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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

O BRASIL REAL - DE 2002 A 2013





Por Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira.


1. Produto Interno Bruto: 
2002 – R$ 1,48 trilhões
2013 – R$ 4,84 trilhões 

2. PIB per capita:
2002 – R$ 7,6 mil
2013 – R$ 24,1 mil

3. Dívida líquida do setor público: 
2002 – 60% do PIB
2013 – 34% do PIB

4. Lucro do BNDES:
2002 – R$ 550 milhões
2013 – R$ 8,15 bilhões

5. Lucro do Banco do Brasil: 
2002 – R$ 2 bilhões
2013 – R$ 15,8 bilhões

6. Lucro da Caixa Econômica Federal:
2002 – R$ 1,1 bilhões
2013 – R$ 6,7 bilhões

7. Produção de veículos: 
2002 – 1,8 milhões
2013 – 3,7 milhões

8. Safra Agrícola: 
2002 – 97 milhões de toneladas
2013 – 188 milhões de toneladas

9. Investimento Estrangeiro Direto: 
2002 – 16,6 bilhões de dólares
2013 – 64 bilhões de dólares

10. Reservas Internacionais:
2002 – 37 bilhões de dólares
2013 – 375,8 bilhões de dólares

11. Índice Bovespa: 
2002 – 11.268 pontos
2013 – 51.507 pontos

12. Empregos Gerados: 
Governo FHC – 627 mil/ano
Governos Lula e Dilma – 1,79 milhões/ano

13. Taxa de Desemprego: 
2002 – 12,2%
2013 – 5,4%

14. Valor de Mercado da Petrobras: 
2002 – R$ 15,5 bilhões
2014 – R$ 104,9 bilhões

15. Lucro médio da Petrobras: 
Governo FHC – R$ 4,2 bilhões/ano
Governos Lula e Dilma – R$ 25,6 bilhões/ano

16. Falências Requeridas em Média/ano: 
Governo FHC – 25.587
Governos Lula e Dilma – 5.795

17. Salário Mínimo: 
2002 – R$ 200 (1,42 cestas básicas)
2014 – R$ 724 (2,24 cestas básicas)

18. Dívida Externa em Relação às Reservas:
2002 – 557%
2014 – 81%

19. Posição entre as Economias do Mundo:
2002 - 13ª
2014 - 7ª

20. PROUNI – 1,2 milhões de bolsas

21. Salário Mínimo Convertido em Dólares:
2002 – 86,21
2014 – 305,00

22. Passagens Aéreas Vendidas:
2002 – 33 milhões
2013 – 100 milhões

23. Exportações:
2002 – 60,3 bilhões de dólares
2013 – 242 bilhões de dólares

24. Inflação Anual Média:
Governo FHC – 9,1%
Governos Lula e Dilma – 5,8%

25. PRONATEC – 6 Milhões de pessoas

26. Taxa Selic:
2002 – 18,9%
2012 – 8,5%

27. FIES – 1,3 milhões de pessoas com financiamento universitário

28. Minha Casa Minha Vida – 1,5 milhões de famílias beneficiadas

29. Luz Para Todos – 9,5 milhões de pessoas beneficiadas

30. Capacidade Energética: 
2001 - 74.800 MW
2013 - 122.900 MW

31. Criação de 6.427 creches

32. Ciência Sem Fronteiras – 100 mil beneficiados

33. Mais Médicos (Aproximadamente 14 mil novos profissionais): 50 milhões de beneficiados

34. Brasil Sem Miséria – Retirou 22 milhões da extrema pobreza

35. Criação de Universidades Federais: 
Governos Lula e Dilma - 18
Governo FHC - zero

36. Criação de Escolas Técnicas:
Governos Lula e Dilma - 214
Governo FHC - 11
De 1500 até 1994 - 140

37. Desigualdade Social: 
Governo FHC - Queda de 2,2%
Governo PT - Queda de 11,4%

38. Produtividade: 
Governo FHC - Aumento de 0,3%
Governos Lula e Dilma - Aumento de 13,2%

39. Taxa de Pobreza:
2002 - 34%
2012 - 15%

40. Taxa de Extrema Pobreza:
2003 - 15%
2012 - 5,2%

41. Índice de Desenvolvimento Humano:
2000 - 0,669
2005 - 0,699
2012 - 0,730

42. Mortalidade Infantil:
2002 - 25,3 em 1000 nascidos vivos
2012 - 12,9 em 1000 nascidos vivos

