quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

POLÍTICA - José Serra vem aí?


Do blog do Ricardo Kotscho.

José Serra vem aí? É a volta da velha novela


Não deu outra. Sai eleição, entra eleição, a velha novela se repete com o mesmo suspense: José Serra vai ou não vai ser o candidato tucano?

Pode ser eleição municipal, estadual ou presidencial, não importa. O eterno candidato sempre começa dizendo que não quer, ainda não sabe o que fazer, pede um tempo para decidir, comunica "oficialmente" que não será, depois aceita conversar, e assim vai deixando os tucanos cada vez mais agoniados.

Desta vez, não foi diferente. Depois que Serra recusou a candidatura, o PSDB decidiu marcar prévias para o dia 4 de março, com quatro pré-candidatos que estão em campanha há seis meses, mas um fato novo fez Serra desistir de desistir da candidatura a prefeito para ir à luta novamente.

O fato novo chama-se Gilberto Kassab, até outro dia seu protegido e fiel aliado, que resolveu pular a cerca e, diante da indecisão dos tucanos, começar um namoro firme do PSD com o ultra-inimigo PT.

Com isso, o prefeito, que não tem candidato viável e está no fundo do buraco em termos de popularidade, conseguiu rachar os dois maiores partidos da cidade. Metade do PT não quer esta aliança com o PSD de Kassab e metade do PSDB insiste nas prévias que, obviamente, Serra não quer.

Para se ter uma ideia do reboliço causado por Kassab na campanha eleitoral paulistana, a notícia de que Serra aceitaria ir para o sacrifício para tirá-lo do colo dos petistas, rachou a direção tucana já na segunda-feira.

"Há chances concretas de Serra ser candidato", proclamou o presidente municipal do PSDB, Julio Semeghini, confirmando o noticiário de que José Serra vem aí novamente.

"Acabar com as prévias agora é assinar o atestado de óbito do PSDB. Mesmo que os quatro pré-candidatos desistam, ainda assim ficaremos numa espécie de UTI", respondeu o presidente estadual, Pedro Tobias.

Entre os dois, postou-se em cima do muro o governador Geraldo Alckmin, que passou a bola para Serra. "Se ele quiser ser, é um ótimo candidato. Essa é uma decisão pessoal do Serra que nós devemos aguardar".

O problema é que nenhum dos quatro pré-candidatos deu sinais de que pretende abrir mão das prévias deixando o caminho livre para Serra, como ele impôs ao governador Geraldo Alckmin como pré-condição para aceitar a candidatura.

"As prévias são irreversíveis, estão aí, e sou pré-candidato. Espero ganhar. O Serra se inscreve e segue o procedimento", avisou José Anibal, secretário de de Energia do governo do Estado.

"Vou até o fim", anunciou o deputado Ricardo Tripoli. Até o serrista Andrea Matarazzo não parece disposto a abrir mão da pré-candidatura: "Ele tem dito que não é candidato, mas as coisas não são fixas. Precisa ver o que ele decide, o que o governador decide e o que o partido decide". Só o alckmista Bruno Covas não disse nada.



A aproximação de Kassab com o PT deixou José Serra numa encruzilhada diante de três hipóteses, nenhuma delas boa para seus planos de uma nova candidaturta presidencial em 2014:

# Se sair candidato a prefeito, e ganhar, não poderá deixar o cargo de novo, no meio do mandato, como já fez em 2010.

# Se perder, não terá condições políticas nem ânimo para se candidatar a mais nada, só lhe restando encerrar melancolicamente a carreira.

# Se ficar sem mandato até 2014, corre o risco de sumir do cenário fazendo política só pelo twitter, cada vez mais isolado no partido.

Desde o início desta nova fase da velha novela, Gilberto Kassab deixou bem claro para todos que só não faria a aliança com o PT de Lula se Serra fosse o candidato do PSDB _ na certeza de que o amigo não seria candidato.

E agora? Como fica o prefeito? Ao ser perguntado sobre a possível candidatura Serra, ele disse que ficaria numa situação "desconfortável".

Mais do que isso, Kassab não poderá ficar eternamente jogando dos dois lados. A brincadeira tem prazo para acabar. Lula já anunciou que quer antecipar a aliança com o PSD para março.

Também de olho em 2014, Serra agora tem pressa. Em conversa com tucanos, segundo o noticiário da "Folha", Serra avaliou que seria "um desastre" para qualquer projeto político do PSDB uma aliança entre o PT e o PSD.

Ou seja, para evitar o desastre tucano, só tem um jeito de segurar Kassab: se Serra for o candidato a prefeito.

Ainda outro dia escrevi aqui que esta campanha eleitoral em São Paulo promete fortes emoções. Não percam os próximos capítulos. Estamos só no começo.



Sem autorização, retirado do Blog de um sem-mídia:




por Mastrandea



segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

À MÃO ARMADA



"Com o piso nacional, o peso da ameaça de greve não virá de uma polícia, em um Estado, mas de todo o país", afirma Jânio de Freitas, jornalista, em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, 12-02-2012.


