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terça-feira, 17 de maio de 2016
Para o lixo da História
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sábado, 16 de abril de 2016
E o STF se ajoelha diante de Cunha.
Comentário ao post "O jurisdiquês como forma de contornar a lógica"
Caramba! Mas o que que foi aquilo, hoje (14)? Mais de cinco horas discutindo as tretas do réu mais poderoso da Casa. De saída fiquei meio confusa, porque o STF já tinha decidido essa questão e o rito seria o mesmo de 92; aí saíram com esse papo de uma lei nova estaria regulando a votação e aí começou o rolo.
O que era pra ter acabado em segundos como voto do min. Marco Aurélio Mello, e, no máximo, fazendo a votação por ordem alfabética que deixaria tudo simples e resolvido. Mas o problema era o de sempre: Cunha; ninguém queria contrariar Cunha. todos os ministros menos Lewandowski e MAM, estavam irreconhecíveis. Pareciam pisar em ovos e muito mais empenhados em encontrar uma solução que não desagradasse Cunha do que em julgar a ADI e os Mandados de Segurança.
A coisa embolou porque todo mundo queria dar um jeito que fugisse da ordem alfabética que Cunha não queria pq não haveria como manipular a votação para produziro efeito manada; o problema é que fora da ordem alfabética tudo ficava confuso, porque Norte e Sul, excluem Centro-oeste e aí aquela coisa de mais ao norte ou mais ao sul, latitude das capitais, etc... venciam um problema e aparecia outro, ia ser por bancada, por deputado, por estado, alternado ou não... Enfim, uma loucura que se Eduardo Cunha cumprisse as decisões do STF teria sido evitada.
Porque o rito já estava definido e a verdade é que Cunha pouco se lixou pra decisão da Corte e mudo meu nome se ele vai começar essa votação pelo Norte no domingo. Ele vai fazer o que quer. O que aconteceu no STF, hoje, foi muito estranho. Parecia que, apenas MAM, Gilmar Mendes e Lewandowski tinham a real noção do estava em jogo.
GM, por óbvio, lutando por seu grupo golpista, junto como PGR e os outros dois fazendo o que dava. O resto, completamente aparvalhado, falando coisa demais embolando teses, não entendendo, explicando, de novo.. Quando tudo parecia terminado com o encerramento da ADI, entram mais 2 MS sobre o mesmo tema e começa tudo outra vez.
O Efeito Cunha na Corte foi devastador. Pra se ter uma ideia, um tema brabo desses e nenhum conflito, discussão ou debate mais acalorado. GM ainda arriscou um cacarejo mas engoliu. A paz de Cunha baixou na Corte e GM nem teve espaço para fazer palanque grande. Palanquinho, ele sempre faz mas hoje, era esperado um palancão, pois o maior bandido da República estava sendo questionado na mais Alta Corte de Justiça do País que, depois de meses se perguntando onde estaria o STF que não travava Cunha, dá de cara com uma resposta que causa mais indignação que a postura de Eduardo Cunha.
O STF não barrou Cunha esse tempo todo, simplesmente porque Cunha não estava fazendo nada demais. É um homem Santo, tá limpo como dizem aqui na minha cidade, tá na lei... o resto do país é que enlouqueceu. Cunha não manobrou, não viciou a democracia comprando votos, não ameaçou parlamentares, enfim...
O STF não sabe quem é esse Cunha que o Brasil grita FORA!Vão dizer que tudo que pesa contra Cunha não estava em julgamento hoje. O que estava em julgamento hoje era a possibilidade de um bandido/psicopata tacar fogo num país. O que o STF fez hoje, consciente foi empoderar o maior bandido que esse país já viu, por motivos que não me interessam. Fora MAM lutandoo e Lewandowski, visivelmente, constrangido, tentando consertar os vexames da turma, até min. Barroso, sempre tão articulado, tava todo enrolado. O MIn Fachin, é a Rosa Weber de gravata. Putz, tava um horror aquilo hoje.
MAM, salvou o dia e, merecidamente foi parar em 2º lugar nos TT's, só perdendo pro Estado Islâmico que acredita que num país com Globo, Gilmar, Janot, Cunha, Moro MPF, etc..., alguém vai se assustar com as suas ameaças.
Por falar em Moro, outro contra quem o STF/CNJ também não podem fazer nada porque, assim como Cunha deve estar limpo e dentro da lei, cansado de torturar os reféns que tem sob seu poder , agora vai atrás de idosas. Para atingir JD foi torturar a mãe dele com 94 anos. Vai explicar o que aconteceu à uma senhora na idade dela com o filho preso....
O dia de hoje foi bom pra militância perceber que está por conta própria. Precisamos ampliar os Atos de sexta/sab/dom e pressionar o congresso. Perder no domingo não é uma opção e, muito cuidado com os confrontos porque não vai ter justiça pra vermelho por aqui tão cedo.
