firme, comandando um país forte antes do PT inventar a corrupção, a miséria e essa briga de classes que tá aí, nas ruas, com os Black Blocs (acham que eu não vi os protestos do ano passado?).

Enfim, precisamos da ajuda de todos vocês para conseguirmos, nem que seja através das armas, o impeachment da presidenta eleita pela maioria, porque essa maioria que recebe assistência do governo não conta. Além disso, as urnas estavam fraldadas. Bom, eu ainda não me decidi bem se a culpa é da burrice do brasileiro, dos nordestinos que recebem tudo de mão beijada ou de uma fraude eleitoral, mas sei que tem coisa muito esquisita aí. Ninguém que eu conheço votou na Dilma, e eu conheço bastante gente, então como ela pode ter sido eleita?

Ainda bem que ainda há veículos democráticos como a Folha, que impediu Xico Sá de declarar seu apoio a essa corja comunista.

Ainda tenho esperança. Nos ajudem. ‪#‎IntervençãoMilitarJá‬

Atenciosamente, Coxildo."

*Coxildo é um paulista ufanista, tem 24 anos e cursa Administração na FAAP. Seu porta-voz, Rodrigo Maldonado, é professor de História graduado pela Universidade Guarulhos, especialista em História da Arte pela PUC-SP e colaborador da nossa página.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Participação social, o novo fantasma das elites



"Reação feroz dos conservadores ao decreto de Dilma revela incapacidade de compreender sociedades atuais e interesse de manter política como monopólio dos 'representantes'"

O texto na nossa Constituição é claro, e se trata nada menos do que do fundamento da democracia: “Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.” Está logo no artigo 1º, e garante portanto a participação cidadã através de representantes ou diretamente. Ver na aplicação deste artigo, por um presidente eleito, e que jurou defender a Constituição, um atentado à democracia não pode ser ignorância: é vulgar defesa de interesses elitistas por quem detesta ver cidadãos se imiscuindo na política. Preferem se entender com representantes.


A democracia participativa em nenhum lugar substituiu a democracia representativa. São duas dimensões de exercício da gestão pública. A verdade é que todos os partidos, de todos os horizontes, sempre convocaram nos seus discursos a que população participe, apoie, critique, fiscalize, exerça os seus direitos cidadãos. Mas quando um governo eleito gera espaços institucionais para que a população possa participar efetivamente, de maneira organizada, os agrupamentos da direita invertem o discurso.


É útil lembrar aqui as manifestações de junho do ano passado. As multidões que manifestaram buscavam mais quantidade e qualidade em mobilidade urbana, saúde, educação e semelhantes. Saíram às ruas justamente porque as instâncias representativas não constituíam veículo suficiente de transmissão das necessidades da população para a máquina pública nos seus diversos níveis. Em outros termos, faltavam correias de transmissão entre as necessidades da população e os processos decisórios.


Os resultados foram que se construíram viadutos e outras infraestruturas para carros, desleixando o transporte coletivo de massa e paralisando as cidades. Uma Sabesp vende água, o que rende dinheiro, mas não investe em esgotos e tratamento, pois é custo, e o resultado é uma cidade rica como São Paulo que vive rodeada de esgotos a céu aberto, gerando contaminação a cada enchente. Esta dinâmica pode ser encontrada em cada cidade do país onde são algumas empreiteiras e especuladores imobiliários que mandam na política tradicional, priorizando o lucro corporativo em vez de buscar o bem estar da população.


Participação funciona. Nada como criar espaços para que seja ouvida a população, se queremos ser eficientes. Ninguém melhor do que um residente de um bairro para saber quais ruas se enchem de lama quando chove. As horas que as pessoas passam no ponto de ônibus e no trânsito diariamente as levam a engolir a revolta, ou sair indignadas às ruas. Mas o que as pessoas necessitam é justamente ter canais de expressão das suas prioridades, em vez de ver nos jornais e na televisão a inauguração de mais um viaduto. Trata-se aqui, ao gerar canais de participação, de aproximar o uso dos recursos públicos das necessidades reais da população. Inaugurar viaduto permite belas imagens; saneamento básico e tratamento de esgotos muito menos.