Eis o artigo.



A decisão das polícias civis de 22 Estados, de greve simultânea se a Câmara não aprovar logo o projeto chamado de PEC-300, clareia a situação em que o país está desde o primeiro brado na onda de greves com arma na mão. Nada menos do que isto: para fazer felizes os policiais e os bombeiros, é preciso que o Congresso aprove e o governo aplique uma deformação ao sistema constitucional e ao regime político. Sem que a população nem sequer faça ideia do que se esconde sob a sigla PEC-300.



Ainda que a maioria também não saiba, o nome deste país é República Federativa do Brasil. Trata-se de uma Federação, portanto. Ou seja, em termos bem simplificados, uma associação política e econômica de Estados dotados de autonomia administrativa e de um governo central, regidos e limitados todos por uma Constituição Federal, de toda a Federação.



Polícias militares, polícias civis e corpos de bombeiros levam todos o nome do Estado a que pertencem e em que têm jurisdição -Polícia Civil do Estado tal, e seguem os demais. Essas entidades integram a estrutura de administração sobre a qual os Estados têm autonomia. São de decisão estadual uniformes, contingentes, localizações, e outros muitos quesitos. Entre os outros: vencimentos. Como servidores estaduais que aquelas entidades são.



A PEC-300 - proposta de emenda constitucional nº 300 - contém a criação de um piso idêntico, em todo o país, para os vencimentos das polícias e dos bombeiros. Como se fossem da estrutura administrativa federal. À primeira vista, não faz diferença para as polícias e os bombeiros que criaram e propagam a onda de greve e ameaças. A medida seria em benefício, acima de tudo, dos seus colegas de Estados com vencimentos piores.



Há mais do que isso, porém. O vencimento nacional é um fator de força inimaginável. A cada pretensão de melhoria, o peso da ameaça de greve não virá de uma polícia, em um Estado. Cobrirá, de cima a baixo, todo o país. A mera ideia de que as polícias militar e civil e os bombeiros podem abandonar a população em todo o país é, para um lado, uma percepção de força incalculável e, para o outro -os governos e a população- um calafrio de terror. Ainda mais com a confiança que as PMs infiltradas têm demonstrado merecer.



Apesar disso, a PEC-300 é tratada como se relativa apenas ao equilíbrio nacional de vencimentos. Pois bem, também por aí, ou sobretudo por aí, a proposta tem má direção. Seu resultado seria a amputação de atribuições estaduais próprias da autonomia no sistema de Federação. Logo, transgressão a um princípio tão essencial da Constituição, que foi elevado ao próprio nome do país.



Um dos problemas mais graves e menos considerados do Brasil é o descaso com seu regime de Federação. A centralização sem limites no governo federal assume tudo, dirige tudo, apropria-se de tudo, oprime tudo, e arrecada tudo.



Com tamanha deformação, os Estados estão reduzidos a pedintes, incapazes de impedir a evasão dos frutos de sua riqueza natural, incapazes de fazer uma pequena ponte ou umas quantas casinhas sem receber a benesse federal, incapazes de ser o que a Constituição diz que são.



E a PEC-300, tocada pela originalidade de greves à mão armada, ainda quer mais deformação.



Roubado do Blog de um sem-mídia:




http://blogdeumsem-mdia.blogspot.com/

por Mastrandea

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Professor Hariovaldo : Ode a José Serra

By 

Mestre Professor Hariovaldo e confrades,
No final do ano passado recebi, pelo MSN do além,  mensagem  do grande cordelista Patativa do Assaré homenageando o Presidente Molusco que saia. Recebi,  agora, uma homenagem ao grande José Serra, O Ungido  para a Prefeitura de São Paulo este ano.


ODE A JOSÉ SERRA




Desde os tempos dos Faraós
Surgiu a figura impoluta
Daquele que desataria os nós
Desta república corrupta
Seu nome é Dom José Chirico
Nascido e criado na Mooca
Instruído por Frei Francisco
E pela professora Maroca

SAPO cACOViveu uma infância feliz
Nas ruas e várzea local
E como todo pequeno petiz
no futebol era craque e o tal

 No mercado seu pai trabalhava
E isso todos se recordam:
Do pequeno Zé que o ajudava
A carregar caixa de fruta madura:
banana, uva, manga e mangava
pepino, alface e toda a verdura
Mas sempre que podia, o Zezinho
Tinha um hábito de candura
gostava de ler livros de todo tipo
encadernados ou de brochura
Geografia, álgebra, filatelia
matemática, português, filosofia
Jornal, almanaque, gibi, revista
Até bula de drogaria.

