sábado, 4 de dezembro de 2010

Serra concorrerá a prefeito de SP em 2012

(reprodução da crível personagem do folclore brasileiro)


Abaixo, reproduzo notícia desta semana d'O Estado de São Paulo.

"Serra nega candidatura à sucessão de Kassab em 2012
O candidato derrotado à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, descartou ontem a possibilidade de concorrer à Prefeitura de São Paulo na eleição municipal de 2012. Em reunião com cerca de 200 sindicalistas, num hotel na zona norte da capital paulista, o tucano disse que não pretende concorrer ao cargo que disputou em 2004. Afirmou, no entanto, que pretende continuar na política, mas não deu pistas se entrará na corrida presidencial de 2014.
"Não sou candidato em 2012, mas continuo na política, que faço com prazer há muitos anos", declarou o tucano, segundo relato de sindicalistas que estiveram presentes ao encontro. O ex-governador paulista deu a declaração após ouvir da plateia manifestações sobre seu futuro político e a disputa pela prefeitura.
Recluso desde que perdeu a eleição presidencial deste ano, Serra aceitou convite para participar de uma reunião da Executiva Nacional da UGT (União Geral dos Trabalhadores).
Integrantes da entidade manifestaram apoio ao tucano durante a corrida eleitoral deste ano. Em julho, o então candidato compareceu a um encontro da UGT em São Paulo, onde recebeu carta de apoio à sua candidatura, assinada por 12 das 20 representações da entidade. Todas as regionais que na ocasião declararam o apoio a Serra eram das regiões Norte e Nordeste. As informações são do jornal o Estado de S. Paulo."


por Mastrandea






quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Tráfico, drinks e marijuana


(será que ela "fumou droga"?)


Gostaria de advertir aos incautos que este post é uma apologia ao pensamento, e que isto será uma proposição de fatos cujo intuito consiste numa discussão que deveríamos ter feito, "ontem", nós da sociedade e os governos.
A solução para o tráfico sempre esteve em frente de nossos narizes, e temos que acordar rapidamente. Religiosos, moralistas e desconhecedores precisam ouvir mais. Nunca houve momento melhor na história brasileira.
A proibição da maconha, que começou nos EUA, é emblemática e essencial a nossa discussão. 
El Paso, cidade americana fronteiriça com o México, recebia hordas de imigrantes que, nos anos 20, chegavam para trabalhar nas lavouras, e consigo levavam sementes e mudas de uma certa planta. Ao fim do dia, os mexicanos fumavam a verdura (que também crescia na beira das estradas), para relaxar após as muitas horas de trabalho semi-escravo a que eram submetidos.
"Denúncias" de mexicanos "descontrolados" praticando assassinatos "sob o efeito da droga" eram corriqueiras, o que fizeram com que o Czar americano contra as drogas, J. R. Aslinger (o governo dos EUA passou um problema de saúde pública ao departamento do tesouro nacional), criasse uma lei para controlar o uso da planta, o que era, na verdade, um motivo para controlar os mexicanos: o que nos faz concluir que a proibição tem raízes racistas e pseudo-moralistas, e não científicas.
Aslinger conseguiu, depois de anos, que a proibição se estendesse a todos os estados, mesmo sob a contestação do prefeito de Nova Yorque, La Guardia, que afirmava que, proibindo a maconha, as leis estariam criando, efetivamente, uma grande quantidade de novos criminosos ao invés de resolver o "problema" (mais tarde, esse provaria que fumar maconha não era um problema). 
Daí para o mundo, foi um passo de pombo: o "czar" Aslinger levou o assunto à ONU, e todos os países ocidentais e alguns orientais, hipnotizados e ignorantes, adotam a criminalização, sem sequer discutir ou pesquisar antes.
La Guardia encomendara, antes, um estudo científico detalhado que foi boicotado e até apreendido e queimado por Aslinger, cujo resultado foi o que alguns de nós sabem, e contrariou a todos os que, desde a época em questão, acham sobre a marijuana -  que a maconha não causava potencialização de instintos violentos (muito ao contrário), não causava tesão desenfreado, não nos atrapalhava a personalidade e, principalmente, não era, como se costuma dizer, uma "escada" para outras drogas.
Ou seja, bilhões foram gastos na "luta contra a marijuana", e as pessoas continuam fumando.
Hoje, sabe-se que usuários da erva não usam outras drogas, necessariamente.
Não preciso expor aqui os benefícios dela. Já se sabe deles, mas há uma curiosa vontade de não se admitir.
É a tal hipocrisia. É mais fácil apontar o dedo.
Sabe-se que é usada em tratamentos para dependentes de crack, e para combater a inapetência em doentes de AIDS.
Diante disso, o que fazer, então, quanto a uma droga que se vende em supermercados, bares e até em festas de debutantes?
Por que a bebida, muito mais destrutiva, tanto fisica como socialmente, é legal?
Não há tráfico de bebidas. Houve, nos Estados Unidos, quando essa droga foi proibida.
O problema não são as drogas, seja ela bebida, maconha, cocaína.  É o que cada indivíduo faz consigo e com a sociedade, e os males que esse uso pode causar ao coletivo (o crack merece mais atenção, hoje, pelo seu poder de destruição moral, perda de parâmetros e capacidade de vício).
No Brasil, um primeiro passo parece estar sendo dado, que é devolver ao morador da periferia uma vida sem o jugo da arma. O território, que é importante para um traficante-gerente armado (os donos estão no asfalto), parece estar sendo conquistado.
Falta discutir o que é realmente problema, e o que é apenas moralismo sem sentido, pirraça, burrice e interesse.
É isso.
Agora, pensar mais sobre isso, eu deixo para o leitor.
Volto já.
Vou dar uma volta...