Mas se para muitos, e em particular para a grande mídia, trata-se de uma defesa deslavada da política de alcova, para muitos também se trata de uma incompreensão das próprias dinâmicas mais modernas de gestão pública.


Um ponto chave, é que o desenvolvimento que todos queremos está cada vez mais ligado à educação, saúde, mobilidade urbana, cultura, lazer e semelhantes. Quando as pessoas falam em crescimento da economia, ainda pensam em comércio, automóvel e semelhantes. A grande realidade é que o essencial dos processos produtivos se deslocou para as chamadas políticas sociais. O maior setor econômico dos Estados Unidos, para dar um exemplo, é a saúde, representando 18,1% do PIB. A totalidade dos setores industriais nos EUA emprega hoje menos de 10% da população ativa. Se somarmos saúde, educação, cultura, esporte, lazer, segurança e semelhantes, todos diretamente ligados ao bem estar da população, temos aqui o que é o principal vetor de desenvolvimento. Investir na população, no seu bem estar, na sua cultura e educação, é o que mais rende. Não é gasto, é investimento nas pessoas.


A característica destes setores dinâmicos da sociedade moderna é que são capilares, têm de chegar de maneira diferenciada a cada cidadão, a cada criança, a cada casa, a cada bairro. E de maneira diferenciada porque no agreste terá papel central a água; na metrópole, a mobilidade e a segurança e assim por diante. Aqui funciona mal a política centralizada e padronizada para todos: a flexibilidade e ajuste fino ao que as populações precisam e desejam são fundamentais, e isto exige políticas participativas. Produzir tênis pode ser feito em qualquer parte do mundo, coloca-se em contêiner e se despacha para o resto do mundo. Saúde, cultura, educação não são enlatados que se despacham. São formas densas de organização da sociedade.


Eu sou economista, e faço as contas. Entre outras contas, fizemos na Pós-Graduação em Administração da PUC-SP um estudo da Pastoral da Criança. É um gigante, mais de 450 mil pessoas, organizadas em rede, de maneira participativa e descentralizada. Conseguem reduzir radicalmente, nas regiões onde trabalham, tanto a mortalidade infantil como as hospitalizações. O custo total por criança é de 1,70 reais por mês. A revista Exame publica um estudo sobre esta Organização da Sociedade Civil (OSC), porque tenta entender como se consegue tantos resultados com tão poucos recursos. Não há provavelmente instituição mais competitiva, mais eficiente do que a Pastoral, se comparada com as grandes empresas, bancos ou planos privados de saúde. Cada real que chega a organizações deste tipo se multiplica.


A explicação desta eficiência é simples: cada mãe está interessada em que o seu filho não fique doente, e a mobilização deste interesse torna qualquer iniciativa muito mais produtiva. Gera-se uma parceria em que a política pública se apoia no interesse que a sociedade tem de assegurar os resultados que lhe interessam. A eficiência aqui não é porque se aplicou a última recomendação dos consultores em kai-ban, kai-zen, just-in-time, lean-and-mean, TQM e semelhantes, mas simplesmente porque se assegurou que os destinatários finais das políticas se apropriem do processo, controlem os resultados.


As organizações da sociedade civil têm as suas raízes nas comunidades onde residem, podem melhor dar expressão organizada às demandas, e sobre tudo tendem a assegurar a capilaridade das políticas públicas. Nos Estados Unidos, as OSCs da área da saúde administram grande parte dos projetos, simplesmente porque são mais eficientes. Não seriam mais eficientes para produzir automóveis ou represas hidroelétricas. Mas nas áreas sociais, no controle das políticas ambientais, no conjunto das atividades diretamente ligadas à qualidade do cotidiano, são simplesmente indispensáveis. O setor público tem tudo a ganhar com este tipo de parcerias. E fica até estranho os mesmos meios políticos e empresariais que tanto defendem as parceiras público-privadas (PPPs), ficarem tão indignados quando aparece a perspectiva de parcerias com as organizações sociais. O seu conceito de privado é muito estreito.


