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sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Dilma desmente Globonews: Cabral apoiou Aécio





Em nota à imprensa, a ex-presidente Dilma Rousseff desmentiu nesta quinta-feira, 17, a informação veiculada no canal GloboNews de que o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, teria apoiado sua campanha a reeleição em 2014.
Dilma disse que ele jamais foi seu aliado já que apoiou Aécio Neves e orientou seus liderados no PMDB a votarem favor do seu afastamento da Presidência da República.
Sérgio Cabral foi preso pela Polícia Federal na operação Calicute. Ele é acusado de receber propinas mensais entre R$ 200 mil e R$ 500 mil de empreiteiras, entre 2007 e 2014, com contatos no governo do estado. Prejuízos poder chegar a cerca de R$ 224 milhões.
Leia a nota:
"NOTA À IMPRENSA
Diferentemente do que informa a Globonews, ao longo de sua programação nesta quinta-feira, 17 de novembro, a respeito da "aliança" entre o ex-governador Sérgio Cabral Filho e Dilma Rousseff, a assessoria de imprensa da ex-presidenta esclarece:
1. Sérgio Cabral Filho jamais foi aliado da ex-presidenta da República. Tanto é verdade que, nas eleições presidenciais, ele fez campanha para o principal adversário de Dilma nas eleições de 2014: o senador Aecio Neves (PSDB-MG).
2. Durante o processo de impeachment de Dilma Rousseff, Sérgio Cabral orientou seus liderados no PMDB a votarem favoravelmente ao afastamento dela da Presidência da República.
3. Estes são os fatos.
Assessoria de Imprensa
Dilma Rousseff"


Texto e foto do Brasil 247



http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/265888/Dilma-desmente-Globonews-Cabral-apoiou-A%C3%A9cio.htm

Dilma desmente Globonews: Cabral Apoiou Aécio





Em nota à imprensa, a ex-presidente Dilma Rousseff desmentiu nesta quinta-feira, 17, a informação veiculada no canal GloboNews de que o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, teria apoiado sua campanha a reeleição em 2014.
Dilma disse que ele jamais foi seu aliado já que apoiou Aécio Neves e orientou seus liderados no PMDB a votarem favor do seu afastamento da Presidência da República.
Sérgio Cabral foi preso pela Polícia Federal na operação Calicute. Ele é acusado de receber propinas mensais entre R$ 200 mil e R$ 500 mil de empreiteiras, entre 2007 e 2014, com contatos no governo do estado. Prejuízos poder chegar a cerca de R$ 224 milhões.
Leia a nota:
"NOTA À IMPRENSA
Diferentemente do que informa a Globonews, ao longo de sua programação nesta quinta-feira, 17 de novembro, a respeito da "aliança" entre o ex-governador Sérgio Cabral Filho e Dilma Rousseff, a assessoria de imprensa da ex-presidenta esclarece:
1. Sérgio Cabral Filho jamais foi aliado da ex-presidenta da República. Tanto é verdade que, nas eleições presidenciais, ele fez campanha para o principal adversário de Dilma nas eleições de 2014: o senador Aecio Neves (PSDB-MG).
2. Durante o processo de impeachment de Dilma Rousseff, Sérgio Cabral orientou seus liderados no PMDB a votarem favoravelmente ao afastamento dela da Presidência da República.
3. Estes são os fatos.
Assessoria de Imprensa
Dilma Rousseff"


Texto e foto do Brasil 247


http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/265888/Dilma-desmente-Globonews-Cabral-apoiou-A%C3%A9cio.htm

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Fernando Castilho: Poderíamos ser decentes, mas não somos





Após Dilma ter sido INOCENTADA pelo MPF, o Senado agora defende que ela deve ser afastada por uma abstração chamada ''conjunto da obra''.
Nessa caixinha cabe qualquer coisa que se queira colocar dentro dela, inclusive que ela é dentuça.


O motivo alegado pelo Congresso para o impeachment de Dilma foram as pedaladas fiscais.

Ninguém sabia o que era isso. Alguns pesquisaram e descobriram que não eram crimes. Outros se limitaram a repetir como papagaios o que a mídia e os deputados e senadores diziam e passaram a se manifestar como quem é dono da razão.

O tempo passou e os peritos que depuseram no Senado provaram que pedaladas não eram crimes.