SerritoAdolescente resolveu na “facul” entrar
E na faculdade era figura de destaque
Logo para líder resolveu se candidatar
E ganhou fácil, pois era bom orador
Desses que tem o poder de manipular
E sabe como ninguém ser bom ator
Foi líder estudantil de esquerda
E essa foi sua desdita e desgraça
Pois queriam seu corpo e sua cabeça
Naqueles tempos negros, de perda
De medo, desconfiança e ameaça
E para o estrangeiro fugiu
Somente com a roupa do corpo
Pois se ficasse no Brasil
Perigava ser preso ou morto

Chileno amigoPara o Chile se mudou à socapa
E nesse país resolveu se estabelecer
Pois ali parecia ser local democrata
Não havia prisões, bom para viver
Seu presidente eleito era comunista
Assim comunista era todo o poder
Mas essa condição era mal vista
Pelos irmãos da nação do norte
E sem que ninguém desse conta
O Estado ficou refém da sorte
E tomou posse Pinochet, o general
Depois de um banho de sangue atroz
Morreram muitos irmãos no final
Pais, filhos, sobrinhos tios e avós
E aquela nação, antes vermelha
Teve que aguentar uma Ditadura
De direita, por sinal, triste destino
Pro povo sobrou cana e rapadura
cacete na sola do pé e chute no intestino

Las ninasNovo governo, gorilas no poder
Serra temeu ser ao estádio levado
Pois já estava a notícia a correr
Que ali vermelho era torturado
Não só isso, mas era ainda pior
Eram alinhados nos alambrados
E naquela cena de morte e dor
Eram sem dó abatidos e fuzilados

Adios muchachosSem perder mais nem um minuto
Serra juntou o pouco que havia ganho
Saiu do país dominado pelo bruto
E para o Brasil, sua terra de antanho
chegou, já com prestígio e líder de fato
Pois a ditadura daqui havia amolecido
E no MDB, que era oposição de fachada
Fincou pé e foi muito bem acolhido
E dali partir para ser figura destacada

SoturnoDo MDB já como PMDB resolveu cair fora
Pois o seu projeto de poder era muito maior
E na antiga sigla espaço ninguém lhe dava
As eleições majoritárias lhe negaram, e pior
Teria que esperar sua vez, e não se destacava
Se ali ficasse, seria, vejam só, um mero vereador

Junto com figuras célebres, cultas e de valia
fundou o partido da ave colorida e bicuda
Pois esse partido de concordância e harmonia
Pro seu sonho de poder é terra fértil e fecunda
Mas não contava que outro, esse desejo nutria
FHC, o príncipe, na cadeira sentaria a bunda
E lá ficou por oito anos, o filho de uma ……….
Nem Serra nem Covas, oh sorte maledeta!
Para a presidência, nem uma vezinha, sobraria


Another manMas o grande almirante não desistiria
Seu sonho o levaria a píncaros do sol
E por três vezes a presidência tentaria
Afinal, não foi assim com ele: o Farol?
Mas pelo caminho um molusco aparecia
E com Lula seus sonhos findaram no atol

BolinoE mesmo com uma mulher, frágil e filha de Eva
A eleição que tava no papo, no primeiro turno
mostrou que os sonhos são ilusão como de erva
Mas não se contentou a levar no fundilho o coturno
Perdeu a eleição e a honra, permanecendo na treva
Graças a um mineirinho traira, boêmio e noturno

Mas não tem nada não, a vida derruba, dá volta e ensina
A prefeitura de São Paulo é minha e está a disposição
Essa eu levo, ninguém tasca e ainda vou sair por cima
E ainda darei uma banana para os petelhos da oposição

Salve Serra!




http://www.hariovaldo.com.br/site/2012/02/12/ode-a-jose-serra/




por Mastrandea

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Gilson Caroni Filho: O fascismo dos meninos do Rio


Na década de 80, Lula, ainda deputado, previa: "A classe média se trancará, em futuro próximo, em condomínios, com medo dos pobres". Agora, é o ódio.


O que há em comum entre uma moradora de rua agredida a socos e pontapés no Leblon, zona sul do Rio de Janeiro, por três homens de classe média que a acusam de quebrar o retrovisor do carro e Vítor Suarez da Cunha, jovem estudante brutalmente espancado ao tentar proteger um mendigo que apanhava de cinco delinquentes no bairro Jardim Guanabara, na Ilha do Governador? Ambos foram vítimas de um estrato social que tem como traço ideológico funesto a recusa da cidadania.

Por Gilson Caroni Filho


Em menos de uma semana, a violência de um segmento incapaz de distinguir o público e o privado, que tem na venalidade uma de suas marcas, que trata a rua como prolongamento da casa e do quintal, desconhece direitos sociais e políticos, menospreza a condição humana dos que não pertencem à sua geografia social, reiterou, em pontos do estado do Rio de Janeiro, o caráter fascista que lhe é inerente.

Para eles, a liberdade se reduz ao ato de escolher entre várias marcas do mesmo produto e a felicidade é o fim de semana em família esvaziando shopping centers, o consumo do Natal e o réveillon em uma boate ”superluxo”. A protegê-los, vigias, olhos eletrônicos, cães de guarda, grupos de extermínio e a polícia violenta que conhecemos, protetora de “gente de bem”. Quando se lançam em busca das ilusões perdidas, dão início a uma busca feroz, mostrando uma força ideológica assustadora.