Eu, de certa forma graças aos militares, conheci muitas experiências pelo mundo afora, trabalhando nas Nações Unidas. Todos os países desenvolvidos têm ampla experiência, muito bem sucedida, de sistemas descentralizados e participativos, de conselhos comunitários e outras estruturas semelhantes. Isto não só torna as políticas mais eficientes, como gera transparência. É bom que tanto as instituições públicas como as empresas privadas que executam as políticas tenham de prestar contas. Democracia, transparência, participação e prestação de contas fazem bem para todos. Espalhar ódio em nome da democracia não ajuda nada.

por Ladislaw Doubor para a Carta Capital


http://www.cartacapital.com.br/blogs/outras-palavras

sábado, 14 de junho de 2014

Gringos nos defendem de nós mesmos

Na rede, gringos combatem o complexo de vira-latas brasileiro


O sistema automatizado de entrega de bagagens do aeroporto internacional de Denver foi um dos maiores fracassos da História recente da construção civil. Estourou o orçamento, destruía as bagagens e teve de ser abandonado. Ah, se fosse no Brasil…



Gringos “provam” que problemas não são “só no Brasil” e também reclamam

Só no Brasil… o transporte atrasa, não há táxis, a fila não anda, o aeroporto é uma bagunça, o ônibus é lotado. Só no Brasil existe burocracia, injustiça e corrupção. Só no Brasil tem protesto e confusão.

Só que… não.

Desde que o país do futebol virou o palco desta Copa do Mundo, a expressão virou o bordão dos brasileiros para reclamar dos problemas mais sérios –ou esdrúxulos– que temos por aqui e para manifestar grandes doses de “vergonha” pelo mundo estar vendo nossas mazelas. Mas os comentários dos internautas de outros países nas redes sociais têm mostrado que não é bem assim.

A revista britânica The Economist publicou na terça-feira (10) o texto “Traffic and tempers” (algo como “trânsito e humores”) no Facebook, que traz um relato do imbróglio que é circular por São Paulo na véspera do Mundial e diz que “no momento em que você aterrissa no Brasil você começa a perder tempo”. Dezenas de gringos rebateram o artigo com frases que podem deixar alguns internautas canarinhos chocados:

“Parece quando você visita o departamento da Receita da Filadélfia [nos EUA] para pagar uma conta”, diz o americano Sam Sherman.

“Há filas diárias por táxis no aeroporto Schiphol, em Amsterdã… E não é Copa do Mundo”, conta Tatyana Cade.

“Cena diária do trajeto em Tóquio, exatamente como esta imagem”, alerta Ryo Yagishita.

“Parece a Argentina, nada mais refrescante que viajar como gado depois de um longo dia de trabalho”, descreve Pao Radeljak. “Me lembra Buenos Aires”, completa Paola Scarlett.

“A mesma coisa aconteceu com os brasileiros quando eles viajaram de Heathrow para Gatwick. O engarrafamento caótico de Londres [que sediou a última Olimpíada] também é mundialmente famoso. Depois, pense no eletricista inocente que foi morto por policiais justiceiros no metrô de Londres, que disseram que ele era terrorista [caso Jean Charles de Menezes]. Não é uma vergonha para um país desenvolvido reclamar do Brasil quando também tem problemas em seu país? Pense nos manifestantes em Londres, e na destruição por quatro dias alguns anos atrás. Então vira vergonha duplar”, afirmou Naithirithi Chellappa.

“Para todos os brasileiros que reclamam de seu país: vocês deveriam tentar viver na Europa por um minuto. Sim, nós temos tudo regulado, mas as coisas estão cada vez mais nazistas. E falar sobre corrupção? Você acha que não acontece aqui? Aqui é tão desenvolvido que você nem vê, está muito escondido e tudo é feito por políticos e outros criminosos [daqui] fora da Europa”, analisa o holandês Roas Metten. “A polícia é uma piada, eles não pegam criminosos, eles dão multas o dia todo.”