Na AP 470, os réus, Dirceu, Genoíno, Delúbio, Pizzolato, diziam pra gente, não avacalhar o Judiciário pq não existia República sem Judiciário. O STF hoje, mostrou que existe sim.
do CGN http://jornalggn.com.br/noticia/o-efeito-cunha-no-comportamento-dos-ministros-do-stf-por-cristiana-castro
do CGN http://jornalggn.com.br/noticia/o-efeito-cunha-no-comportamento-dos-ministros-do-stf-por-cristiana-castro
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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
Beto Richa inaugura mais uma obra do governo federal no PR.
Amparado por um forte esquema policial, o governador Beto Richa (PSDB), que fechou escolas estaduais, inaugurou uma escola federal nesta quinta-feira (25) construída com recursos do governo federal. Centro Estadual de Educação Profissional Ozório Gonçalves Nogueira foi construído graças à emenda parlamentar do deputado federal João Arruda (PMDB); parlamentar, que é da base de sustentação da presidente Dilma Rousseff (PT), informou que a nova escola terá capacidade para atender 1.200 alunos.
O governador Beto Richa (PSDB) foi alvo de mais um ensurdecedor protesto de professores, nesta quinta-feira (25), no município de Bandeirantes, Norte Pioneiro, durante inauguração de uma escola construída com recursos federais. “Richa fecha escolas estaduais, mas inaugura escolas federais”, dizia uma das faixas, que sintetizava o motivo da mobilização desta manhã.
Um aparato policial jamais visto na região dava segurança à comitiva do tucano, que teve de ficar por ‘detrás das grades’ de proteção. Os manifestantes foram impedidos de se aproximarem da tenda levantada para abrigar os comissionados da Prefeitura e do governo do estado.
do Cumbuca Site
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quarta-feira, 15 de abril de 2015
Professora da Rede Estadual/SP pede socorro.
O desabafo de uma professora da SP tucana
Guarulhos, 14 de abril de 2015.
Prezado Paulo Henrique Amorim,
Sou professora efetiva da Rede Estadual de Ensino de São Paulo, da Diretoria de Guarulhos Sul. Como leitora assídua do DCM, CAF e de seus artigos, gostaria de sua atenção, para divulgar a violência sofrida pelos professores, fora do âmbito da criminalidade. Uma violência que, infelizmente, nem os próprios docentes percebem serem vítimas. Educação pública virou mercadoria de baixo valor, consequentemente, seus operários não precisam ser ouvidos ou bem remunerados, nem mesmo precisam de condições econômicas de profissionais de mesmo nível de formação. É constrangedor incentivar nossos alunos a estudar, dada essa situação.
Estou em greve, juntamente com milhares de professores da Rede Estadual de SP (efetivos, categorias A, B, Z), desde o dia 13/03/2015. No entanto, Geraldo Alckmin já escreveu o fim do que considera uma “novela”: o vilão sempre vence e sua imagem pública de bom gestor, fica ilesa no final.
Até a data de hoje, o Governador menospreza a greve, divulga incansavelmente meias verdades com pitadas de mentiras, repetidamente veiculadas pelos meios de comunicação que a escondem. Nem mesmo quando uma Avenida 23 de Maio é percorrida e bloqueada em sua extensão, por professores em plena quinta-feira, em véspera de feriado, no dia 02/04/15 por quase quatro horas do horário de pico na cidade!
Na última sexta-feira (10/04/15), ficamos por cerca de uma hora em frente ao Palácio dos Bandeirantes e, de lá, caminhamos até a Ponte Estaiada, com parada em frente à sede da Rede Globo. Um movimento que teve início às 14 horas e somente terminou por volta das 21! Mais uma vez, apenas uma nota de rodapé nos telejornais.
A divergência sobre a quantidade de manifestantes (eu que sempre estou entre eles, posso garantir que são milhares), certamente é cômica: “haja margem de erro”. Muitos ou poucos, não é a questão, o problema é o contrassenso. A quantidade de manifestantes contra o PT e o Governo Dilma não chega a 1% da população do país, no entanto, mereceu 24 horas de cobertura de toda a mídia no dia 15 de março e o fato de ter sido menor no último dia 12/04, continuou e continua a ter destaque e importância supervalorizada, além das pesquisas de opinião. Ah…As pesquisas de opinião… Será que o Governo Estadual aceitaria uma pesquisa de opinião entre todos os servidores? Poderia ser apenas entre professores, para não ser tão humilhante. Seria um bom desafio.
Na greve de 2010, alegavam que apenas 1% estava em greve. Hoje, para não admitirem 9%, afirmam que 91% dos docentes estão trabalhando “normalmente”. Essa normalidade consiste em escolas funcionando parcialmente, com alunos nos pátios, nas quadras, inspetores tomando conta de turmas, salas de várias turmas assistindo a filmes, professores eventuais se sujeitando a cobrir aulas de professores efetivos, além do assédio moral das Diretorias sobre Gestores das Unidades Escolares. E a imprensa? Visita escolas que estão “funcionando”, nunca as que estão 100% paralisadas.