por Mastrandea


segunda-feira, 29 de novembro de 2010

São Paulo tem a paz que queria



(o dono de São Paulo, digo, do PCC)


Dois mil e seiscentos homens, dentre Marinha, Polícias Civil e Militar do Rio, realizaram, ontem, o que se dizia impossível: tomar o Complexo do Alemão, um amontoado de favelas de mais de um milhão de metros quadrados, criado e "engordado" por décadas de abandono e total omissão, tanto do poder público como da classe média (ela "não tem nada a ver com isso", salvo quando tem "festa do prato quente" no apartamento do Leblon...).
As UPP´s incomodaram demais. A contabilidade monetária do tráfico foi atingida, causando reações de seus gerentes. Quiseram retaliar, incendiando carros e matando gente. Mas a contrapartida, para tristeza da freguesia e da mídia, dos governos estadual e federal, como se viu, foi rápida e eficiente. O complexo do alemão, agora dominado por tempo indeterminado, terá UPP´s a partir do primeiro semestre de 2011, e o povo dessa comunidade, agora em parceria com a força pública, terá uma chance, finalmente. Sabe-se que muitos fugitivos devem ter migrado para outras favelas, como Vidigal e Rocinha, entretanto, não parece que o poder público se deterá. Mais guerra está por vir.
Mas essa é a guerra que o povo pobre quer. A guerra definitiva, com final sinalizando investimento maciço em saneamento, educação e esporte.
Mas, e São Paulo? Será que a terra dos superiores "não tem disso"?
É claro que tem, e muito. Não é diferente, salvo geograficamente e gerencialmente.
Aqui, em São Paulo, quem controla o tráfico é a polícia; mal-paga, corrupta e desorganizada.
A política de segurança (?) pública paulista fez com que os policiais se associassem financeiramente aos traficantes, que pagam os "impostos" às delegacias para que a boca continue funcionando. 
Nos bairros ricos, a violência não é menor, só é mais pontual, não há bandos, arrastões, o que faz com que uma sensação de tranquilidade se instale na cidade, provocando um curioso sentimento de superioridade da classe média paulista em relação à fluminense.
A cidade é muito maior que a capital carioca, o que mantém a violência da periferia longe do complexo Jardins/Vila Olímpia.
Talvez o mais emblemático modelo de como o Governo de São Paulo trata a violência, e a diferença com o momento que se vive no Rio, tenha se dado em 2005, quando dos ataques do PCC, reação à trasnferência de alguns detentos: o governador Xuxu chamou o seu chefe, Marcola, ajoelhou,  implorou, fez um "acórdão",  e a "paz" para os paulistas apavorados foi reestabelecida. As últimas eleições mostram o apoio a essa política. Serão mais quatro anos, no mínimo, de "paz".
Essa é a paz que o paulista rico e seu governo querem, assim como queria a classe média carioca, a da violência invisível, da sujeira debaixo do tapete. Ele gosta de "achar" que aqui é muito diferente.
Ainda quer a paz que engorda o mercado da segurança particular, da blindagem automobilística, do auto-encarceramento em condomínios e isolamento.
A periferia que se auto-extermine. 
O Rio sai na frente. Copa? Aqui também terá jogo, querem até a "abertura"! Antes de pensar em construir estádio, deviam ter brigado pelos que aqui há, e melhorá-los. 
Agora, cabe a nós, militantes, trabalhar para que o povo paulista um dia faça como os soldados de ontem no Rio: unir-se e expulsar, no voto, os bandidos peessedebistas do poder, definitivamente.
Mas que seja sem chances de rendição.


por Mastrandea


sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Nada de novo na cidade maravilhosa



(ele poderia estar estudando, mas alguns preferem assim)