43. Gastos Públicos em Saúde:
2002 - R$ 28 bilhões
2013 - R$ 106 bilhões

44. Gastos Públicos em Educação:
2002 - R$ 17 bilhões
2013 - R$ 94 bilhões

45. Estudantes no Ensino Superior: 
2003 - 583.800
2012 - 1.087.400

46. Risco Brasil (IPEA):
2002 - 1.446
2013 - 224

47. Operações da Polícia Federal:
Governo FHC - 48
Governo PT - 1.273 (15 mil presos)

48. Varas da Justiça Federal:
2003 - 100
2010 - 513

49. 38 milhões de pessoas ascenderam à Nova Classe Média (Classe C)

50. 42 milhões de pessoas saíram da miséria

FONTES:
47/48 - http://www.dpf.gov.br/agencia/estatisticas
39/40 - http://www.washingtonpost.com
42 - OMS, Unicef, Banco Mundial e ONU
37 - índice de GINI: www.ipeadata.gov.br
45 - Ministério da Educação
13 - IBGE
26 - Banco Mundial
Fonte: Blog do Mello

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Beto Richa inaugura mais uma obra do governo federal no PR.




Amparado por um forte esquema policial, o governador Beto Richa (PSDB), que fechou escolas estaduais, inaugurou uma escola federal nesta quinta-feira (25) construída com recursos do governo federal. Centro Estadual de Educação Profissional Ozório Gonçalves Nogueira foi construído graças à emenda parlamentar do deputado federal João Arruda (PMDB); parlamentar, que é da base de sustentação da presidente Dilma Rousseff (PT), informou que a nova escola terá capacidade para atender 1.200 alunos.

O governador Beto Richa (PSDB) foi alvo de mais um ensurdecedor protesto de professores, nesta quinta-feira (25), no município de Bandeirantes, Norte Pioneiro, durante inauguração de uma escola construída com recursos federais. “Richa fecha escolas estaduais, mas inaugura escolas federais”, dizia uma das faixas, que sintetizava o motivo da mobilização desta manhã.
Um aparato policial jamais visto na região dava segurança à comitiva do tucano, que teve de ficar por ‘detrás das grades’ de proteção. Os manifestantes foram impedidos de se aproximarem da tenda levantada para abrigar os comissionados da Prefeitura e do governo do estado.

do Cumbuca Site

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Professora da Rede Estadual/SP pede socorro.



O desabafo de uma professora da SP tucana​


(Carta enviada ao PHA)

Guarulhos, 14 de abril de 2015.


Prezado Paulo Henrique Amorim,

Sou professora efetiva da Rede Estadual de Ensino de São Paulo, da Diretoria de Guarulhos Sul. Como leitora assídua do DCM, CAF e de seus artigos, gostaria de sua atenção, para divulgar a violência sofrida pelos professores, fora do âmbito da criminalidade. Uma violência que, infelizmente, nem os próprios docentes percebem serem vítimas. Educação pública virou mercadoria de baixo valor, consequentemente, seus operários não precisam ser ouvidos ou bem remunerados, nem mesmo precisam de condições econômicas de profissionais de mesmo nível de formação. É constrangedor incentivar nossos alunos a estudar, dada essa situação.


Estou em greve, juntamente com milhares de professores da Rede Estadual de SP (efetivos, categorias A, B, Z), desde o dia 13/03/2015. No entanto, Geraldo Alckmin já escreveu o fim do que considera uma “novela”: o vilão sempre vence e sua imagem pública de bom gestor, fica ilesa no final.