Num tempo em que pessoas têm sua condição humana aviltada, morrendo como moscas, fatos como estes não podem, após algum tempo de exposição midiática, provocar, no máximo, bocejos. É preciso deixar de contentarmo-nos em sobreviver, de acreditar que “com a gente não acontece” ou, o que é pior, fazer da vítima o culpado. Recusar a indiferença, persistindo em chamar de acidente uma rotina de mortes e de mutilações, conhecida, anunciada e burocraticamente executada cotidianamente. Nas ruas do Leblon e do Jardim Guanabara, o que aconteceu foi um fato político. E como tal precisa ser combatido.

Como classificar o comportamento dos fascistas de “boa aparência”? Perversão? É pouco. Isto é sordidez, abjeção, cegueira de valores. Mais ainda: é sintoma de uma cultura que faz da sarjeta sua medida moral e que, pouco a pouco, destrói um legado histórico, construído com sacrifício de homens, de povos e de nações. O que está em jogo é a consciência de que a vida é um bem, cuja posse não temos o direito de negar a quem quer que seja. O que estamos esperando? Que a lei da oferta e da procura regule o mercado de massacres e extermínios?

A punição exemplar dos agressores, “gente de boa cepa”, é fundamental para que não continuemos a ser uma sociedade moralmente idiotizada. A barbárie não pode continuar satisfazendo o apetite de quem faz do riso cínico a única saída para a impotência e a covardia. Os fascistas têm que saber que já não contam com o “jeitinho brasileiro” de lidar com o direito à vida e a dignidade física e moral de cada um. Do contrário, a certeza da impunidade continuará ampliando a lista de vítimas. Em um país democrático, não se confunde desejo de justiça com direito de vingança.

Vítor Suarez da Cunha, o jovem de 21 anos, que teve 63 pinos implantados no rosto, deu uma magnífica lição de vida, de solidariedade humana. Muitos escreverão sobre sua atitude, mas nenhum texto será capaz de traduzir sua coragem, seu amor ao próximo, sua consciência de cidadania. Ao afirmar que “faria tudo de novo se preciso fosse”, torna-se um símbolo de que a luta política não só é possível como conta com bons combatentes.

*Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista do Vermelho, da Carta Maior e colaborador do Jornal do Brasil


Extraído do sempre atualizado blog Oni Presente:




por Mastrandéa

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Homem bom é homenageado em poema épico


E agora?E  agora José ?
A farsa acabou
O apagão chegou
A grana esquentou
E agora José ?
E agora , você ?
Você que é contribuinte e trabalhador ,
Que faz a riqueza de outros ,
Que vota e não é representado ,
Você que twita e esperneia ,
Que ama e protesta ,
E agora José ?
Está sem o aborto ,
Está sem as bolinhas de papel ,
Está sem bandeiras ,
Já não pode mentir ,
Já não pode proibir os fumantes ,
Contar com o silencio da internet livre não pode ,
A noite caribenha esfriou ,
O dia da impunidade não veio ,
O bonde da privatização descarrilhou ,
Não veio uma nova bolinha de papel ,
E tudo acabou ,
Ricardo Sergio fugiu ,
Álvaro Dias silenciou ,
FHC para Paris zarpou ,

E agora José ?
Sua fina lábia ,
Seu instante de defensor da moral e da família ,
Suas obras grandiosas , seus dossiês , suas contas escondidas ,
Seus ternos caros , suas fanfarronices ,
Seu ódio aos blogueiros sujos e jornalistas inconvenientes-e agora José ?
Com a chave na mão ,
quer abrir a porta do partido ,
não existe partido ,
quer morrer no mar , más no mar a Chevron está a pique ,
quer ir para Minas ,
más Minas tem dono .
Solito
José , e agora ?
Se você gritasse ,
Se você gemesse ,
Se você tocasse
A valsa do adeus ,
Se você dormisse ,
Se você cansasse ,
Se você morresse…
Mas você não morre (nem com mil bolhinhas de papel ) ,
Você é duro José !
Sozinho na sua mansão
Qual bicho do esgoto , sem álibi , sem parede de jornalistas
Para se encostar ,
Sem cavalo branco ( de “dos’corgos )
Que fuja a galope ,
Você marcha , José !
José , pra onde ?