Toda mudança histórica tem sangue, e o que há no Rio é grande.
Secular abandono e desigualdade intensa sob a vista grossa conveniente de parte da sociedade e do poder criaram o gigante adormecido que agora tira a máscara e desce o morro.
Neste país, foram quinhentos anos de lados opostos, ricos e pobres, portanto, não há nada de surpreendente ou assustador no que acontece agora na capital fluminense. Sempre houve muita violência e muita morte, assim como em São Paulo (na "terra da garoa, a bolha ainda não estourou por questão meramente geográfica). 
O intenso repúdio por parte da elite e (setores?) da classe média à distribuição de renda e o não reconhecimento de que o benefício não é só aos atingidos diretamente por ela é o que vem alimentando esse exército que os causa tanto medo.
Esses meninos que estão levando tiros da polícia, para deleite de alguns imbecis favoráveis à pulverização do problema, são produto dessa visão estreita e tacanha. Programas Sociais são ridicularizados pela mídia e ecoados pelas vozes da Zona Sul carioca (o "Bolsa-Esmola" é a prova). E a consequência dessa recusa pela divisão de riqueza está aí.
Inocentes morrerão. Guerra é assim.
Essa guerra é produto de um estilo de vida vazio e covarde, e de uma ideologia inescrupulosa. Da aparência antes de qualquer coisa. Da vista grossa. Nunca quiseram atitudes contundentes para prevenir a exclusão e a miséria, e nem mesmo queriam agora, nas últimas eleições. Os Jardins de São Paulo queria Serra presidente, assim como a Zona Sul do Rio de Janeiro.
Criaram, sustentaram e enriqueceram o tráfico. Mas ele era cômodo lá em cima, separado.
Conheço muitos cariocas, também da zona sul, e sei que irão concordar comigo. Eles são inteligentes, estão lá, e sabem da verdade, e aposto que não estão chocados com o fato de a bolha ter estourado agora. As UPP´s acabaram com alguns pontos. Geograficamente, o morro se espremeu, desceu, e como os habitantes do asfalto não haviam ainda pensado na "possibilidade" de isso acontecer um dia, o choque aconteceu.
Agora, querem providências. Talvez algumas que foram tomadas recentemente tenham desencadeado tudo isso, ainda não se sabe. Entretanto, é inútil e errado querer culpar somente os atuais governantes pelo estouro dessa bolha.
Isso, como já foi dito, é histórico!
Agora, o Frankeinstein tem que ser enfrentado, e não só pela polícia. A sociedade tem que deixar de ser omissa o olhar para os pobres.
E isso se faz no voto, com pensamento não somente em si próprio e uma visão mais ampla que a da cobertura de Ipanema.

por Mastrandea

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Kassab e a Constituição



(Prefeito de São Paulo é recebido pela população)

E São Paulo continua se limpando.
Kassab, o prefeito mais limpinho da história da cidade, volta com força total. O homem que acaba com a pobreza expulsando os pobres, volta a limpar.
Que o DEMOcrático prefeito considera todos os que não usam terno e gravata vagabundos (Mayara, a aprendiz, também adora homens de terno - quanta coincidência!), todos já sabem. O episódio no hospital, onde o "político" chamou um trabalhador, prejudicado pela "Lei Cidade Limpa", de vagabundo, revelou a face DEMOcrata do nosso líder.
Durante sua (indi)gestão, diversas restrições e proibições começaram a vigorar nas ruas da capital paulista, como a de gritos em feiras livres, a retirada de bancas de jornal no centro e, no trânsito, foi proibida a circulação de caminhões na marginal Tietê e o tráfego de motos na avenida 23 de Maio, esta última revogada pouco tempo depois.
Sem falar em rampas anti-mendigo e a política da paulada de uma polícia municipal truculenta e ridícula contra os pobres.
Hoje, modernizado tecnologicamente, não dá mais paulada em mendigos, somente. Também joga-lhes água fria.
E agora, o canalha resolveu, de repente, elevar o status de estátuas vivas, palhaços, saxofonistas, guitarristas e malabaristas: não são mais "vagabundos". São criminosos! 
Todos eles estão sujeitos à ação policial, cujo objetivo principal é coibir e enquadrar o "comércio ambulante ilegal" (!) nas principais vias do município.
Ora, se a proibição é para atividades comerciais e esses artistas de rua não cobram entrada nem "couvert", pois o fazem, como já disse, na rua, onde está a atividade comercial?
A remuneração dessas pessoas não é cobrada, e sim, doada. Pode-se assistir a qualquer exibição sem precisar pagar nada.
Como a direita é mesquinha e hipócrita! Tudo pela aparência. O lema é: "jogue a sujeira para debaixo do tapete!".
Querem esconder gente que trabalha dignamente, e isso é uma afronta aos direitos do homem. Prendem gente por estar tocando guitarra!
Kassab se esquece que existe uma carta maior de leis, que não pode ser sobreposta. As pessoas são livres para estar onde quiserem, em espaços públicos. 
Se um mendigo resolve que a calçada é sua casa, não há força legal que o possa remover.  
Certa vez, no Centro, deparei-me com três trogloditas da guarda municipal de SP, acompanhados do motorista do caminhão e um imbecil que dava as ordens. Sob o argumento de que ele estava em frente a prédio público (desativado?), desciam o pau num senhor que parecia ter a idade de meu pai, uns 67 ou 70 anos!
Fazendo o idoso rolar pela calçada, chorando por suas coisas (eram umas canecas, uns sacos e umas garrafas, mas eram DELE), foram por mim e mais um cidadão, interpelados e impedidos, à força, igualmente.
O que houve, foi o de sempre. Truculência por parte da policinha metida a SWAT, xingamentos, alguns empurrões, e é claro, saldo negativo para o blogueiro aqui:
Além de uma bela dose de gás pimenta na cara, um ovo estourado nas costas, vindo da janela de um manifestante ruim de mira.