Até a data de hoje, o Governador menospreza a greve, divulga incansavelmente meias verdades com pitadas de mentiras, repetidamente veiculadas pelos meios de comunicação que a escondem. Nem mesmo quando uma Avenida 23 de Maio é percorrida e bloqueada em sua extensão, por professores em plena quinta-feira, em véspera de feriado, no dia 02/04/15 por quase quatro horas do horário de pico na cidade!


Na última sexta-feira (10/04/15), ficamos por cerca de uma hora em frente ao Palácio dos Bandeirantes e, de lá, caminhamos até a Ponte Estaiada, com parada em frente à sede da Rede Globo. Um movimento que teve início às 14 horas e somente terminou por volta das 21! Mais uma vez, apenas uma nota de rodapé nos telejornais.


A divergência sobre a quantidade de manifestantes (eu que sempre estou entre eles, posso garantir que são milhares), certamente é cômica: “haja margem de erro”. Muitos ou poucos, não é a questão, o problema é o contrassenso. A quantidade de manifestantes contra o PT e o Governo Dilma não chega a 1% da população do país, no entanto, mereceu 24 horas de cobertura de toda a mídia no dia 15 de março e o fato de ter sido menor no último dia 12/04, continuou e continua a ter destaque e importância supervalorizada, além das pesquisas de opinião. Ah…As pesquisas de opinião… Será que o Governo Estadual aceitaria uma pesquisa de opinião entre todos os servidores? Poderia ser apenas entre professores, para não ser tão humilhante. Seria um bom desafio.


Na greve de 2010, alegavam que apenas 1% estava em greve. Hoje, para não admitirem 9%, afirmam que 91% dos docentes estão trabalhando “normalmente”. Essa normalidade consiste em escolas funcionando parcialmente, com alunos nos pátios, nas quadras, inspetores tomando conta de turmas, salas de várias turmas assistindo a filmes, professores eventuais se sujeitando a cobrir aulas de professores efetivos, além do assédio moral das Diretorias sobre Gestores das Unidades Escolares. E a imprensa? Visita escolas que estão “funcionando”, nunca as que estão 100% paralisadas.


O Governo sabe da dificuldade em articular, manter e estender uma greve por uma categoria que mal tem condições de fazer um fundo de greve, muito menos ficar sem salário. A divisão entre efetivos, contratados, temporários, estáveis e demais sopa de letras dificultam a união desses profissionais. Se algo não mudar isso sempre será uma novela com final feliz para o tão eficiente Governo tucano que sucateou as escolas públicas estaduais. Sem mencionar os reajustes no início de 2015 para dirigentes, gestores e demais “capitães do mato” espalhados por toda a rede. São “professores” afastados , fora do combate diário com alunos, exercendo cargos de confiança sob a ameaça permanente de serem “cessados”. Um capítulo à parte que também merece discussão.


Voltando aos fatos. O Governo de São Paulo não cumpre a jornada do piso ( Lei Federal 11738/2008,Art 2º § 4º, ardilosamente manipulada pela Resolução SE 8 de 19-01-2012 D.O.20/01/12 Executivo I ).


Todos os trabalhadores, possuem data-base para discussão de reajuste salarial, o professor, tem reajuste somente a gosto do governador. Apesar de março ser o mês de dissídio da categoria.


No Governo Serra, ficamos 4 anos sem reajuste salarial. No final do mandato, conquistamos uma composição em parcelas anuais: gratificações incorporadas ao salário base e reajuste parcial das perdas que sofremos nos últimos anos, que ficaram longe de recompor nossas perdas e não foram os 45% divulgados, já que mais de 15% desse valor, já recebíamos “por fora”. Com a Lei 1107/2010, houve um reajuste que absorveu toda essa Gratificação por Atividade de Magistério – GAM, que, de acordo com a Lei Complementar nº 977, de 06 de outubro de 2005, correspondia aos 15% da remuneração do profissional do Magistério e de acordo com o calendário aprovado, foi feito em 3 etapas anuais (2010/11/12), sendo que, a cada ano, até Julho de 2014, ou seja, em 4 anos houve uma diluição dos verdadeiros percentuais de reajuste que totalizaram cerca de 27%. Agora fica muito clara a perda do poder de compra após 8 anos. Não cobre a inflação acumulada, muito menos enaltece o discurso de que o Estado de São Paulo paga 26% acima do piso, percentual que chegava a 60% quando a Lei 11738 foi sancionada em 2008. Desde então, assistimos a perdas de condições de trabalho, perdas de direitos trabalhistas, perda da dignidade e do orgulho da profissão. Estamos adoecendo…