Extraído do hilário blog do Professor Hariovaldo: 


http://www.hariovaldo.com.br/site/2012/01/08/homem-bom-e-homenageado-em-poema-epico/


por Mastrandea

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

O semibolo do Kassab



 (O candidato a Ronald Reaggan brasileiro)


Há muito que este blog sofre de enorme preguiça intelectual (sempre digo isso), sobretudo por parte do pessoal de criação. Isso, nossos leitores (se é que ainda resta algum seguidor desta página semiabandonada) já perceberam há tempos. Aproveito para me desculpar.
Como já foi dito, ao contrário do que se pensa, este blog não é financiado por partido ou político algum. É uma página independente, que se custeia com seus próprios recursos – o tempo gasto em busca de recursos impede o funcionamento normal do editorial do MASTRANDEA – contrassenso infeliz, mas, a vida é assim. Quem dera Zé Cerra, experiente em ser alvejado por ovos, bolas de papel e similares, tivesse razão, e blogs como este tivessem recursos provindos de políticos de esquerda...
Entretanto, graças aos maus políticos, de esquerda ou de direita, nosso ânimo retoma-se. Nos fazem levantar, sacodir a poeira e nos manifestar. Hoje, o pau comeu solto na capital da província paulista, e quem apanhou foi o lado de lá, da massa limpa...Hoje, o povo venceu.
Na manhã deste 25/01, na saída da missa de aniversário de São Paulo (nazistas e religiões são irmãos, que nos diga a História do mundo) Herr Kassab, aquele, limpinho, o lobista do mercado especulador imobiliário de São Paulo, alegria de grandes empreiteiras, o que gosta de ofender manifestantes solitários, desta vez não conseguiu se defender, tampouco atacar, como fez com um trabalhador há alguns anos, aos gritos de “vagabundo”, e teve seu semibolo de aniversário, e este foi entregue em mãos.
O povo, que conta com uma sensibilidade sensacional, não deixou, apesar da enorme rejeição à gestão do ex-DEM, de presenteá-lo. Foram gastos muitos e muitos quilos de ovos, que foram diretamente arremessados contra o político e seus cães de guarda.
Apesar de já ter participado de manifestações violentas, como por exemplo, a contra a polícia do governador Mário Covas (que o diabo o tenha) em 2000, na avenida Paulista, quando ainda integrava o quadro da Rede Estadual de Ensino de São Paulo, este pseudoblogueiro queria ter estado presente na praça da Sé nesta manhã.
A cena que mais me deixou feliz e de alma lavada foi a de um dos rotweillers de Kassab que, depois de agredir um manifestante pelas costas, mesmo estando o tumulto terminando, apanhou feito uma galinha.
Foi um verdadeiro show de união e solidariedade. O careca referido, que aparentemente sem motivo atacou o garoto, imediatamente foi cercado, tomou uma capacetada cinematográfica na careca, umas três ou quatro voadoras no peito, vários socos e levantou com a gravata nas costas, sem saber nem seu próprio nome.
Essa cena, que a Globo certamente usará, mais uma vez, para solapar a moral do trabalhador honesto desta cidade, deve ser repetida e vista por todos os que se sentem violentados pela ineficiente atuação de Kassab na prefeitura.
UFC é passado – é porrada por dinheiro. Porrada por direitos é o que precisamos, para que se honrem nossos impostos, para que políticos como esse sejam exterminados da cena nacional. Com esse tipo de cena, aprenderemos que somos maioria, que podemos, sim, nos revoltar. Com pedras, paus, tiros ou ovos, é muito bom ver o povo deixar a inércia e agir.
É assim!!! Político de merda tem que levar merda – o problema logístico que demanda o uso desse armamento é o que livra a cara desses escroques, mas, tudo bem: Há os ovos!
E que seja esse o presente dado nas urnas no próximo ano a essa corja dos municípios, aos prefeitos e vereadores, que são a célula-mater da corrupção, os grandes oportunistas da falta de fiscalização e de ética que infecta “o DNA de alguns brasileiros”, como já disse a deputada carioca Cidinha Campos. Ovo e porrada, que são necessários, já foram dados. O voto, que não é necessário, mas sim fundamental, está sendo esperado com ansiedade para este 2012.
Parabéns, Kassab, e que o bolo de merda que é tua história pública e seu novo ‘partido’ sejam jogados na privada no fim do ano.
Por que semibolo? Aecinho, que deveria ter trazido a farinha, estava no PROJAC gravando uma minissérie global...

por Mastrandéa

domingo, 21 de agosto de 2011

A "faxina" e seus tentáculos

...e a mídia continua a arrebanhar



Há tempos, o pessoal do editorial do Mastrandea tem querido dizer umas coisinhas sobre essa armadilha que o conglomerado Direita/PIG vem armando contra Lula e sua história, através de Dilma e o que eles chamam "faxina" (referência às demissões em massa que tem havido em alguns ministérios da presidente). 
Esquecem-se (melhor, fazem esquecer) que quem indicou Dilma foi Lula, para começo de assunto...
E o texto de Eduardo Guimarães "tirou da nossa língua" algumas coisas de que se esquecem, até mesmo, os que apoiaram nosso eterno "barba".

PS: Esse texto também vem a ajudar a movimentar este blogue, dada a preguiça intelectual do pessoal da criação...