O Governo sabe da dificuldade em articular, manter e estender uma greve por uma categoria que mal tem condições de fazer um fundo de greve, muito menos ficar sem salário. A divisão entre efetivos, contratados, temporários, estáveis e demais sopa de letras dificultam a união desses profissionais. Se algo não mudar isso sempre será uma novela com final feliz para o tão eficiente Governo tucano que sucateou as escolas públicas estaduais. Sem mencionar os reajustes no início de 2015 para dirigentes, gestores e demais “capitães do mato” espalhados por toda a rede. São “professores” afastados , fora do combate diário com alunos, exercendo cargos de confiança sob a ameaça permanente de serem “cessados”. Um capítulo à parte que também merece discussão.
Voltando aos fatos. O Governo de São Paulo não cumpre a jornada do piso ( Lei Federal 11738/2008,Art 2º § 4º, ardilosamente manipulada pela Resolução SE 8 de 19-01-2012 D.O.20/01/12 Executivo I ).
Todos os trabalhadores, possuem data-base para discussão de reajuste salarial, o professor, tem reajuste somente a gosto do governador. Apesar de março ser o mês de dissídio da categoria.
No Governo Serra, ficamos 4 anos sem reajuste salarial. No final do mandato, conquistamos uma composição em parcelas anuais: gratificações incorporadas ao salário base e reajuste parcial das perdas que sofremos nos últimos anos, que ficaram longe de recompor nossas perdas e não foram os 45% divulgados, já que mais de 15% desse valor, já recebíamos “por fora”. Com a Lei 1107/2010, houve um reajuste que absorveu toda essa Gratificação por Atividade de Magistério – GAM, que, de acordo com a Lei Complementar nº 977, de 06 de outubro de 2005, correspondia aos 15% da remuneração do profissional do Magistério e de acordo com o calendário aprovado, foi feito em 3 etapas anuais (2010/11/12), sendo que, a cada ano, até Julho de 2014, ou seja, em 4 anos houve uma diluição dos verdadeiros percentuais de reajuste que totalizaram cerca de 27%. Agora fica muito clara a perda do poder de compra após 8 anos. Não cobre a inflação acumulada, muito menos enaltece o discurso de que o Estado de São Paulo paga 26% acima do piso, percentual que chegava a 60% quando a Lei 11738 foi sancionada em 2008. Desde então, assistimos a perdas de condições de trabalho, perdas de direitos trabalhistas, perda da dignidade e do orgulho da profissão. Estamos adoecendo…
Estamos em greve pelo reajuste do ano corrente (já informado que será de 0%) e pela mudança dessa política de bonificações extremamente injusta (castigo para quem não atinge “metas” e esmola para quem supostamente as atinge, já que o critério não serve de parâmetro para considerar nem o mérito coletivo, nem individual das escolas). Além de ser escandalosamente desproporcional para cada profissional do quadro. O Governo alega que há provas anuais (LC 1143/11) para aumentar o salário por “mérito”, prova que é realizada anualmente, mas permitida a cada docente, com interstícios de 4, 5 e até 6 anos com uma série de restrições impeditivas que nem sempre dependem da vontade do servidor, como estar alocado em uma mesma unidade por mais de 3 anos ou estar em efetivo exercício em data-base. Isso não depende da vontade de um professor contratado, pois ele é obrigado a dar aulas onde há aulas a serem atribuídas. Com o fechamento de salas, até professores efetivos terão esse problema.
A prova consiste em obter uma média entre prova objetiva e prova dissertativa, porém, os critérios de correção das provas dissertativas não são transparentes e expostas. Em 2014, os recursos não foram respondidos, foram simplesmente “indeferidos por serem improcedentes”. Professores muito bem avaliados nas faixas iniciais não “souberam escrever” em 2014, não mereceram a promoção. Isso, no mínimo, é questionável. Há inúmeros casos de médias da faixa III para a faixa IV não atingidas por décimos (A média precisa ser de 7 inteiros para faixa IV a maior desde a implantação. O arquivo com as notas de todos os candidatos foi disponibilizada no site da Vunesp e baixada por vários candidatos, antes de, misteriosamente, ter ficado indisponível por alguns dias.
Para concluir, o Estado “varreu” os milhares de alunos “evadidos” de seu sistema, o que possibilitou o fechamento de salas em todas as escolas da Rede. Pergunta: onde estão esses alunos? Morreram? Evaporaram? Vamos fingir que não existem? Ou simplesmente esperar que comecem a aparecer nas listas dos presos ou “apreendidos”? Ninguém é responsável por esses menores? Isso é muito grave.
Se realmente queremos uma sociedade de pessoas que tenham condições de escolher como desejam viver, precisamos nos preocupar com a qualidade da formação de nossos jovens e futuro professores. Um professor precisa de boa formação, tempo para estudar, vivenciar, ter acesso à cultura e aos avanços tecnológicos. Para quem trabalha os três períodos, muitas vezes em mais de uma Unidade e com as condições atuais, nem que seja vocacionado para a caridade. Faltam-lhe saúde e forças para não arrefecer e sucumbir aos males desse círculo perverso.
No desejo de ser ouvida, subscrevo-me.
Atenciosamente,
Professora Fátima Mayumi Ioneda Hatano
Do Conversa Afiada
http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2015/04/14/o-desabafo-de-uma-professora-da-sp-tucana%E2%80%8B/#.VS3rQpRQcV8.facebook
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