Estamos em greve pelo reajuste do ano corrente (já informado que será de 0%) e pela mudança dessa política de bonificações extremamente injusta (castigo para quem não atinge “metas” e esmola para quem supostamente as atinge, já que o critério não serve de parâmetro para considerar nem o mérito coletivo, nem individual das escolas). Além de ser escandalosamente desproporcional para cada profissional do quadro. O Governo alega que há provas anuais (LC 1143/11) para aumentar o salário por “mérito”, prova que é realizada anualmente, mas permitida a cada docente, com interstícios de 4, 5 e até 6 anos com uma série de restrições impeditivas que nem sempre dependem da vontade do servidor, como estar alocado em uma mesma unidade por mais de 3 anos ou estar em efetivo exercício em data-base. Isso não depende da vontade de um professor contratado, pois ele é obrigado a dar aulas onde há aulas a serem atribuídas. Com o fechamento de salas, até professores efetivos terão esse problema.


A prova consiste em obter uma média entre prova objetiva e prova dissertativa, porém, os critérios de correção das provas dissertativas não são transparentes e expostas. Em 2014, os recursos não foram respondidos, foram simplesmente “indeferidos por serem improcedentes”. Professores muito bem avaliados nas faixas iniciais não “souberam escrever” em 2014, não mereceram a promoção. Isso, no mínimo, é questionável. Há inúmeros casos de médias da faixa III para a faixa IV não atingidas por décimos (A média precisa ser de 7 inteiros para faixa IV a maior desde a implantação. O arquivo com as notas de todos os candidatos foi disponibilizada no site da Vunesp e baixada por vários candidatos, antes de, misteriosamente, ter ficado indisponível por alguns dias.


Para concluir, o Estado “varreu” os milhares de alunos “evadidos” de seu sistema, o que possibilitou o fechamento de salas em todas as escolas da Rede. Pergunta: onde estão esses alunos? Morreram? Evaporaram? Vamos fingir que não existem? Ou simplesmente esperar que comecem a aparecer nas listas dos presos ou “apreendidos”? Ninguém é responsável por esses menores? Isso é muito grave.


Se realmente queremos uma sociedade de pessoas que tenham condições de escolher como desejam viver, precisamos nos preocupar com a qualidade da formação de nossos jovens e futuro professores. Um professor precisa de boa formação, tempo para estudar, vivenciar, ter acesso à cultura e aos avanços tecnológicos. Para quem trabalha os três períodos, muitas vezes em mais de uma Unidade e com as condições atuais, nem que seja vocacionado para a caridade. Faltam​-lhe saúde e forças para não arrefecer e sucumbir aos males desse círculo perverso.


No desejo de ser ouvida, subscrevo-me.


Atenciosamente,
Professora Fátima Mayumi Ioneda Hatano

Do Conversa Afiada

http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2015/04/14/o-desabafo-de-uma-professora-da-sp-tucana%E2%80%8B/#.VS3rQpRQcV8.facebook