Em Defesa de Lula

Só no Brasil mesmo para alguém ter que defender o autor de uma obra como a de Luiz Inácio Lula da Silva, o eterno presidente Lula. E o que mais espanta não é a mesquinhez dos inimigos, mas a ingratidão de parte dos que apoiaram seu governo e que agora apóiam o da sucessora que ele indicou e elegeu com a sua popularidade imensurável.
Em qualquer parte do mundo, sob qualquer avaliação séria, o que Lula logrou produzir no Brasil é considerado quase um milagre. Não deveria espantar, no entanto, a falta de memória popular eternamente cantada em verso e prosa, apesar de que a imensa maioria dos brasileiros ainda tem consciência da obra do ex-presidente.
Compreendo que os inimigos de Lula, essas amebas que sabotaram o Brasil durante os oito anos anteriores só para atingi-lo, tentem agora destruir a memória nacional sobre os prodígios que este país conseguiu ao fim da primeira década do século XXI.
Como, além de mesquinhos, os inimigos de Lula são covardes, não espanta que tentem se aproveitar do fato de ele não ter mais o púlpito da Presidência da República para se defender. Não compreendo, porém, quando o ataque parte daqueles que, ao apoiarem o governo eleito por mérito quase inteiro do ex-presidente, terminam por injustiçar Lula.
Ele vem sendo acusado, nos debates sobre a conjuntura política, de, pasmem, “não ter feito nada para democratizar a comunicação no Brasil” e de, no início de seu mandato, também ter sido considerado “traidor” de seus princípios ao adotar política econômica subserviente ao mercado.
Partindo da direita midiática, posso aceitar tal premissa. Mas é absurdo ver alguém que apóie de verdade o atual governo – e que, portanto, deve ter apoiado o anterior – dizer essas barbaridades sobre a era Lula.
O que primeiro chama a atenção é a falta de visão histórica em tal afirmação. Quem não consegue distinguir o estado em que Fernando Henrique Cardoso entregou o governo a Lula do estado em que o país estava quando o mesmo Lula passou a faixa presidencial a Dilma Rousseff, talvez não mereça resposta.
Ainda quero crer, porém, que essas pessoas estão meramente se deixando enganar. Não quererei crer que agem por má fé ao endossar a “faxina” do “lixo” da “herança maldita” que a direita midiática atribui a Lula. Portanto, quero refrescar memórias.
Lula recebeu um país arrasado, com inflação e desemprego nas alturas, estagnado economicamente, sem investimentos, sem reservas cambiais e sem crédito internacional, fosse financeiro ou conceitual. Entregou a Dilma um país pujante, internacionalmente reconhecido, crescendo fortemente, com quase pleno emprego e inflação sob controle.
Apesar disso, enfrentou a artilharia mais sórdida talvez desde Getúlio Vargas. Sua família, sua dignidade e até a sua sexualidade foram alvo de ataques incessantes. Tentou-se derrubá-lo com os mesmos “escândalos de corrupção” que a direita sempre usou para depor governos progressistas na América Latina.
Lula, com sua imensa inteligência política, soube enfrentar as críticas e os ataques com uma postura altaneira e com seus discursos sempre corajosos, por meio dos quais enfrentou os que diziam que não conseguiria governar. Fez isso desde que tomou posse pela primeira vez, em 2003.
Durante o processo eleitoral de 2002, em que se sagrou presidente da República, Lula deixou absolutamente claro, para quem nele quisesse votar, que não quebraria contratos e que não daria guinadas na convivência com o mercado financeiro internacional, infringindo as regras do jogo que, após a década anterior e o Consenso de Washington, tornaram-se compulsórias para as nações.
Este blogueiro jamais chamou Lula de traidor e entendeu perfeitamente sua postura relativamente contemporizadora até que, em 2005, eclodisse o escândalo do “mensalão”. Tinha, então, a consciência histórica da situação em que ele havia recebido o país e de que seria preciso pôr a casa em ordem antes de avançar em sua democratização, que passaria pela comunicação.
Após lograr o que se temeu que não ocorresse, reeleger-se em 2006, Lula estava livre para avançar na democratização da comunicação no Brasil. Em 2008, durante o Fórum Social Mundial, convocou a Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), que ocorreria cerca de um ano depois, ao final de 2009.
Lula delegou ao ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República Franklin Martins a missão de elaborar um projeto de regulação da comunicação no Brasil que se inspirou nas legislações mais avançadas do mundo, tais como as de Estados Unidos, Inglaterra, França e, também, nas deliberações da Confecom.
O projeto de regulação da comunicação foi deixado pelo ex-presidente Lula após um longo processo, com dezenas de conferências pelos Estados, regiões e cidades, e com fóruns e seminários com autoridades da comunicação de outros países. Fez isso suportando artilharia imensa da mídia desencadeada justamente por conta do processo que a fazia sentir-se ameaçada.
Foi duro para Lula suportar a artilharia que sofreu da mídia por ter erigido o projeto que deixou ao fim de seu governo para colocar ordem no prostíbulo que é a comunicação neste país, com oligopólios ilegais que se valem de ações criminosas iguais ou piores do que as que já se sabe que praticam os tablóides britânicos controlados por Rupert Murdoch, entre outros.
Também foi preciso coragem para enfrentar grandes interesses a fim de transformar o Brasil em um país muito mais justo e pujante, um país que assombra por ter se tornado um mar de estabilidade e progresso em meio a um mundo caótico. Lula fez isso graças aos milhares – eu disse milhares – de discursos políticos ao longo de seu governo de oito anos.
A cada frase que dizia – e que calava fundo no coração do povo – era fustigado pela direita midiática logo em seguida. Já em seu discurso de posse não deixou de mandar seus primeiros recados, lembrando o preconceito que teve que enfrentar para chegar aonde chegara. Dali em diante, nunca mais deixou de dizer sempre o que precisava ser dito.
Acompanhei, in loco, o processo de democratização da comunicação implantado em vários países da América do Sul, tais como Argentina, Bolívia, Equador ou Venezuela. Em todos esses países foi preciso muita coragem. Foram processos traumáticos, mas o povo fez a sua parte apoiando aqueles líderes e os países chegaram lá.
Entendi que os discursos de Lula não se traduzissem em ações tão intensas quanto as empreendidas nos países vizinhos. Queria processo menos traumático. Mas ele agiu, sim. O Conselho Federal de Jornalismo e a Ancinav foram tentativas frustradas porque não havia apoio no Congresso, mas pelo menos foram tentativas.
Quanto à “herança maldita” que a mídia diz que Lula deixou, sobretudo no que diz respeito a essa absurda herança de “corrupção”, é inaceitável. Toda administração pública pode conter corruptos. Acontece no governo federal, nos governos estaduais e municipais.
O fato de se colocar lente de aumento sobre problemas no governo federal não significa que sejam maiores ou menores nesse governo, nem o fato de que não se cobra “faxinas” em governos como o de São Paulo ou de Minas quer dizer que não exista corrupção neles. Apenas denota que a corrupção dos aliados da mídia é protegida por ela.
Este manifesto, portanto, é em defesa de Lula e de sua obra épica. Nele, peço respeito à memória de um governante que transformou este país para sempre. Uma memória que já se tornou um patrimônio nacional e que pessoas como este blogueiro lutarão para preservar enquanto tiverem um mísero sopro de vida dentro de si.