por Mastrandea

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Serra é do DEM!




("Vote num careca e leve outro de presente" José Serra)


"AÇÃO DE PROMOTORES NO MENSALÃO DO DEM FOI 'SÓRDIDA', AFIRMA DENÚNCIA"

Procuradoria da República detalha como cúpula do Ministério Público do DF cobrava propina em troca de proteção a esquema no governo Arruda
São Paulo, 18 de novembro de 2010

Não é sempre que se tem o privilégio de ver uma matéria de uma das engrenagens do PIG revelando o quanto é "do bem" nosso querido bi-perdedor de eleições presidenciais.
É momento raro e de até certa desconfiança, se abrir o portal do "Estado", e ver matéria desbaratando o esquema de Arruda e seus ratos do DF. O primeiro, amigo do peito e de careca de Serra.
Não é sempre que se pode ver tão claramente o perigo que corríamos diante da eventual vitória de Serra para presidente da república (vale lembrar que o ex-governador, atual detento foi cogitado para figurar como vice na chapa do PSDB/DEM/PIG. Índio "Merenda" era a madre Teresa perto desse).
Também não é sempre que se pode mostrar que o PT não inventou o "mensalão", muito menos a corrupção na política brasileira. E que nosso Judiciário é corrompido e sujo (vide Protógenes/Dantas...quanta inversão de valor!).
Somos nós a matéria prima dos políticos. Políticos são, antes de tudo, brasileiros!
Quando se coloca uma nota de cem entre documentos vencidos ou recibos de multa, devolvendo ao guarda que nos está punindo, se está corrompendo.
Quando se rasga um currículo de alguém capacitado para favorecer a vaga a um amigo, se está sendo corrupto.
Como disse ótima deputada estadual pelo Rio: "parece que está no DNA do brasileiro..."
Só os brasileiros podem mudar a política em seu país.
E pensar mais seriamente no que disse Lula: " O problema de quem não gosta de política é que está condenado a ser governado por quem gosta".
Bem...voltemos à realidade atual:
O PIG usa a tática do "bate-e-sopra". E acha que engana. Tá!
E como aquela merda de portal do "Estado" [de sítio] não me deixa copiar e colar o texto na íntegra, trago aqui o link, ao amigo fiel.
Espero com meu novo layout, não fazer vocês forçarem tanto a visão para me ler como antes.
Blogueiro iniciante é isso. Vou fuçando!
Obrigado, sempre, pela presença.


Para você repassar por e-mail para seus amigos reacionários e chatos (todo mundo tem ao menos um).
E (tentar) mostrar que não há santo na política. Se tem que acabar é com a hipocrisia!
E a luta continua. Contra o PIG e a direita. E pelas Reformas políticas.

por Mastrandea

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Análise do Discurso: Janaína Conceição Pereira

(A Themis brasileira tudo vê!)


Em defesa da estudante Mayara


É o fim dos tempos! Uma professora resolveu descriminalizar o crime de Mayara. Com um texto de retórica pobre e óbvia, no portal da "insuspeita" UOL, veio a público defender a nazi-mirim. E não pára por aí. Exculpa a ex-estagiária utilizando, como argumento, o óbvio entre as "pessoas de bem": Culpar Lula!Diante da impossibilidade de calar-me diante de tal desvario escrito, resolvi "fichar" o texto da tal professora de Direito (!).
Vamos, item a item, desconstruir esse discursinho batido, de retórica fraca e falaciosa. Realmente, a Verdade está em maus lençóis!