domingo, 2 de novembro de 2014

Mais uma agressão fascista a eleitor de Dilma




Aproveitava o sábado em Brasília, onde estou morando desde o início do ano. Estava com a família, e resolvemos dar um passeio  após o almoço. 
Quando estávamos na Esplanada dos Ministérios (ao lado do ministério do Planejamento, aproximadamente) passamos ao lado de uma manifestação Pró-Aécio, Fora PT, Fora Dilma ou qualquer outra "causa", que não me interessa saber. 
Quando estávamos ao lado do trio elétrico, já começamos a ouvir os tradicionais elogios: "ladrão, petralha, mensaleiro", e ver as diversas madames que lá também estavam, aplaudindo o escândalo bizarro. Meu carro tem adesivos da Dima e do PT.
Nosso carro foi então cercado por uma turba de vândalos que começaram a bater com bandeiras, tapas e chutes na lataria e nos vidros. Minha filha, de apenas seis anos de idade, minha esposa e sogra, que me acompanhavam, já começavam a ficar desesperadas. De repente, algo rígido foi lançado violentamente no vidro, que estourou com o impacto, estilhaçou, e cortou o braço de minha esposa.
Isso tudo acompanhado de perto por PMs, que faziam a "proteção" dos manifestantes e que, mesmo após os meus pedidos de ajuda, não só ignoraram-no solenemente, como apenas me mostraram um papelzinho dizendo que eles, os manifestantes, pediram autorização para o "evento", e que a eles, policiais, só cabia fazer a proteção. Nem ao menos falaram ao rádio sobre as características dos marginais que fizeram isso no meu veículo e, principalmente e mais revoltante, com a minha família.
Sai do local e dirigi-me à 5º DP (ao lado do Estádio Mané Garrincha), onde fiz a ocorrência. Nesse domingo, levarei meu carro para a perícia. 
Tratava-se de um evento com organizadores conhecidos que, do alto do trio, estimulavam o ódio. Por exemplo, segundo o Correio Braziliense


o candidato derrotado a deputado Matheus Sathler.
No local também havia representantes da imprensa que inclusive tiraram fotos quando o carro foi cercado e depois quando foi vandalizado. 

Não podemos deixar que isso continue assim.
Esses fascistas não passarão.

Antonio Felipe Gonçalves, usuário do Facebook, agora amigo do blog Mastrandea

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Alckmin gasta mais com propaganda do que com educação e segurança




Governo de SP gastou mais com publicidade do que com educação e segurança


Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento
O governo do Estado de São Paulo gastou em 2013 com publicidade R$ 238 milhões, segundo o portal Transparência. Este valor é duas vezes o total pago em investimentos na Secretaria de Educação do Estado (R$ 110 milhões). É mais do que os investimentos pagos, somados, nas secretarias de educação e segurança (R$ 108 milhões). Os valores não estão corrigidos. A Liderança do PT na Assembleia paulista encaminhará hoje ao secretário da Casa Civil, Edson Aparecido, pedido de informações sobre os critérios utilizados para a distribuição de recursos da publicidade oficial. O maior gasto foi justamente na Casa Civil: R$ 191 milhões. Segundo os números do PT, as despesas de publicidade do governo cresceram 141%, entre 2011 e 2013, saltando de R$ 99 milhões para R$ 238 milhões.
Nessa conta não estão incluídas os gastos de empresas independentes, como o Metrô, a Sabesp e a Dersa. O líder petista Luiz Cláudio Marcolino quer saber quem são os destinatários desses recursos, desde 2007, e se houve gastos de publicidade em publicações de circulação nacional. Pedidos de informações serão encaminhados também para o Metrô, Sabesp, Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos. Em 2005, no terceiro ano da gestão anterior de Alckmin, foram gastos com publicidade R$ 67,5 milhões. No terceiro ano agora, houve um acréscimo de R$ 176 milhões. “Os gastos nada mais são do que uma tentativa de sobreviver a uma avaliação negativa da gestão pública”, diz Luiz Marcolino, líder do PT na Assembleia.

Professor aponta o poder das agências

Especialista em finanças públicas, o professor da Universidade de São Paulo (USP) Adriano Biava diz que o critério de pagamento do governo estadual revela quais são as prioridades da gestão. “Fica claro que as empresas de comunicação e propaganda têm um alto poder de barganha, ainda mais se considerarmos que estamos dentro de um ano eleitoral”, diz. Ele destaca que a ordem para efetuar os pagamentos não é decidida com base em critérios técnicos. O que não é pago em um ano fica como restos a pagar para o período seguinte. Procurada, a assessoria de comunicação do Palácio dos Bandeirantes não quis comentar.

Colaboração do leitor RCWiseman