por Eduardo Guimarães



domingo, 5 de junho de 2011

Qual é o problema, afinal?




Todo mundo sabe que o "bullying" destrói a autoestima de suas vítimas.
E todo mundo sabe (?) que esse tipo de atitude, cultural na américa, é consequência das ditaduras estéticas modernas, da precocidade com que a sexualidade atinge as crianças, e da enorme incapacidade humana em conviver com os diferentes.
Coisas do capitalismo. Interesses...
Entretanto, há diferença nas reações e sequelas futuras dessas vítimas.
Essas reações estão diretamente ligadas aos estímulos e oportunidades oferecidas: falando-se pedagogicamente, educação digna e estrutura escolar, física e técnica, adequada, ou seja, oportunidades variadas.
Vimos o "assassino" (para mim, nada além de uma vítima) de realengo em ação, a cores e com detalhes, por meio, é claro, daquela que é a maior fábrica de "status quo", a maior fábrica de excluídos, que existe, chamada Rede Globo.
Essa mesma foi a primeira a crucificar e demonizar mais uma de suas vítimas, como sempre faz.
Para ela e seus fiéis seguidores, é preciso que se criem monstros que justifiquem e avalizem sua bondade, beleza, riqueza, bunda redonda, perfume e frescor... igualzinho à colônia que usa Ana Maria, seus cinquenta e quatro dentes e seu escudeiro-papagaio nas felizes e fartas manhãs brasileiras.
Contrassenso, não é?
Bem. Foda-se a Rede Globo...
Chega de falar de gente inútil.
Vamos ao que interessa.
Clique aqui para ver mais uma vítima de "bullying" se vingando do mundo todo e fazendo sua mãe chorar muito.


por Mastrandea






quinta-feira, 19 de maio de 2011

"É umas mula esses jornalista"

(imagem do imprescindível Latuff)