"Sou neta de nordestinos, que vieram para São Paulo e trabalharam muito para que, hoje, eu e outros familiares da mesma geração sejamos profissionais felizes com sua vida neste grande Estado brasileiro."
. No título do texto, a advogada usa o adjetivo "estudante" para tirar a carga criminosa do ato de Mayara. Mas, sabemos que  ser estudante não impede a aspirante a advogada de fazer cagadas. Isso não lhe dá imunidade ou lhe tira a culpa. A defensora usa, com oportunismo barato e ralo, o fato de ser neta de nordestinos para poder ter um crédito em seu texto, para dar um ar de que é igual. Mas não percebe, a incauta, que isso é um contra-senso, pois à frente, defende que "somos todos um só", portanto, poderia ter ocultado essa parte, se não quisesse ser prolixa.

"Igualmente triste a rejeição sofrida pelo candidato da oposição à Presidência da República, muito em função de ele ser paulista. Todos ouvimos manifestações no sentido de que, tivesse sido Aécio Neves o candidato, Dilma teria tido mais trabalho para se eleger."
. Aqui, confessa ser eleitora do PSDB/Serra, e revela aos sete ventos toda sua dor. Mas, Serra não foi rejeitado por ser paulista. Foi rejeitado porque é mau político. Desagregador, egoísta, burro e sem carisma. Chorou por tomar uma bolota de papel no coco, o que foi até por seus eleitores percebido como farsa. Foi rejeitado porque os programas sociais do governo federal atingiram fortemente a região Nordeste sobretudo (é sempre bom lembrar que Serra perdeu também em São Paulo), historicamente esquecida e renegada pelas elites políticas brasileiras, além do carisma de Lula e sua aprovação, recorde histórico (84%). Sobre ser Aécio o adversário dificultar a vida do PT, a advogada parece ter desejado tal escolha do seu partido do coração. Entretanto, além de uma decisão isolada e egocêntrica de Serra, que rachou o Partido, essa condição não é uma verdade, pelo que já disse acima. O país é outro sob Lula. Não fosse a mídia, e sua ira, mais os crimes eleitorais, não haveria onda-verde, nem segundo turno, e Serra teria, no máximo, 20 e poucos por cento de votos.

"Independentemente da tristeza que as manifestações ofensivas suscitam, e mais do que tentar verificar se a frase da jovem se "enquadraria" em qualquer crime, parece ser urgente denunciar que Mayara é um resultado da política separatista há anos incentivada pelo governo federal."
. Ela ainda precisa "tentar verificar" se Mayara cometeu um crime! Professora de Direito Penal! (Ser da São Francisco de hoje lhe dá a justificativa para ser uma reacionária). Escuto xenofobia contra nordestinos desde que me conheço por gente, e não me venham com discursinho.
Muita gente aqui tem o insuportável costume de colocar a culpa nos outros.
O paulista não consegue enxergar que a culpa por seu estado estar um lixo é de quem os governa.
O PSDB instalou-se aqui há duas décadas. Já é uma monarquia! Agora, Lula fomentou isso? Onde ela viu? Agora essa senhora vem colocar a culpa por uma atitude ridícula, de quem não conhece a história do próprio país, em Lula? Onde está o argumento dela?
Por que será que não há citação de fala do presidente no texto? Porque isso é uma mentira.

"É o nosso presidente quem faz questão de separar o Brasil em Norte e Sul. É ele quem faz questão de cindir o povo brasileiro em pobres e ricos. Infelizmente, é o líder máximo da nação que continua utilizando o factoide elite, devendo-se destacar que faz parte da estigmatizada elite apenas quem está contra o governo.
Ultrapassado o processo eleitoral, que, infelizmente, aceitou todo tipo de promessas, muitas das quais, pelo que já se anuncia, não serão cumpridas, é hora de chamar o Brasil para uma reflexão.
Talvez o caso Mayara seja o catalisador para tanto(...)Por mais popular que seja um líder político, não é possível permitir que essa união, que a União, seja maculada sob o pretexto de se criarem falsos inimigos, falsas elites, pretensos descontentes com as benesses conferidas aos pobres e aos necessitados."
. Lula foi quem justamente começou a mudar esse quadro por ela desenhado, brigando em meio a uma politica de egoístas e latifundiários. O Brasil sempre foi dividido entre pobres e ricos. Esse governo foi o único na história a ter essas diferenças como foco a ser combatido. 
"Elite" não é factóide! Elite existe, escravizou, escraviza, e quer continuar escravizando. Sempre quis o país assim, dividido. Vimos agora, nas eleições. As pessoas se revelaram totalmente.
Existe uma Elite e as classes média que não quer se misturar! A pessoa aqui "defendida" somente cagou uma ideologia separatista que o senso-comum alimentou por décadas -  o problema de segregação, especialmente sócio-econômica, existente no país. O Sul sempre se achou melhor que o Norte. 
Ou a Janaína queria que o presidente maquiasse os problemas, como fez seu antecessor, que engavetou TUDO, inclusive a compra de votos (mensalão) para a sua reeleição? Não há pretensos descontentes com a distribuição de renda. Há reais descontentes. Mayara carimbou essa máxima fascistóide em seu micro-blog.