Metten completa: “Os abraços e beijos que recebo em um mês no Brasil, não ganharia em dez anos na Europa. Então talvez as coisas aqui sejam melhores reguladas pelas leis e sistemas, mas é um inferno culturalmente e nas relações.”

O espanhol Álvaro Munhoz tenta fazer uma análise mais ampla: “Para falar a verdade, se o número de pessoas que chega ao mesmo tempo excede a capacidade, a situação poderia acontecer em qualquer lugar do mundo.”

Viomundo: Esse Dan Stulbach [em comentário na ESPN] é um bobão, que fica falando coisas manjadas para agradar a turma do complexo de vira-latas. Acaba de sentir as dores da FIFA pelo fato de que assentos foram instalados no Itaquerão na semana da estreia. Grande coisa. Será que ele já viu outros eventos internacionais, onde muitas coisas são feitas de última hora, no mundo todo? Os bobocas da classe média precisam desta ideia de que são privilegiados por viajar a Nova York, Londres e Paris, onde nada atrasa e tudo dá absolutamente certo, ao contrário do Brasil. É o último bastião dos vira-latas para que eles se sintam privilegiados em relação aos brasileiros “comuns”. Se esse bobão quiser ouvir eu conto 20 anos de histórias de coisas que não deram certo em Nova York…

Enquanto o internauta Leandro Cintra aproveitou para contar que recentemente levou 40 minutos para conseguir um táxi… em Nova York (EUA). E mais meia hora para entrar em um ônibus… em Fort Lauderdale (EUA). Já Wenderson Neves lembrou que a fila na imigração de Londres é de pelo menos duas horas com policiais muito pouco cordiais.

A também britânica BBC perguntou em texto publicado na terça: “What is it like to live in a Favela?” (Como é viver numa favela?). E a internauta Adreane Bertumen prontamente respondeu: “Todo país, toda cidade tem a sua ‘favela’. Gueto é gueto em todos os lugares. O Brasil não é o único”.

“Essas favelas não são nada comparadas às que temos em Nairóbi, no Quênia”, diz Eric Murimi. “Venham ver Sodoma e Gomorra em Gana”, convida Leroy Amankwa.

“Nos Estados Unidos, nós precisamos acordar e olhar ao redor. É difícil achar uma cidade que não tenha acampamentos de sem-teto por todo seu perímetro. Bem escondidos, mas estão cada vez maiores a cada ano. Não estamos em posição de jogar pedra em outros governo”, ressalta Marie Lawson. “Nos EUA, temos guetos e estacionamentos de trailers”, concorda Eric D Molino.

por Fabiana Uchinaka, sugerido por SM, no Viomundo

http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/na-rede-gringos-combatem-o-complexo-de-vira-latas-brasileiro.html

terça-feira, 10 de junho de 2014

Um vídeo para seu amigo coxinha


Mostre este vídeo ao seu amigo coxinha que acha que negro tem que ser  jogador de futebol ou pagodeiro e que, reiteradamente, repete o mantra : "As cotas são uma medida racista".
É sabido que um cão absorve melhor ensinamentos, pois o animal não "tecla nas redes", nem vê Jornal Nacional - só chega perto da Veja para cagar - mas, não custa nada tentar!




domingo, 8 de junho de 2014

Ao Brazil, Miami. Ao Brasil, a Rota (ou o Bope)!



Em junho de 2001, a imprensa brasileira e mundial dava destaque a um aspecto pouco noticiado até então.

No Peru, coração do antigo império dos incas, havia sido eleito o primeiro presidente indígena da história do país.

Ficava claro que o país se dividia radicalmente entre os brancos descendentes dos colonizadores europeus e os não brancos, basicamente indígenas.