O PIG/GLOBO quer nos emburrecer de vez. Ou são uns bolhas, ou estão muito mal-intencionados. E eu aposto que é o caso dos dois. 
E não está fácil de se suportar as pessoas repetindo que 'os livros do MEC ensinam a escrever errado'. Não aguento mais. E quando não aguento mais, venho vomitar meu asco aqui no blog. 
Esclareça-se que me refiro aqui à classe média, cuja vida resume-se em obedecer à moda da novela, ir a Miami, querer carro novo e pensar no próximo implante de silicone. Estes, podiam deixar de fazer da emissora aqui referida sua única janela para a realidade e investir mais em livros, estudos, viagens além da Disney World... Mas, é mais fácil reproduzir baboseira, né?
Pois bem. Então, quem está errado nessa história, além dos acima citados?
Errados estão os professores que, ignorantes à Linguística (por preguiça), corrigem o falar de seus alunos, às vezes até os submetendo a humilhações e castigos por conta de falares e gírias.
Errados estão os que pensam que para falar, para comunicar-se, é preciso norma.
Os mesmos que afirmam que Lula é um burro porque fala "errado". Como assim? Ele tem seu estilo, comunica-se muito bem, por sinal. Ou sua força política vem de onde? De seus belos olhos? Política é comunicação!
Se um estudante grita ao outro mais apressado, na saída da aula, "peraí qu'eu já tô ino", ou o mecânico diz ao seu ajudante "os carro branco tão tudo sujo", não há rede de televisão que me prove que há erro. Muito menos a histérica-jornalista-"linguista" Mônica Waldvogel, que quis reinventar a ciência da linguagem no programa "Entre Aspas", da péssima Globonews.
Fala não tem regra. Tem adequação. As pessoas não conversam entre si numa mesa de bar usando a mesma linguagem que usariam se estivessem numa reunião de trabalho. Ninguém se comunica numa entrevista de emprego usando a linguagem que usaria se estivesse pedindo uma cerveja no botequim. Um bom falante é o que sabe colocar-se bem linguisticamente em todas as situações, comunicar-se bem com qualquer um.
Existe norma para a escrita. E ela é aprendida lendo livros. Simples. Uma pessoa apreenderá o falar culto se for bom e assíduo leitor, e pode, ou não, usá-lo para falar.  
A língua escrita sim, essa é mutilada pela mesma classe média que hoje desce a lenha no livro do MEC. É a classe média que coloca a língua em maus lençóis todo dia, a toda hora, seja com seus trabalhos acadêmicos, com seus anglicismos e gerundismos. Esses, quando resolvem escrever, o desastre é quase certo. Esses sim, têm que ajoelhar no milho, levar uns cascudos e ficar no canto com o chapéu (as orelhas já vêm de fábrica)...
Clique aqui para ver a jornalista, economista, cientista política, metereóloga, astróloga, taróloga, esotérica e agora linguista sendo motivo de chacota de quem estudou um pouco disso...


PS: Errado está o Governo de São Paulo, que diz porque diz que a América do Sul tem dois Paraguais.



por Mastrandea 

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Carteirada





(Surrupiado do excelente "Vento Na Cara")



Sempre que Alguém, ao dizer algo para Outro, quer que este lhe dê crédito, pode escolher entre duas estratégias.
Na primeira, Alguém apresenta ao Outro seus argumentos. O Outro então escuta os argumentos, refaz algumas conexões lógicas, confronta o que ouviu com as informações que tem sobre o assunto, confere tudo isso com seus valores pessoais e, ao fim do processo, o Outro decidirá se deve ou não dar crédito ao que Alguém diz.
Na segunda estratégia, Alguém apresenta ao Outro suas credenciais técnicas e sociais. Credenciais técnicas são títulos, certificados, habilidades, experiências profissionais. Credenciais sociais são as posições na sociedade, a quantidade e qualidade de amigos e contatos, as viagens que fez, os lugares em que morou, os consensos e palavras da moda utilizadas em sua fala. O Outro, ao reconhecer tais credenciais, se dará por convencido, e então não há necessidade de prolongar o assunto.
A esta segunda estratégia, dou o nome de carteirada.
Mais estranha que a frequência com que essa estratégia é usada é a frequência com que ela funciona.
Ela é mais rápida que a primeira, e traz “vantagens” para os dois lados. Nela, Alguém não tem o trabalho de selecionar e apresentar argumentos. Nela, o Outro não tem o trabalho de pensar se aquilo que está ouvindo faz sentido ou não, o que nem sempre é tarefa simples.
Com esta estratégia, não existe necessidade de o Outro ter informações e opiniões próprias sobre as coisas. Ele repetirá que Alguém é mesmo uma autoridade no assunto, afinal tem esta e aquela credencial. A discussão será dada como concluída, a interação social estará completa, ambos sairão sentindo que dialogaram.
Um bom observador irá constatar que a estratégia da carteirada é bastante comum, especialmente em alguns meios sociais.
É ela que explica, por exemplo, a necessidade de tanta informação curricular quando alguém é apresentado.
 
 
 
 
por Dionísio Bueno
 
 
 
 
 
 
 
 

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Casal real inspira reinauguração do Mastrandea

(britânica assiste a cerimônia em telão)


Clique aqui para ouvir a singela e perfumada homenagem que este blog, em sua reinauguração, faz ao acontecimento do ano - mais um casamento na respeitável família real inglesa. Apesar de ser em língua tupiniquim, a homenagem musical referida inspira-se em sutil e reverente tendência musical surgida na terra da Donzela nos anos 70.
Honra esta que nós, do "Mastrandea" e toda sua equipe, estendemos, especialmente, aos milhões de brasileiros que não deixaram de acompanhar o certame, igualmente inexorável às suas relevantes e igualmente glamurosas existências, seja através da televisão e suas Anas Marias Bragas, ou com seus inspirados e indispensáveis links, nas redes sociais, sites, blogs. Enfim, a todos os que fizeram de tal espetacular evento, o acontecimento mais importante também de suas próprias vidas...God save the Queen!!!
Parabéns a todos, e aumentem o som!!!


por Mastrandea