O Ministério Público Federal se pronunciou e determinou que não foram cometidos crimes de responsabilidade. Dilma foi INOCENTADA, mas nem por isso o Supremo acabou com a palhaçada. .

Os que juravam de pés juntos que havia crimes se calaram. Mas nunca se envergonharam ou se arrependeram. Nunca admitiram que cometeram uma injustiça.

Agora o Senado encontrou outra forma para prosseguir com o impeachment.

Defende que Dilma deve ser afastada por uma abstração chamada ''conjunto da obra''.
Nessa caixinha cabe qualquer coisa que se queira colocar dentro dela, inclusive que ela é dentuça.

A condenação pelo ''conjunto da obra'' é totalmente inconstitucional pois a Carta Magna prevê que um presidente só pode sofrer impedimento caso haja comprovação de crimes de responsabilidade cometidos diretamente por ele. Não há.

Mas a casa encontrou um artifício para isso.

Agora os senadores alegam que o legislativo tem o direito de fazer um julgamento político.

Ora, se antes havia quem negasse, agora fica totalmente escancarado o golpe.
E esse golpe não é somente contra Dilma ou seu partido, mas sim contra a Democracia.
É muito chato mas é verdade. Se as pessoas que apoiam o golpe tivessem um mínimo de apreço pela Democracia tão duramente conquistada, já teriam parado o Brasil e restabelecido o governo.

Mas não. Democracia é um conceito vago e desprezível para elas.

Preferem ficar escondidinhas, morrendo de medo das medidas totalmente impopulares do vice golpista que as atingirão em cheio também.

Hanna Arendt disse que não há como condenar alguém por omissão, mas há que se lhe dar o desprezo.


Demos o desprezo, então.




Por Fernando Castilho


Texto e foto roubadas, como é praxe, do blog "Análise e          Opinião": http://bloganaliseeopiniao.blogspot.com.br/2016/07/poderiamos-ser-decentes-mas-nao-somos.html?spref=fb

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

"De repente, todo mundo aqui no Gigante Acordado é Charlie"




Por Pedro Munhoz, em seu Facebook

Começam a pulular por aqui as "análises" que comparam o atentado na França com a inglória, sangrenta e cruel perseguição (rysos) que a Califa Ibn Rousseff tem engendrado contra a liberdade de imprensa no Brasil.

De repente, todo mundo aqui no Gigante Acordado é Charlie. Mainardi, o enfant terrible de meia idade cuja função intelectual é desfilar impropérios rococós contra o Partido dos Trabalhadores lá em Veneza, transmutou-se em Charlie.

Felipe Moura Brasil, colunista de Veja e editor daquele livro do Mestre Olavo sobre ser um idiota também é Charlie. La Sheherazade, musa do senso comum, campeã do cristianismo de várzea e rainha dos comentaristas de portais de notícia, adivinhem! também é Charlie.


Não vi se o Constantino foi declarado Charlie ou não, mas tenho certeza que ele é Charlie. Gentilli é Charlie, Lobão é Charlie, somos todos Charlie.

Nesse país onde a presidenta, pessoalmente, sai por aí disparando tiros de Kalishnikov contra todos que a criticam; onde as pessoas não ousam criticar o PT por medo da morte; onde as redes de televisão foram alvo de atentados a bomba por parte de militantes petistas mascarados, se você não for Charlie, meu amigo, você está contra o Charlie.

Agora, peço a licença dos meus amigos Charlies para assistir um pouquinho de Globonews, enquanto eu me indigno com a falta de liberdade de expressão em meu país. 

Pela atenção, obrigado.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Um vídeo para seu amigo coxinha


Mostre este vídeo ao seu amigo coxinha que acha que negro tem que ser  jogador de futebol ou pagodeiro e que, reiteradamente, repete o mantra : "As cotas são uma medida racista".
É sabido que um cão absorve melhor ensinamentos, pois o animal não "tecla nas redes", nem vê Jornal Nacional - só chega perto da Veja para cagar - mas, não custa nada tentar!




sexta-feira, 6 de junho de 2014

O problema não é o Brasil. É você!