Curiosamente entre os "brancos" estavam também os peruanos nipo-descendentes, que formam a segunda maior colônia fora do Japão (apesar de emigração forçada para os campos de concentração dos EUA na Segunda Guerra).

Enfim, quem dominou o Peru independente no início do século 19 foram os "brancos". Os outros ficaram de lado e eram desprezados de todas as formas, da cultura à política.

A situação peruana não era única na chamada hispano-américa naquele começo de século 21, como os noticiários iriam mostrar.

O mesmo ocorria na Venezuela, onde Hugo Chávez era "acusado"(?) de ser índio pela classe média Armani-Gucci, enojada, em marcha pelas ruas mais elegantes de Caracas. E ficou escancarado na Bolívia, com a eleição pós-revolução de Evo Morales, um indígena aymará.

Da "ilha" Brasil, olhávamos para o Oeste e pensávamos como eram atrasados e bárbaros esses nossos estranhos vizinhos.
Será mesmo?

Verdade que aqui os indígenas foram um "problema" resolvido pelos brancos no século 18.

Mas, o fato é que surgiram no Brasil novos "índios", fruto da mistura de indígenas resistentes, brancos desgarrados e principalmente negros arrancados da África para produzirem tudo.

"Índios" que, com o passar dos séculos, criaram um sotaque próprio, modos de falar, ritmos musicais, jeitos de festejar. Tudo fruto de um mix de coisas: a falta de educação formal, as raízes históricas, a miséria, a inteligência para superar os limites e as diversidades, a exclusão do poder.

O Brasil é, e reafirmo, o Brasil 'É' a mistura da ocidentalização dominante (que teve sucesso em impor a língua e a religião, por exemplo) com esses "índios" não ocidentais. Mistura que às vezes anda e dá liga, e às vezes desanda.

Quem mais contribui para o desandar são os "brancos" que só admitem a ocidentalização radical, pretensos lisboetas na Colônia que no século 19 se tornaram pretensos parisienses uns, londrinos outros, berlinenses os mais ousados. Nova-iorquinos quase todos no século 20. É o povo do Brazil.

Para o Brazil, os "índios" são vagabundos, bêbados, fracos para os vícios (sexo, drogas, ociosidade etc. etc.), que só querem festejar, batucar, jogar bola, trepar. São bregas, ignorantes. Culpados por sua pobreza e inferioridade social atávicas.
Ao Brazil, Miami. Ao Brasil, a Rota (ou o Bope)!

Cantava Elis que o Brazil não conhece o Brasil. E que o Brazil tá matando o Brasil.
Eu diria que o Brazil tem nojo do Brasil.

E a mais recente vítima do Brazil é a Copa.

Claramente uma parte do 'não vai ter Copa' é o coro do Brazil contra o Brasil.

Alguns textos por aí são explícitos ao afirmar isso.

O Brazil não quer educação e saúde públicas caras para o Brasil. Mas faz demagogia com isso para destilar o nojo contra essa negada suada que insiste em jogar futebol e, pior, torcer pelo futebol.

O Brazil da Fórmula-1, do MMA, do Grand Slam, cada vez mais torce para o futebol do Barça, do Chelsea, do Bayern.

O Curíntia, o Mengo & cia. vão ficando para o Brasil mesmo.

Quem sabe se o BNDES tivesse financiado estádios na Europa…

Ah, que tempos dissimulados. Que chato tudo isso.

por Arnaldo Ferreira Marques, em seu Facebook
07/06/2014

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Zagueiro dos EUA defende o Brasil de sua mídia


"Ainda não!!!"



É surrealista o que acontece com a Copa no Brasil, na visão da mídia.


Tanto que hoje o ex-zagueiro – e bom zagueiro – da seleção dos EUA Alexi Lalas, um dos destaques da Copa de 1994, ridiculariza a imprensa nacional com sua cobertura sobre a Copa.


Lalas agora é comentarista de futebol e chegou hoje ao Rio.


Está no UOL.