"Apesar das dimensões continentais, falamos a mesma língua."
. Descobriu a pólvora!

"São Paulo, é fato, é fonte de grande parte dos benefícios distribuídos no restante do país."
. Isso era há muitas décadas atrás. Hoje, é mais um mito burguês. Hoje não é mais assim. São Paulo está quebrado. Todas suas estatais foram vendidas a preço de banana pelos tucanos. 
Janaína ignora que o terceiro estado que mais recebe recursos do Bolsa-Família é São Paulo. Sim. Como disse Dilma, "Quem cuida de pobre em SP, é o governo federal. O Bolsa-Família só não atinge mais famílias porque o PSDB não cadastra".
A advogada não só se engana, como ELA, agora, sim, ajuda a fomentar esse ódio.
Paulista reclama porque pensa que divide com pobre. Mas não hesita em dividir com ricos, como é o caso de donos de concessionárias que ganharam de presente as rodovias do estado.

"Tal desunião finda por fomentar o populismo, tão deletério às instituições no país."
. Aqui, além de uma frase de prolixidade imensa, é um contra-senso, já que, acima, a doutora classificou Lula de 'popular', o que é diferente de 'populista'. O populista fica com a bunda na cadeira carimbando e assinando privataria, mandando dizer que é bom. Lula sempre esteve junto de suas bases, sempre junto do povo, que é de onde veio.

"Não há que se falar em governo para pobres ou para ricos".
. Quem fala nisso é ela. Lula governou para todos.

"Quanto a Mayara, entendo que errou, mas não parece justo que seja demonizada como paulista racista, quando o mote dado na campanha eleitoral foi justamente o da oposição entre as regiões.
Se não dermos um basta a esse estratagema para manutenção no poder, várias Mayaras surgirão, em São Paulo, em Pernambuco, por todo o Brasil, e corremos o risco de perder o que temos de mais característico, a tolerância. Em nome de meu saudoso avô pernambucano, peço aos brasileiros que se mantenham unidos e fortes!"
. Mayara não é demonizada como paulista racista. Ela É uma paulista racista. Falar em não se generalizar, eu concordo, como paulista, nascido na capital, que sou. O mote da campanha foi a oposição entre regiões, ou como quer classificar o paulista, entre "essa gente" e "nós"?
Pode ser, mas, inventada, fomentada e aperfeiçoada pela direita, pelo candidato derrotado e gente como Índio da Costa, Herr Jorge "Essa Raça" Bornhausen, pelo PIG, todos sob a supervisão límpida da Justiça. Não é, Gilmar Mendes?
Isso não foi estratagema nenhum. A ESTRATÉGIA do governo foi a de diminuir a pobreza e reduzir diferenças. 
Seu avô pernambucano deve estar gritando dentro do caixão, isso sim é "fato". 
Surgirão mais Mayaras enquanto pessoas insistirem em vir defender esse tipo de atitude em jornalões e portais "insuspeitos", como faz a caríssima advogada. Defender Mayara é assinar em cartório a concordância com suas ideias. Isso sim, é fomentar o ódio. Como professora de Direito Penal, haveria a senhora advogada de vir a público repudiar veementemente a atitude de sua futura(?) colega, e não, como faz a classe média, CULPAR O LULA!
Enfim. Para não surgir mais Mayaras, é preciso, além de outras coisas, que não surjam mais Janaínas.

por Mastrandea

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Revolta ou obediência?


(imagem:reprodução)