(Charge de Vitor Teixeira)


Quem não quiser tentar entender os problemas, trocar ideias sobre como solucioná-los, contribuir com organizações engajadas, criar ou participar de campanhas de conscientização, e procurar votar em políticos empenhados, que pelo menos pare de encher o saco com reducionismos pessimistas e superficiais

"Só no Brasil": A apatia mental e a lógica reducionista que deseduca


Toda vez que um assunto polêmico surge na mídia, viraliza nas redes sociais e chega às rodas de amigos, reuniões de família e mesas de bar, começam a pipocar, por toda parte, juízos de valor genéricos a respeito “do Brasil” e “do povo brasileiro”.

Essas “análises”, que estão em alta no atual momento pré-Copa, costumam ser, mais especificamente, materializadas na forma de chavões babacas mais antigos que a minha avó: são os famosos “só no Brasil”, “isso é Brasil!”, e, ainda, o clássico e meu preferido “o problema é a cabeça do brasileiro” (que também pode aparecer na carinhosa versão “o povo brasileiro é burro”).

Leia também: Fascismo à brasileira

Que a internet e os círculos sociais estão recheados de ideias idiotas, preconceituosas e desprovidas de qualquer senso lógico ou nexo com a realidade não é novidade. O problema aqui é que as pérolas pertencentes à categoria “Brasil é uma merda porque é uma merda, e eu não tenho nada a ver com isso” não vêm sendo enquadradas como apatia mental, como deveriam, mas como demonstração de revolta consciente e politizada “contra tudo que está aí”. Um quarto dos brasileiros acha que uma mulher de shortinho merece ser estuprada? “Isso é Brasil!”. A Petrobrás fez um mau negócio em Pasadena? “Brasil, né?”. Algumas obras da Copa do Mundo atrasaram? “Só no Brasil mesmo!”.

Não. Não. E não. Na verdade, esse tipo de pensamento vazio, reducionista e arrogante empobrece o debate dos problemas que estão por detrás dos acontecimentos (que acabam sendo levianamente rotulados como “coisa do Brasil”), além de estimular e legitimar uma atitude resignada e egoísta ao melhor (ou pior) estilo Pôncio Pilatos (“lavo minhas mãos, porque a merda já estava feita quando eu cheguei aqui”).
“Só no Brasil”? Não.

Em primeiro lugar, vale uma pesquisa prévia a respeito do assunto sobre o qual se está emitindo opinião: será mesmo que o Brasil é o único país a enfrentar esse problema específico que você conheceu superficialmente através do link que seu amigo compartilhou no Facebook? Pode ter certeza que, em 99% dos casos, a gente carrega o fardo junto com mais algumas dezenas de países (se não com todas as nações do planeta), ainda que ele pese mais ou menos conforme o caso.

E não estamos falando apenas de países considerados “mais atrasados” e “menos civilizados” que o Brasil. Tem corrupção na Europa, os Estados Unidos mal possuem um sistema público de saúde, o racismo segue forte em diversos países “desenvolvidos”, e a Inglaterra é descaradamente sexista. Por isso, antes de iniciar um festival de ignorância, babar ovo de gringo gratuitamente e resumir seu discurso a uma frase despolitizada como essa, lembre-se que o Google está a apenas um clique. Caso contrário, você corre o risco de continuar contribuindo para que 40% dos nascidos no Brasil prefiram ter outra nacionalidade (apesar de o Brasil ser sonho de consumo internacionalmente).
Se “isso é Brasil”, então “isso” é você também.

Dou a qualquer um o direito de achar o Brasil uma merda monumental e sem precedentes, desde que admita ser uma merda de pessoa também. Assim, quando alguém disser “o Brasil é um lixo” ou “o povo brasileiro é burro”, na verdade estará dizendo “eu sou um lixo” e “eu sou burro”. Combinado? Porque, caros amigos niilistas radicais, é estranhamente conveniente excluir-se, deliberadamente, do conjunto de brasileiros, negando a própria cultura e origem, bem na hora em que “a coisa aperta”, não é?

As expressões “isso é Brasil” ou “esse é o povo brasileiro” não são, portanto, apenas generalizantes e reducionistas, mas também um tanto arrogantes. Quem as profere se julga acima dos defeitos da sociedade brasileira, e é incapaz de perceber que suas próprias convicções, ideias e preconceitos são na verdade um reflexo das características e problemas da sociedade brasileira como um todo.