“Em sua conta no Twitter, Lalas falou bem do aeroporto e ainda brincou com a imagem de violência que ficou ligada ao Brasil nos últimos anos. “Dia 1 no Rio. Eu não fui roubado e meus órgãos não foram arrancados”, disse o ex-jogador. Para Lalas, o serviço de desembarque no aeroporto do Rio de Janeiro foi muito bom. “O aeroporto do Rio foi mais rápido e fácil do que qualquer um nos Estados Unidos. Nós pousamos, passamos pela alfândega e pegamos nossas bagagens em 32 minutos”.


Mesmo assim, a idiotice midiática acrescente um “ainda” ao “não foram roubados”.


Lalas dá uma espanada em O Globo, ao replicar ao jornal: “Desculpe. I was just pointing out how perception isn’t always reality. And a World Cup can help change that.”


“Eu estou apenas expondo como a percepção nem sempre é a realidade. E a Copa do Mundo pode ajudar a mudar isto”


Ah, Lalas, vai falando.


A coxinhagem que frequenta o site do UOL já está chamando você de petista e pedindo que espere o segundo dia…


Nem em inglês eles entendem…

por Fernando Brito

do "Tijolaço"

http://tijolaco.com.br/blog/?p=18021

segunda-feira, 1 de julho de 2013

domingo, 14 de abril de 2013

Quando vamos às ruas?







Quero aqui manifestar meu nojo e repúdio ao que se anda dizendo na mídia, inclusive aqui na internet.
Essa briguinha ridícula e descarada pela volta dos juros altos e da inflação, um monte de factoide misturado e sem nexo, sem base ou conhecimento histórico, já está dando no saco...
Recebo, diariamente, emails de uma parentes e amigos, lobotomizados, claro, pelo PIG que mostram pessoas punidas por leis de países do oriente médio em fotos horríveis, de apedrejamentos a chibatadas. Deplorável. 
Mas, o que revolta muito é o uso dessas imagens para demonização de…Lula!!! Isso. 
Usou-se o encontro e acordos entre os países para mostrar que Lula está do lado do “mal”, que é a favor de execuções e governos ditatoriais. 
Adicione-se a isso a ideia que a classe média tem de Fidel e Chàvez, e a amizade desses com o barba e, pronto, está feita a receita do bolo mental que essa gente consegue fazer consigo mesma...
Um conhecimento geopolítico invejável!
Diante disso, falo agora que estou já enxergando o golpe tucanomidiático, e vejo a militância petista apática e muito ocupada, aproveitando das melhoras em suas vidas. Nada contra isso, mas: O PT vive de militância!
2014 está chegando...
Falo isso porque sei que muita gente que se diz revolucionária, no fundo, são outros bundas-moles que não vão querer faltar do "trampo" para ir brigar com a direita e seus aparelhos se perdermos o governo federal para o PSDB.
Também porque vejo uma ultradireita furiosa e a elite oportunista usando de golpes baixos e abusando da ignorância da classe média idiotizada e despolitizada, que liga absurdos e mitos cristalizados hereditários, crenças ridículas sem nenhum argumento lógico ou conhecimento histórico. Quem nunca escutou seu “Vai pra Cuba!”, ou “Grande Irã!!!” com a ironia macabra de quem nunca se informou sobre a verdade do mundo?
Àquela época, 2010, comparar Lula a Ahmadinejad, outros absurdos sem razão, foi um grande chute no saco. Para essa classe média, "inimigo do meu amigo é meu inimigo", e queriam que Lula tivesse considerado essa premissa fascistoide em suas relações internacionais. Até algum tempo atrás, emails e as clássicas notícias do PIG me causavam “frouxos de risos”. Hoje, eles me dão medo, aquele medo que dá vontade de ir para a rua como antes. Sair para defender o país do iminente golpe tucanomidiático. Quero aqui deixar meu manifesto e convite a quem quiser sair às ruas se algo acontecer, ou melhor, antes que aconteça algo.

por Mastrandea