Como militante de esquerda, sou totalmente a favor de protestos legítmos e pacíficos (quando é possível, em SP especialmente), manifestações e barulho, vindo de qualquer grupo ou indivíduo. Eu mesmo, em 2000, joguei muito coco na polícia militar, e casca de mexeirica em Covas, quando da greve do referido ano (essa, uma greve não-pacífica, em virtude, é claro, da política de diálogo entre professores e cassetetes promovida pelo PSDB/Covas), época em que lecionava pela Rede Pública. Fiz isso porque me senti muito mal por ter votado nesse traidor escroque, com medo de Paulo Maluf, o rei dos escroques. Nunca fiz parte de nada contra FHC. Não o coloquei no poder.
Hoje, ao ver o protesto (legítimo) dos estudantes em frente ao Ministério da Educação contra as falhas do ENEM,  não pude deixar de recordar o que foi o protesto dos chamados "caras-pintadas", igualmente legítimo.
É sabido que essas manifestações contra Collor foram "organizadas" pela Globo. Até o então presidente da UNE, Lindberg Farias, em sua declaração, "A Rede Globo estava passando a minissérie 'Anos Rebeldes', que falava sobre o papel dos estudantes contra a Ditadura. Em nossa primeira passeata, a gente colou um cartaz que dizia 'Anos Rebeldes, Próximo Capítulo'", parece confessar que esse ato assumia caráter de obediência de uma juventude a um meio de comunicação.
O ENEM é uma revolução, tanto no seu aspecto inclusivo, como no didático. Os vestibulares descentralizados, feitos por cada universidade, são prejudiciais à educação, pois o ensino médio e o fundamental são ministrados com direcionamento de conteúdo às provas, e não à formação e conhecimento de mundo.
Interesses de grupos educacionais, como as próprias universidades, que ganham um bom dinheiro com as matrículas, os professores que produzem questões fechadas e abertas, e os cursos preparatórios para o vestibular, foram colocados de lado, elitizados, o que desperta ações contrárias ao exame, por parte do PIG/DEM/PSDB.
Já disse. Não sou contra manifestações, e acredito que os estudantes têm razão, mesmo nesse caso.
Mas o fato concreto é que estão fazendo exatamente o que os tucanos e a mídia queriam, sendo figurantes da propaganda anti-Lula. Eles não querem ver gente pobre estudando. Eles são da velha política carcomida. Da política para os políticos, e o povo que se lasque!
São da massa cheirosa...já disse.
Querem melar o ENEM, de qualquer jeito.
E se não houvesse tanta "mobilização" por parte da mídia, os estudantes teriam a iniciativa de organizar uma passeata assim?
Isso é o que é aqui questionado. 
Os estudantes estão mais organizados? Acho que não! Que se façam mais protestos, que se manifestem mais. Mas, conheçam os seus reais inimigos, para não correr o risco de dar um tiro no próprio pé.
Poderiam ter feito uma passeata em louvor a quem criou esse tipo de exame de ingresso ao ensino superior no país.
Não fizeram. Por que?
A resposta é simples:
Porque a Globo não mandou!





por Mastrandea

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

E o PIG atira





Primeiramente, gostaria de me desculpar com meus imprescindíveis visitadores e seguidores pela ocasional falta de textos originais (se é que alguém gosta deles). Ao contrário do que dizia José Derrota, a maioria dos blogs não é financiada nem tem ligação com ninguém no PT. O PT tem um blog oficial. Aliás, o meu também é oficial, mas é imundo. Este é o blog oficial do Mastrandea!
Como é o caso do meu, o de muitos outros, somos todos sujos. Nisso, o Zé Alagão acertou. Somos sujos, petulantes, fedorentos e embosteados.
Ponho minha mão no fogo por mim. Não recebo porra nenhuma. Morreria de fome se só escrevesse aqui. Portanto, desculpem quando algo novo faltar, e não deixem de visitar este espaço por isso!
Vamos ao PIG...
Só assisto ao canal referido na imagem quando tem jogo do meu Palmeiras, que aliás, mesmo mal, deu mais um passo à Libertadores 2011. Deixando-me levar pela curiosidade, alonguei meu momento de alienação.
E vi coisas no Jornal da Globo assustadoras.
Cheguei, então, à conclusão de que eles não desistirão. A luta continua, amigos! 
É paulada no PT/ Lula, e propaganda para o PSDB/SP (o partido não tem uma liderança política concreta, não consegue ter uma identidade nacional. SP é seu bunker).
Essa coisa do caso ENEM é tão ilustrativa quanto a "notícia" sobre o metrô de São Paulo hoje no JG.
Eu não creio no que vejo!
Bom, sobre o exame, foi esclarecido pelo Ministro Hadadd, que o erro foi da gráfica. O MEC/INEP não tem como conferir as mais de 10.000.000 (dez milhões) de provas que a gráfica produziu. Não dá! Essas instituições conferem as MATRIZES das provas, e mandam para impressão. Hadadd "desenhou" isso no "(Bom) dia, Brasil". O erro foi da gráfica. Simples.
Mas o PIG é soturno. A visão televisiva de vida da classe média funciona até mais tarde, já que gente que acorda cedo, logicamente, dorme nesse horário.
Fala do erro gráfico com se fosse entidade protetora dos direitos dos que necessitam de educação gratuita! Quer tranformar isso em fracasso. E tranforma, porque o "distraídos" reproduzem. Não estou dizendo que não há o que se acertar, mas, chamar de fracasso, é de doer.
É de se indignar como as pessoas não percebem isso. É mais fácil reproduzir? Parece que pensar, hoje em dia, saiu de moda, é feio, faz mal. Será que eles acham que todos que assistem a isso são "distraídos"?
Esta noite, o JG foi além de qualquer expectativa! Eu já estava na cozinha, jantando, depois do jogo, quando escutei algo vindo da odiável voz do Waack(agar), na tevê, como ..."a semelhança do metrô de Nova Iorque com o metrô de São Paulo...", e veio o intervalo. Imaginei com meus botões, já sentando no sofá, com o prato na mão, num estalo de ingenuidade misturado com esperança: "Será que, na construção do metrô de "NY", abriu-se alguma cratera devido à má qualidade dos materiais, somada à má qualidade do solo?"
"Será que está sendo construída, em "NY", a toque de caixa, alguma linha subterrânea de risco, como é a linha amarela?
"Será que tem, em "NY", trens superfaturados? Será que são verdadeiras sardinhas em lata os que usam o metrô de "NY"?
Como sou sujo e pobre, apesar de paulista (!), e nunca fui a Nova Yorque, e também não sei como está o metrô de lá, resolvi esperar.  Tive curiosidade por essa informação inútil e tola.
Esperei.
Veio alguma notícia antes, mas não me recordo sobre o que falava...
De repente, veio a bomba...
Era propaganda gratuita sobre a música no metrô de São Paulo e sua semelhança com o metrô de  "NY"!!!
Quanta alegria! Quanto mimo! Quanta limpeza! Saxofones, trompetes e muita cultura!
É muita canalhice, e só não vê quem não quer!
Não falaram em que estação estavam os músicos, pelo que ouvi.
Mas aposto que não era na Sé.