Nem é preciso nem dizer que esse tipo de perspectiva segregatória, em que o locutor se coloca em posição imparcial e de superioridade em relação ao restante da população, gera verdadeiros fenômenos de cegueira coletiva. Um exemplo clássico é a inabilidade de algumas pessoas em enxergar o próprio racismo, o que popularizou expressões como “não sou racista, mas…”, culminando com a negação da existência de racismo no Brasil por determinadas “correntes ideológicas”.

Então, antes que comecemos a negar outros “ismos” por aí (o que, a bem da verdade, já acontece), vamos parar de subir em pedestais imaginários e nos colocar em nossos devidos lugares: na arquibancada junto com o resto do povão e toda a torcida do Flamengo.
Se “isso é Brasil”, repetir esse chavão não vai mudar nada (talvez só pra pior).

Imagine a seguinte situação hipotética: um sujeito dito “politizado” está surfando na rede, checando o feed de notícias do Facebook, dando um rolê pelo Twitter e teclando no WhatsApp, quando, casualmente, se depara com uma notícia revoltante (sabemos que a internet está cheia delas). Indignado com a situação ultrajante da qual acaba de tomar conhecimento, nosso amigo resolve mostrar toda a sua revolta por meio de um comentário impactante no perfil de quem, muito sagazmente, compartilhou aquela notícia chocante com ele. “Fazer o que, né, colega? Isso é o país em que vivemos. Viva o Bra-ziu!”.

Satisfeito com sua contribuição, o internauta bem informado segue para os próximos “hits do dia” nas redes sociais, afinal, “isso é Brasil” — não tem jeito. E ele, pessoa politizada e, portanto, ciente do “beco sem saída” que é o nosso país, nem vai se dar ao trabalho de pensar sobre o assunto (e muito menos fazer algo a respeito), uma vez que essa nação é feita de pessoas naturalmente incompetentes e políticos naturalmente corruptos. Confere? Não confere. Na verdade, cidadão politizado, o problema, neste cenário, não é o Brasil. É você.

Quando um indivíduo, ao deparar-se com determinado problema que considera sério, resume seu pensamento e manifestação à depreciação verbal genérica e gratuita de seu país, só podemos concluir que ele atingiu um nível sobre-humano de apatia mental e social. Além de não agir para mudar a situação que o indignou, contribui para difundir um clima negativo, conformista e preguiçoso por onde passa, contagiando outras pessoas com a ideia deturpada de que é impossível mudar as coisas para melhor (ou que simplesmente não vale a pena), porque “o povo brasileiro é assim mesmo”.

Resumo da ópera: quem não quiser realmente tentar entender o problema, trocar ideias sobre como solucioná-lo, contribuir com organizações e movimentos sociais envolvidos no assunto, criar ou participar de campanhas de conscientização, e procurar votar em políticos empenhados na causa em questão, que pelo menos pare de encher o saco com reducionismos pessimistas e burros. A esfera pública agradece.
“Isso é Brasil” agora, mas pode mudar. E depende de você também.

Imaginem se, há 30, 40 anos atrás, quando ainda vivíamos uma ditadura, todos pensassem que o “Brasil é assim mesmo”, que “somos um povo submisso que só funciona na ‘base da porrada’”? Imaginem se a população tivesse desistido de exigir a redemocratização, e se resignado, limitando-se a comentar com seus conhecidos, em cafés e restaurantes, que “aquilo era o Brasil”. Foi porque as pessoas não se conformaram com o que o Brasil era ou parecia ser que hoje nós vivemos uma democracia plena, onde todos podem se manifestar da forma que julgam melhor (até de forma superficial e não construtiva, como a que estamos tratando neste texto).

O direito à liberdade de pensamento e expressão é indiscutível, e o que deixo aqui é apenas um humilde conselho: vamos usar essas prerrogativas de verdade. Para debater, e não para cair em chavões limitados e vazios de que o país é uma porcaria generalizada, pior que qualquer outro, que nosso povo é burro e corrupto, que estamos no fundo poço e nunca sairemos dele, e que é impossível mudar a realidade em que vivemos. Isso não quer dizer, de forma alguma, que devemos fugir dos problemas ou nos conformarmos com o que já foi conquistado, pois ainda existem inúmeros desafios a serem superados nesse Brasil continental. Se “isso” é mesmo o Brasil, a mudança só depende de nós.

Por Priscila Silva no "Pragmatismo Político

http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/05/o-problema-nao-e-o-brasil-e-voce.html