por Mastrandea

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Como ser um bundão

dica 032 - Colocar a culpa no Lula




"Culpa do Lula" é um expediente médio-classista que caracteriza qualquer coisa que possa dar errado no Brasil. É um híbrido de "transferência de responsabilidades" com "senso de posição social", dois conceitos interligados que compõem a filosofia de vida da Classe. Logo, para ingressar neste grupo especial da nossa sociedade, será necessário aprender a vincular o nome do ex-metalúrgico a qualquer evento ou constatação negativa que envolva o Brasil. Afinal, não basta ignorar o presidente. A revista, a tevê, o jornal e tudo aquilo em que você acredita urram para que você o odeie. Obedeça.
Um bom estudo de caso consiste na observação das reações e do posicionamento da Classe Média em relação à disputa para sede das Olimpíadas de 2016.Imagine voltar a alguns dias antes da escolha da cidade sede dos Jogos Olímpicos. Como bom membro da Classe Média, você primeiramente duvidaria, com todas as suas forças, da capacidade do governo brasileiro conseguir uma coisa dessas. Culpa do Lula. Um país tão bagunçado assim nunca será capaz de trazer pra cá um evento tão importante, de gente civilizada, uma coisa tão grandiosa e que nos traria tantos benefícios. Nosso presidente é despreparado e a comunidade internacional não o leva a sério. Culpa do Lula de novo.
Com o passar dos dias, a televisão (sua janela límpida e cristalina para a verdade sobre o mundo) lhe informaria que as chances são reais. E se o Rio vencer, não haverá culpa de nada para imputar no Lula. Isto seria capaz de botar em parafuso a cabeça do cidadão, tal qual um software mal programado com erro de sintaxe - um legítimo fatal error. Felizmente o cérebro humano possui mecanismos que impedem esse tipo de conflito: o médio-classista automaticamente começa a reconsiderar sua opinião sobre os Jogos Olímpicos, uma forma de desfazer esse nó nos neurônios.
O Rio está quase ganhando. A partir desse momento, o cidadão de Classe Média já conjectura se ser sede de Olimpíadas é realmente bom para o Brasil. Afinal, somos um país de terceira, violento, corrupto e pobre. Culpa do Lula. Tomara que o Rio perca. Aí, sai o anúncio: o Rio venceu. Agora, o médio-classista tem certeza de que isso é ruim. Além de ser um desrespeito com o Primeiro Mundo, um evento desse porte tem tudo para ser um fracasso em terras brasileiras. Vão desviar esse dinheiro, que deveria ser investido em educação e saúde (finja que você se importa, não interessa se você é usuário de educação e saúde privadas). E o dinheiro dos seus impostos vai pra mão dos políticos, que vão roubar quase tudo. Culpa do Lula (ignore que ele não será o Presidente em 2016).

 
Conclusão: para ser da Classe Média, a “Culpa do Lula” precisa ser uma entidade tão sagrada para você, que te faça torcer com ardor e sinceridade para que o Brasil perca essa ou qualquer disputa. Pois só assim você poderá pronunciar "culpa do Lula", em tom de palavras mágicas, sentando em seu sofá quentinho e macio, cercado pelas grades do condomínio, tomando seu café e vestido com seu roupão felpudo. Esta será a sua fórmula para dormir tranquilo depois do Fantástico.
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* com a colaboração direta da caixa de comentários, em especial o palpiteiro Roberto.
Postado por Pierre do Brasil às 15:50
(surrupiado do ótimo "Classe Media Way of Life)

por Mastrandea